<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771</id><updated>2011-11-25T06:19:38.379+01:00</updated><title type='text'>ENQUANTO E NAO</title><subtitle type='html'>ENQUANTO E NÃO: Procurei vários títulos para este blogue mas fui recebendo sucessivas recusas, por já estarem ocupados. Este pegou e está certíssimo. Tenho 78 anos, o que a idade e a saúde me permitem fazer já é muito pouco, mas não me permitirei deixar de fazer aquilo que nestas condições me é dado fazer: estar atento ao que se passa à minha volta, escrever,  divagar, recordar, comentar, sempre que possa e me apeteça… ENQUANTO E NÃO</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>310</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-6528784615808899323</id><published>2008-03-18T21:39:00.003+01:00</published><updated>2008-03-18T21:42:31.362+01:00</updated><title type='text'>Morreu António Melenas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R-ApCOHxVrI/AAAAAAAAAa8/GYfdyk7xxKs/s1600-h/IMG_0132.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R-ApCOHxVrI/AAAAAAAAAa8/GYfdyk7xxKs/s400/IMG_0132.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179184689603237554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi no passado dia 16 de Março, pelas 22 horas, que faleceu António Joaquim Gouveia, vítima de &lt;span class="page-title"&gt;Macroglobulinemia&lt;/span&gt;                                       de&lt;a name="Content"&gt;&lt;/a&gt;      &lt;span class="page-title"&gt;Waldenström &lt;/span&gt;(no sangue). Decorreu hoje - dia 18 - o funeral, no cemitério do Feijó, concelho de Almada, com a presença dos familiares e amigos mais chegados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo por este meio a mensagem a todos os cibernautas que com ele contactaram nos últimos anos, partilhando duas das suas grandes paixões: a escrita e os computadores. Para todos vós que visitam este blogue o nome era António Melenas, pseudónimo baseado no apelido da sua mãe, e durante dois anos foi este tal Melenas que deliciou inúmeros curiosos da blogosfera que por cá passaram, com estórias e relatos de uma vida fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já está online a homenagem realizada pelo seu grande amigo Luís Gaspar, no site de podcast "Estúdio Raposa":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estudioraposa.com/index.php/18/03/2008/lugar-086-antonio-melenas/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;http://www.estudioraposa.com&lt;wbr&gt;/index.php/18/03/2008/lugar&lt;wbr&gt;-086-antonio-melenas/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve publicarei no blogue "Escritos Outonais" a edição póstuma das restantes partes de "O Tempo das Hienas", texto sobre a experiência do meu avô na prisão que já há muito ele havia escrito e guardado para que eu só o lesse na idade adulta.&lt;br /&gt;Poderão enviar mensagens para os blogues "Enquanto e Não" e "Escritos Outonais", que eu estarei por cá para receber, responder e recordar o meu avô e meu amigo, que muitas histórias partilhou comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e Abraços do neto,&lt;br /&gt;João Gouveia&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-6528784615808899323?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/6528784615808899323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=6528784615808899323&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6528784615808899323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6528784615808899323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2008/03/foi-no-passado-dia-16-de-maro-pelas-22.html' title='Morreu António Melenas'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R-ApCOHxVrI/AAAAAAAAAa8/GYfdyk7xxKs/s72-c/IMG_0132.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-7825479363055849346</id><published>2008-02-25T20:15:00.002+01:00</published><updated>2008-02-25T20:23:09.888+01:00</updated><title type='text'>ENSINO, O MAIOR EMBUSTE DESDE A 1ª REPÙBLICA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Chegou-me às mão este texto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Não resisto a dar o meu contributo para a sua divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;A avaliação dos rofessores, nos moldes em que a a senhora Ministra e o Senhor Sócrates, querem fazer impô-la  é, na verdade, um  verdadeiro embuste. