ENQUANTO E NAO

quarta-feira, abril 12, 2006

VÁRIAS

Os pobres que paguem a crise !!!

Pensionistas pagam mais IRS a partir deste mês
De acordo com o previsto no Orçamento do Estado a isenção deixa de aplicar-se a todos os que aufiram rendimentos anuais abaixo 8.283 euros, passando a abranger apenas os que recebem pensões abaixo de 7.500 euros
DN de 12-4-06

Será que os 8.283 euros valem hoje mais do que valiam até agora, ou pelo contrário essa importância de dia para dia se tem vindo a desvalorizar face ao aumento do custo de vida? Porquê então mais esta punição aos reformados?
Mas será que este governo, dito socialista, só consegue poupar à custa dos mais desfavorecidos? Será que não consegue produzir uma lei, que seja, em seu benefício?
Arre, que é demais!

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Novos inspectores anunciados três vezes

O reforço de meios da PJ, com a entrada de 150 novos inspectores, já foi anunciado pelo menos três vezes por Alberto Costa.
O anúncio da admissão de 150 inspectores para a Polícia Judiciária foi a grande novidade que o ministro da Justiça levou à cerimónia de tomada de posse do novo director nacional, Alípio Ribeiro. Porém, o que foi lido como uma "prenda" do ministro está a ser anunciado pelo menos desde Janeiro.
DN de 12-4-06

Isto só demosnstra que este governo têm poucas coisas boas para anunciar e à falta delas anuncia a mesma vezes sem conta. Faz lembrar um daqueles Presidentes de Junta de Freguesia que, para botar figura, inaugura várias vezes a mesma fonte, sempre que uma entidade superior se digna visitar a terra.

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Berlusconi : o apego ao poder

Berlusconi recusa-se a reconhecer a vitória de Romano Prodi.
Pudera, o homem sabe que a perda do poder significa para ele a perda de cobertura para futuros negócios obscuros e a perda da imunidade em relação a contas que tem de prestar pelos negócios passados. O poder para ele e para os seus apoiantes era apenas uma capa sob a qual se praticavam todas as tramóias que ele próprio se encarregava de tornar legais, mediante leis feitas à justa medida dos seus interesses. Agora a mama acabou-se e o homem não se conforma.

No editorial de hoje do DN, escreve Eduardo Dâmaso, a propósito destas eleições:

(...) Mais do que um confronto partidário clássico, com os campos divididos entre esquerda e direita, o que está hoje em causa é sobretudo a fractura de uma sociedade inteira nos indicadores de riqueza, desenvolvimento social e níveis educativos que se exprime politicamente num antagonismo feroz entre a I e a II República. Ou seja, traduz-se numa luta implacável entre os poderes restauracionistas de um passado imperdoável, representados em Berlusconi, e todos os que nasceram depois da operação "Mãos Limpas", circunstancialmente identificados com Prodi. Essa é uma fractura profunda, que recua várias décadas na história de Itália, e actual pano de fundo da política italiana.

Bom será, porém, que o conjunto de partidos que formam a lista vencedora se empenhem, em unidade, com muita garra, muita determinação, e muito sentido de Estado, para revigorarem a economia deixada exangue pelo polvo berluscian., Só assim poderão evitar que ele volte a envolver a república italiana os seus braços de ventosas sugadoras.

Assim o entende também Eduardo Dâmaso que termina assim o seu editorial:
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Se a economia mudar, o ciclo político mudará efectivamente. Se isso não acontecer, se a actual plataforma de esquerda se dividir, então Berlusconi e tudo o que de mau ele representa, ou seja, um poder delinquente no topo do poder de Estado, tem condições para regressar. E isso seria infernal para a Itália, mas, em primeiro lugar, para a democracia

Poder delinquente. Que bela definição! É isso mesmo

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Por um cabelo
Ainda a propósito de Berlusconi, não resisto a transcrever (para quem não leu) cpm a devida vénia, esta saborosa crónica de Ferreira Fernandes do Correio da manhã de hoje:
Se tivesse dado atenção às sondagens, Silvio Berlusconi já devia estar careca de saber que perdia. O que não se esperava é que fosse por um cabelo.

Enfim, ao homem das implantações faltou implantação eleitoral. Era inevitável, já que Berlusconi lutou menos contra o desemprego do que contra a alopécia. O único défice que o preocupou foi o capilar.

Como balanço do seu Governo pode dizer-se que houve brilhantismo de menos e brilhantina de mais. Vai daí, os italianos já estavam pelos cabelos. Mandaram-no pentear macacos.

É justo assinalar que ao saber dos resultados Berlusconi não apareceu desgrenhado. Mas quando se consciencializar da derrota sofrida, como todos os líderes, vai deitar a culpa para o seu conselheiro preferido. Vidal Sassoon que se cuide.

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