ENQUANTO E NAO

quinta-feira, março 23, 2006

INDEPENDÊNCIAS E SEPARATISMOS

ETA anuncia cessar fogo permanente

47 anos e oitocentos mortos depois do início das suas actividades, a Eta declarou declarou ontem um cessar fogo permanente, para “impulsionar um processo democrático".
Esta é uma boa notícia e é obvio que não surge do nada. Seria impensável que depois de todo o seu passado esta organização autonomista tomasse esta decisão”de borla”, como costuma dizer-se. Por detrás deve haver certamente entendimentos prévios com o governo de Madrid, promessas de negociações justas e equilibradas. Oxalá que assim seja,pois até ao presente o poder central central nunca deu mostras de negociar com seriedade.

O povo basco constitui uma etnia e tem uma língua que nada tem a ver com Espanha e com o castelhano. É justo e é imperioso que essas diferenças sejam tidas em conta e não é com a repressão, com medidas de excepção e com terrorismo de estado como aconteceu no governo de Felipe Gonzalez, que a paz pode ser alcançada

Naturalmente que o Governo tem de passar, desde já, a tratar os (mais de 500) presos bascos com humanidade e transferir (os que estiverem a cumprir penas) para estabelecimentos prisionais mais perto de suas famílias e não como acontece agora que os desterram para centenas de quilómetros de distância. Com boa seriedade e negociações concertadas, a Paz é possível. Aconteceu com o IRA e também pode acontecer com a ETA.
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Como se forjam independências e separatismos

“Europa reforça apoio aos críticos de Lukachenko”
Com este título noticiava ontem o Diário de Notícias as participações de alguns embaixadores de paises europeus em manifestações contra o presidente da Bielorússia, LukachenKo
Isto não é contra todas as regras de procedimento diplomático
e de relacionamento entre Estados?
Logo aseguir à notícia com este título vinha, vimha um destaque
que a seguir transcrevo"

"Da Resistência servia ao Bisonte bielorrusso"

"Têm nomes curtos e que ficam no ouvido: são os movimentos juvenis sur­gidos nos últimos anos em repúblicas da antiga União Soviética e nos Balcãs. Dependendo dos apoios que recebem do Ocidente, sobretudo dos Estados Unidos - em especial da Sociedade Aberta, do milionário George Soros - assim singram mais ou menos, conseguindo, nalguns casos» derrubar regimes caducos, à força de se manifestarem aos milhares nas ruas» 0 pioneiro foi o Qtpor (Resistência), que, em 2000, se destacou como uma das forças por detrás do afastamento do Presidente Slobodan Milosevic» Os jovens sérvios ganharam traquejo e, a partir daí, começaram a"exportar os seus conhecimentos "re­volucionários" Em 2003 foi a vez de os georgíanos do Kmara (Basta) mi­narem, com sucesso, o status quo de Chevardnadze. Depois» surgiu o Porá (É Hora), em apoio de luchtchenko. Na Bielorrússia, o Zubr (Bisonte) está agora a dar os primeiros passos rio caminho da ocidentalização» Outros tantos movi­mentos são: Yox (Âzerbai jão) Mjaf t (Albânia), Kart (Kosovo), 6ong (Croácia), Loja (Macedónia) e Unitas (Montenegro)."
(O sublinhado é meu)

Percebe-se assim a espontaneidade da quase totalidade de movimentos democráticos e independentista que surgem por esse mundo de Deus.. O dedo do capitalismo americano está sempre por detrás de todos eles. Foi assim também que se tornaram independentes os antigos países da Jugoslávia, foi assim também com o derrube de Milosevic que tudo fez (mal, por vezes, é certo) para impedir o desmembramento do seu país. è que para os americanos e seus aliados há separtismos bons (os que servem os seus interesses) e maus (os que os contrariam).

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Veja também o meu outro blogue
"Escritos Outonais"
em