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Há que o desmascarar por todos os meios&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;O ministério dito da "Educação" está a resvalar para a maior fraude no ensino desde a 1ª. República. Refiro-me ao novo modelo de avaliação do desempenho dos professores. Como é que foi possível caber nas cabeças iluminadas dos nossos (des)governantes que a qualidade do ensino melhoraria se os professores fossem avaliados pelas notas que dão aos alunos? Isto é uma autêntica perversão. Os professores não rejeitam a sua avaliação, desde que ela seja ponderada, justa, exequível e fundamentada, respeitadora de critérios éticos. Os professores não querem violentar as suas consciências, sentindo-se coagidos a dar notas positivas aos alunos que as não merecerem. É que, se o não fizerem, a espada de Dâmocles cairá sobre as suas cabeças, pois verão comprometida a progressão na carreira. O Sr. Presidente da República não vê ao que poderá conduzir uma medida destas? Desta forma teremos futuramente fartura de engenheiros, por exemplo, todos com um diploma inquestionável. Resta saber com que conhecimentos!!! Entretanto, ter-se-á contribuído positivamente para as famosas e imprescindíveis estatísticas com um facilitismo tacitamente instituído. O nosso Governo não pode mostrar à Europa que os alunos têm um insucesso tão grande em Portugal. Com tanta cimeira de sucesso!!! Obviamente que só pode haver um responsável: a classe docente. Como se o atraso secular de um país se pudesse inverter numa geração! Como se a sociedade que temos não fosse a geradora das incapacidades que os nossos alunos demonstram cada vez mais nas nossas escolas. Não que sejam menos inteligentes que os dos outros países europeus. O problema radica num sistema de contravalores que a sociedade difunde como valores. Se não, vejamos: onde está o reconhecimento do mérito pelo trabalho dedicado, esforçado? O que as nossas televisões transmitem, como paradigma para a nossa juventude, é o “desenrascanço” fácil, o confronto com o professor que, nalguns casos é representado como um “totó” completamente paranóico e desajustado da realidade, servindo de chacota aos alunos. Bonito exemplo que dão à sociedade! E que nobres valores transmitem! Desta forma, que belo incentivo à falta de educação, indisciplina e ausência de civismo (ou cidadania, como agora se diz!). Não é o que demonstram tantos e tantos jovens, actualmente, nas nossas escolas? Alguém já se escandaliza com as agressões físicas e verbais de que os professores são vítimas por parte de alguns alunos, e por vezes dos próprios pais? Seria interessante mostrar ao país o que se passa dentro de muitas salas de aula, onde os alunos se divertem a humilhar os professores, numa atitude irresponsável que faria corar de vergonha os seus avós. Já não digo os pais, porque não tenho a certeza de que tivessem essa reacção. É que os professores têm vindo a ser postos de joelhos, principalmente por este governo, e passaram a ser motivo de chacota. Não sei a quem esta vulgaridade aproveitará, mas não será sem dúvida aos nossos alunos. A escola deve ser uma transmissora de valores e de regras de conduta social, mas está a tornar-se num sítio onde uma classe de angustiados tem de descobrir como há-de ensinar alguma coisa aos filhos de outros cidadãos que não parecem ter consciência do que se passa. E muito menos com uma campanha de difamação da classe docente. Como poderemos ter criatividade, amor è profissão, espírito de missão, sendo tratados desta maneira?&lt;br /&gt;      Para além disso, o sistema de ensino que temos, remendado por tantas reformas e reformas das reformas, tornou-se numa verdadeira manta de retalhos, com lacunas a todos os níveis. Tem-se pretendido facilitar o ensino para gerar um sucesso que nunca será mais do que um embuste. O pior é que todos perdemos com isso, pois os nossos jovens saem cada vez menos preparados para enfrentar a competitividade que o mercado de trabalho exige. Este Governo (com este Ministério dito da Educação) só está a meter a cabeça na areia. Porque é óbvio que não se pode forçar o conhecimento: este tem de ser adquirido com esforço e participação. Infelizmente, a mensagem que passa não é essa: o que importa, para os nossos iluminados dirigentes da Educação, é que os alunos frequentem a escola, vão às aulas. Não importa o que lá se faz ou se não deixa fazer a quem deseja apenas cumprir a sua obrigação.&lt;br /&gt;     As novas medidas do Ministério, tendo como corolário este novo e maquiavélico processo de "avaliação do desempenho" dos professores, que mais não é do que uma forma encapotada de perseguição à classe docente, farão com que muitos professores, sentindo em perigo a sua carreira profissional, se vejam obrigados, repito, a dar positivas a quem as não merece. Isto, para além de escandaloso, é ridículo e imoral. Outro tanto se passa com as chamadas "NOVAS OPORTUNIDADES" — outra panaceia. Com este rótulo pomposo, pretende-se certificar "competências", sem ter em conta os conteúdos. Aos “alunos” bastará demonstrarem “competências”, mesmo que não dominem nenhum conhecimento escolar em concreto. Ao que nós chegámos! Desta maneira, passaremos de um país com elevado nível de iliteracia a um país de superdotados. E com esta visão messiânica, temos um processo que mais não é do que uma panóplia salvadora para as nossas estatísticas. Mais uma vez as estatísticas! Será que O PAÍS NÃO VÊ QUE O REI VAI NU? O nosso governo está a promover a incompetência ao estatuto de missão patriótica! E a forçar a classe docente a participar nesta mentira, sob pena de ver comprometidos alguns dos seus objectivos, os tais que passam a contribuir para a dita “progressão na carreira”! Dá vontade de dizer: “Tirem-me deste filme!”, à semelhança do que dirão muitos dos nossos jovens, a propósito do novo contexto tão sabiamente criado: “Eh pá, tás a ver a cena? Bué da louca! Fixe, meu, agora é que está a dar! Tu até nem precisas de ir às aulas. Os mangas dos setôres têm que nos dar positiva, para não terem problemas. Baril!”&lt;br /&gt;      Estas medidas do nosso Ministério parecem ter saído de um concurso de anedotas!&lt;br /&gt;Mas, se o lúdico acaba forçosamente, mais cedo ou mais tarde, por desembocar no risível, já o mesmo se não pode dizer das ameaças veladas, encapotadas, disfarçadas deste novo iluminismo político, cavalgando um espírito de cruzada de falsos cavaleiros da Távola Redonda, que brandem cem cessar a espada “Excalibur” sobre as cabeças pensantes dos professores que ousem tornar-se rebeldes, isto é, “discordantes”. Processos inovadores? Nem por isso. Isto, afinal, não passa de um “déjà vu”. A perseguição, a admoestação, a criação de um clima de insegurança e medo já eram utilizados pelos esbirros do anterior regime. Mas esses ao menos não se diziam de esquerda!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        José Colaço – Prof. Efectivo na Escola Secundária de Cascais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                            23/02/2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-7825479363055849346?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/7825479363055849346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=7825479363055849346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7825479363055849346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7825479363055849346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2008/02/ensino-o-maior-embuste-desde-1-repblica.html' title='ENSINO, O MAIOR EMBUSTE DESDE A 1ª REPÙBLICA'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-2615812384539660967</id><published>2008-01-26T20:20:00.001+01:00</published><updated>2008-01-27T11:59:18.114+01:00</updated><title type='text'>ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; MARGIN-LEFT: 0.7pt; TEXT-INDENT: 11.5pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R5uJF0K-ZFI/AAAAAAAAAaU/jLZhEp_LwjQ/s1600-h/este-pais-nao-e-para-velhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159868531080062034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R5uJF0K-ZFI/AAAAAAAAAaU/jLZhEp_LwjQ/s400/este-pais-nao-e-para-velhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Um filme&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;co&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;m &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;este mesmo título estreia-se na próxima semana nos cinemas do nosso país. Nã&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;o sei se o filme é tão bom como o livro. A maior parte das vezes não é, Mas este,com a chancela dos irmãos Cohen é, certamente, tão bom, ou melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255);font-family:arial;" &gt;Aconselho vivamente a leitura do livro e o visionamento do filme.&lt;br /&gt;É uma história terrível sobre uma sociedade terrível. um mundo asfixiante, impiedoso, cruel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255);font-family:arial;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Trata-se de uma caricatura, é certo. Mas a realidade não anda muito distante. Esta é a civilização ocidental e cristã de que tanto nos orgulhamos e queremos impor aos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102)"&gt;* * * * * * * * * * * * * * * * * *&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; MARGIN-LEFT: 0.7pt; TEXT-INDENT: 11.5pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A história desenvolve-se no final dos anos setenta, na fronteira do Texas &lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;com o México, onde la&lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;drões de gado deram lugar a traficantes de droga e pe&lt;/span&gt;quenas cidades são agora zonas abertas de combate.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; MARGIN-LEFT: 0.7pt; TEXT-INDENT: 11.3pt; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Llewelyn Moss encontra uma carrinha cheia de cadáveres, um carrega&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;mento de heroína e dois milhões de dólares no banco traseiro. Ao apoderar--se do dinheiro, dá início a uma cadeia de reacções de violência catastrófica &lt;/span&gt;que nem a lei pode controlar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 12pt; LINE-HEIGHT: 12pt; MARGIN-RIGHT: 0.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;Com temas t&lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;ão antigos como a Bíblia e tão sangrentos como os títulos dos jornais actuais, &lt;i&gt;No Countryfor Old Men &lt;/i&gt;é uma obra de enorme originalidade.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 0.5pt; BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;«Profundamente perturbadora... A mais acessível de todas as suas obras.»&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;The Washington Post&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Fascinante... Um drama pungente e intenso, rompendo cada cenário assustador e violento com uma economia e precisão cinematográficas.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;The New York Times&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Cormac McCarthy consegue resultados monumentais a partir de um processo lento de simplicidade implacável. Este livro deixá-lo-á sem fôlego e aterrado.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;Sam Shepard&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; LINE-HEIGHT: 11.75pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;«Nenhum resumo lhe fará justiça e o mistério é o suficiente para deixar o &lt;/span&gt;leitor ofegante... Cormac McCarthy explora temas como a culpa e a responsabilidade, o amor e a ambiguidade moral, e o modo como a memória nos constrói.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;Si. &lt;i&gt;Petersburg Times&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; LINE-HEIGHT: 12pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Tão forte e violento como toda a sua obra... É um génio na construção do enredo e somos levados pelo puro domínio da forma.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;The Denver Post&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102);font-family:arial;" &gt;* * * * * * * * * * * * * * * * * *&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="LETTER-SPACING: -0.35pt;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(51,102,255); TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="LETTER-SPACING: -0.35pt;font-family:arial;" &gt;Cada capítulo é antecedido de um preâmbulo, em itálico, que não tem a ver directamente com o desenvolvimento da trama, onde um xerife de um remoto condado dos EUA, à beira da reforma tece considerações sobre a sua vida, a sua profissão e o mundo que o cerca&lt;br /&gt;Ofereço-vos um desses solilóquios, que abre o capítulo XII. Dá uma ideia do espírito da obra.&lt;br /&gt;Vale a pena ler.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="LETTER-SPACING: -0.35pt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN-US" style="LETTER-SPACING: -0.35pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;XII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; MARGIN: 24.25pt 0cm 0pt 1.7pt; TEXT-INDENT: 9.35pt; LINE-HEIGHT: 12.95pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;Acordo a Loretta só por estar acordado na cama. Estou ali deitado e &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;ela diz o meu nome em voz alta. Como que a perguntar-me se estou mes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;mo ali. As vezes vou à cozinha e trago-lhe um &lt;/i&gt;ginger ale &lt;i&gt;e ficamos os &lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;dois sentados no escuro. Quem me dera ser capaz de encarar as coisas &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;com a descontracção dela. O que vi do mundo não fez de mim uma pes&lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;soa cheia de espiritualidade. Ao contrário dela. Ela aflige-se comigo, &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;além do mais. Eu bem vejo. Sendo mais velho e o homem do casal, achei &lt;/span&gt;que ela é que ia aprender comigo, e foi isso que aconteceu, em muitos &lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;aspectos. Mas sei perfeitamente qual de nós está em dívida para com o &lt;/span&gt;outro.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; MARGIN-LEFT: 1.45pt; LINE-HEIGHT: 12.95pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.2pt"&gt;Acho que sei para onde é que estamos a caminhar. Estamos a ser com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;prados com o nosso próprio dinheiro. E não são só as drogas. Há gente a acumular fortunas de cuja existência ninguém sonha sequer. O que é que as pessoas julgam que vai resultar de todo este dinheiro? Dinheiro capaz de comprar países inteiros. Já aconteceu. E este país? Alguém &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;conseguirá comprá-lo? Não me parece. Mas o dinheiro vai fazer com &lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;que tenhamos dares e tomares com pessoas muito pouco recomendáveis. &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;Nem sequer é um problema de ordem pública. Duvido que alguma vez tenha sido. Sempre houve drogas. Mas as pessoas não acordam de manhã e decidem drogar-se sem motivo. Aos milhões. Não tenho resposta &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;para isto. Sobretudo, não tenho uma resposta que me dê ânimo. Aqui há &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;uns tempos, disse a uma jornalista — uma rapariga nova, parecia bastante simpática. Ela estava só a tentar fazer o seu papel de jornalista. &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;Perguntou-me assim: Xerife, como é possível ter permitido que a crimi&lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;nalidade atingisse estas proporções no seu condado? Cá a mim pareceu-&lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;-me uma pergunta pertinente. Se calhar era mesmo uma pergunta perti&lt;/span&gt;nente. Seja como for, respondi-lhe assim: Tudo começa quando &lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;deixamos de ligar importância às boas maneiras. Quando deixamos de &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;ouvir as pessoas a tratar-se por Meu senhor e Minha senhora, é porque o fim já está bem próximo. E depois disse-lhe assim: Isto afecta todas as &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;classes sociais. Já ouviu dizer isto, ou não? Todas as classes sociais? &lt;/span&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;Acaba por se cair no género de degradação da ética mercantil em que começam a aparecer pessoas mortas no meio do deserto, sentadas den&lt;/span&gt;tro dos carros, e nessa altura já é tarde de mais.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; MARGIN: 0cm 0.5pt 0pt 1.7pt; TEXT-INDENT: 11.05pt; LINE-HEIGHT: 12.95pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.25pt"&gt;Ela olhou para mim com uma cara assim a modos que esquisita. E en&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;tão eu disse-lhe uma última coisa, e se calhar tinha feito melhor em es&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.2pt"&gt;tar calado, disse-lhe que ninguém consegue fazer negócios de droga sem &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.25pt"&gt;haver drogados. E muitos drogados andam bem vestidos e têm empregos &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.2pt"&gt;com grandes salários. E disse-lhe: Você é bem capaz de até conhecer al&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;guns.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; MARGIN: 0cm 0.5pt 0pt 1.2pt; TEXT-INDENT: 10.8pt; LINE-HEIGHT: 12.95pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;A outra coisa são os velhos, e eu não consigo deixar de pensar neles. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.2pt"&gt;Olham para mim e vejo-lhes sempre uma pergunta estampada no rosto. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;Não me recordo de as coisas serem assim há uns anos. Não me lembro &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.05pt"&gt;de ser assim quando eu era xerife nos anos cinquenta. Olhamos para &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.25pt"&gt;eles e nem sequer têm um ar confuso. Parecem enlouquecidos, nem mais. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;Isto incomoda-me. Ficamos com a impressão de que eles acordaram e &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.25pt"&gt;não sabem como é que vieram parar ao lugar onde estão. Bom, num cer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;to sentido não sabem.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 11.5pt; LINE-HEIGHT: 12.95pt; MARGIN-RIGHT: 0.95pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;Esta noite, ao jantar, ela disse-me que esteve a ler São João. O Apo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;calipse. Sempre que eu me ponho a falar do estado do mundo ela desencanta qualquer coisa na Bíblia, por isso perguntei-lhe se o Apoca&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;lipse dizia alguma coisa sobre o rumo que o mundo está a tomar e ela &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.1pt"&gt;disse que depois me dizia. Perguntei-lhe se lá falava em cabelos verdes e ossos no nariz e ela disse que não, pelo menos assim de maneira tão &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;explícita. Não sei se isto é bom sinal ou não. Então ela veio por trás da minha cadeira e abraçou-me o pescoço e mordeu-me a orelha. Ainda é &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.25pt"&gt;uma rapariguinha, em muitos aspectos. Se eu não a tivesse junto de mim, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.15pt"&gt;não sei o que teria de meu. Bom, até sei. E não era precisa uma caixa &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;para o guardar, garanto-vos.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 9.85pt; LINE-HEIGHT: 12.95pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-2615812384539660967?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/2615812384539660967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=2615812384539660967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/2615812384539660967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/2615812384539660967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2008/01/este-pas-no-para-velhos.html' title='ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R5uJF0K-ZFI/AAAAAAAAAaU/jLZhEp_LwjQ/s72-c/este-pais-nao-e-para-velhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-8059784874185126578</id><published>2008-01-08T15:14:00.000+01:00</published><updated>2008-01-08T15:16:04.194+01:00</updated><title type='text'>PNEUNONIA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;A TODOS OS AMIGOS/AS QUE ME VISITARAM NOS ÚLTIMOS DIAS,&lt;br /&gt;PELO MENOS DESDE 26 DE DEZEMBRO,E ME EXPRESSARAM VOTOS DE BOM ANO NOVO,PEÇO ME SEJA RELEVADO O MEU SILÊNCIO,&lt;br /&gt;POIS O MESMO SE DEVE A, DESDE ESSA DATA, ESTAR SOFRENDO DE SEVERA PNEUMONIA , CUJOS EFEITOS NÃO ME TÊM PERMITIDO ACEDER AO COMPUTADOR.&lt;br /&gt;A TODOS OS MEUS AGRADECIMENTOS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-8059784874185126578?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/8059784874185126578/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=8059784874185126578&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8059784874185126578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8059784874185126578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2008/01/pneunonia.html' title='PNEUNONIA'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5846609689510840001</id><published>2007-12-26T15:19:00.000+01:00</published><updated>2007-12-27T11:34:29.578+01:00</updated><title type='text'>A ESCADA DE JACOB (mais bordoadas de B.Bastos)</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;br /&gt;Para quem não compra ou não lê o DN, aqui deixo mais uma desassombrada crónica de Baptista- Bastos,que, com a devida vénia, transcrevo da edição de hoje daquele jornal.&lt;br /&gt;Os sublinhados são da minha responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="arialazulescuro"&gt;&lt;b&gt;A ESCADA DE JACOB&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial8cinzaclaro"&gt;Baptista-Bastos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R3KfKnq4PCI/AAAAAAAAAaE/70_LXaJRZ6w/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148352328834235426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R3KfKnq4PCI/AAAAAAAAAaE/70_LXaJRZ6w/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O ano que fecha portas foi muito mau. Graves economistas declaram a pés juntos que o próximo será pior. Os adventistas de Sócrates pregam que vivemos no melhor dos mundos. E a maioria de nós esforça-se por amarinhar pela escada de Jacob, na melancólica fé de que chegará lá acima - local incerto e abstracto. O varar do tempo amarrota toda a gente; mas há gente muito mais amarrotada do que outra. E o pior é a alma que se dissolve, a esperança agredida, o sonho desfeito. A televisão formou a ideia de que tudo o que é importante é imediato. Num roldão, deixámos de nos reconhecer e, numa bizarra mistura de serenidade e de impaciência, aceitamos as imposições de uma casta difícil de definir - a não ser por uma notória mediocridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O triste povo, de rosto taciturno e alma acabrunhada", designado por Unamuno, desfez a fatalidade predominante, quando se insurgiu contra o opressor. Veio para a rua e ergueu 1383, 1640, 1820, 1910, 1974. O festim durou pouco. A liberdade não tem consequências simples. Exige respostas práticas e decisões amplas. E assistiu-se à desintegração da coesão social, em nome de uma Europa, cujos propagandistas proclamavam o contrário. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Um pouco por todo o lado, a democracia é seriamente abalada. Em Portugal, já apenas se manifestam resquícios dela. O que se sobreleva são o medo, a precariedade no trabalho, o desemprego, e a imposição de que o nexo entre o social e o político pertence a dois blocos de interesses: ao PS e ao PSD.&lt;/span&gt; Desvalorizada a ideia de bem comum, exacerbou-se os interesses particulares e inculcou-se sorrateiramente o pensamento de que nada há a fazer. Claro que há!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;"Mostra-me o teu talento; não me mostres o cartão do partido", disse Brecht, a um actor que lhe apareceu no Berliner Ensemble, resguardado com o facto de ser militante comunista. E correu com o apadrinhado. A lição não perdura. Estabelecida a vocação da "cunha" partidária, o instinto de independência moral provoca indiferença e, até, hostilidade. A inteligência, o mérito, a integridade e a habilitação são castigados como delitos.&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; O que se observa, nos tristes casos da BCP e da Caixa Geral de Depósitos, com a disputa da pertença circunscrita aos assim chamados "partidos de poder", reflecte o mais atroz impudor. &lt;/span&gt;A&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;s exclusões permitem-nos concluir que o PS e o PSD perderam o respeito pelos portugueses e a dimensão colectiva que se lhes exige.&lt;/span&gt; Aliás, o projecto inscrito na exigência de um mínimo de cinco mil militantes por partido e a revelação dos seus nomes é desprezível, por equivaler a uma estratégia de poder absoluto do "centrão". É preciso conciliar os vínculos morais com os traços distintivos das nossas indignações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial8cinzaclaro"  style="font-size:85%;"&gt;escritor e jornalista&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial8cinzaclaro"&gt;b.bastos@netcabo.pt&lt;br /&gt;______________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,102,255)" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="arial8cinzaclaro"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Na verdade estes dois partidos perderam de todo a vergonha. Já era um escândalo a sub-reptícia  repartição de prebendas e tachos entre si, mas agora vão ao ponto de, descaradamente, os reclamarem na praça pública. Pataca a ti, pataca a mim...&lt;br /&gt;Assim se tratam os assuntos das res pública!!!! Por favor, chamem a polícia!&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejam também o meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="arial8cinzaclaro"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;a style="COLOR: blue" href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="arial8cinzaclaro"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5846609689510840001?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5846609689510840001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5846609689510840001&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5846609689510840001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5846609689510840001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/12/escada-de-jacob-mais-bordoadas-de.html' title='A ESCADA DE JACOB (mais bordoadas de B.Bastos)'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R3KfKnq4PCI/AAAAAAAAAaE/70_LXaJRZ6w/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-3393794459834582967</id><published>2007-12-16T19:16:00.000+01:00</published><updated>2007-12-16T19:59:34.118+01:00</updated><title type='text'>OS NOVOS SENHORES DO MUNDO - livro que recomendo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R2Vr13q4O_I/AAAAAAAAAZs/FsStB9QugSI/s1600-h/ziegler.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144636722561694706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R2Vr13q4O_I/AAAAAAAAAZs/FsStB9QugSI/s400/ziegler.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;QUEM É JEAN ZIEGLER!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Jean Ziegler, é Relator Especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação. É também professor de Sociologia na Universidade de Genebra. Por diversas vezes, foi deputado do Parlamento da Confederação Helvética (Suíça). Autor de alguns livros muito polémicos - em especial acerca da própria Suíça -, tem sido largamente publicado em Portugal: A Suíça Acima de Qualquer Suspeita (1976), A Suiça Lava Mais Branco (1990), Os Senhores do Crime (1999) e A Suíça, o Ouro e os Mortos (1997) - estes dois últimos também publicados pela Terramar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo dos nossos dias, em cada sete segundos, morre de fome uma criança de menos de 10 anos. E, na maior parte dos casos, isto acontece por ter sido vitima de um imperativo e de um só, o dos senhores do mundo: o lucro sem limites.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E quem são os novos senhores do mundo? São os senhores do capital financeiro globalizado. Mas, concretamente, quem são eles? No coração do mercado globalizado, há um predador: um banqueiro, um alto responsável de uma empresa transnacional, um operador do comércio mundial - que acumula dinheiro, que destrói o Estado, que desvasta a natureza e os seres humanos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Este livro revela o seu rosto, analisa o seu discurso e denuncia os seus métodos. E há autênticos mercenários, tão fiéis quanto empenhados, ao serviço de tais predadores, até no seio da Organização Mundial do Comércio, do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Neste livro, Jean Ziegler segue a pista dos déspotas de tais instituições acima de qualquer dúvida, desmonta a ideologia que as inspira e lança uma luz implacável sobre o papel desempenhado, nos bastidores, pelo império americano. Todavia, um tanto por todo o lado, surge um movimento generalizado de resistência, para o qual convergem as esperanças de uma imensidão de contestatários espalhados pelo mundo. Estamos perante uma nova sociedade civil instituída à escala planetária. É de tudo isto que nos fala Jean Ziegler, nesta sua obra «empenhada politicamente», com a riqueza de informação a que nos habituou, oferecendo-nos um vasto painel em que surge toda uma diversidade de pessoas e de instituições que conhece de perto e de forma aprofundada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;_______________________&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Aqui vai um passagem do prefácio para vos dar uma ideia do seu conteúdo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Neste início de milénio, as oligarquias capitalistas transcontinentais reinam no universo. A sua prática quotidiana e o seu discurso de legitimação são radicalmente contrários aos interesses da imensa maioria dos habitantes da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A globalização efectua a fusão progressiva e forçada das economias nacionais num mercado capitalista mundial e num ciberespaço unificado. Este processo provoca um formidável crescimento das forças produtivas. Riquezas imensas são criadas a todo o instante. O modo de produção e de acumulação capitalista dá provas de uma criatividade, de uma vitalidade e de um poder absolutamente espantosos e, certamente, admiráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco menos que uma década, o produto mundial bruto duplicou, e o volume do comércio mundial foi multiplicado por três. Quanto ao consumo de energia, este duplica em média todos os quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez na história, a humanidade goza de uma abundância de bens. O Planeta desmorona se sob as riquezas. Os bens disponíveis ultrapassam em vários milhares de vezes as necessidades compreensíveis dos seres humanos.&lt;br /&gt;Mas as valas comuns ganham também terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse do subdesenvolvimento são a fome, a sede, as epidemias e a guerra. Elas destroem todos os anos mais homens, mulheres e crianças do que a carnificina da Segunda Guerra Mundial durante seis anos. Para os povos do Terceiro Mundo, a «Terceira Guerra Mundial» está em curso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todos os dias, no Planeta, cerca de 100 000 pessoas morrem de fome e das consequências imediatas da fome2. 826 milhões de pessoas estão, hoje em dia, crónica e gravemente sub alimentadas; 34 milhões delas vivem nos países economicamente desenvolvidos do Norte; o maior número, 515 milhões, vive na Ásia, onde representa 24 por cento da população total. Mas se considerarmos a proporção das vítimas, é a África Subsariana que paga o tributo mais pesado: 186 milhões de seres humanos vivem aí permanentemente mal alimentados, ou seja, 34 por cento da população total da região. A maior parte deles sofre daquilo a que a FAO chama «fome extrema», situando-se em média a ração diária nas 300 calorias abaixo do regime de sobrevivência em condições suportáveis. Os países mais gravemente atingidos pela fome extrema estão situados na África Subsariana (dezoito países), nas Caraíbas (Haiti) e na Ásia (Afeganistão, Bangladesh, Coreia do Norte e Mongólia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os sete segundos, na Terra, uma criança abaixo dos 10 anos morre de fome.&lt;br /&gt;Uma criança com carência de alimentos adequados em quantidade suficiente, desde o nascimento até aos 5 anos, sofrerá as sequelas do facto para o resto da vida. Por meio de terapias delicadas praticadas sob vigilância médica, consegue-se fazer recuperar uma existência normal a um adulto que tenha estado temporariamente subalimentado. Mas a uma criança de menos de 5 anos, é impossível. Privadas de alimentação, as células cerebrais sofreram danos irreparáveis. Régis Debray chama a estas crianças «os crucificados à nascença3».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome e a má nutrição crónica constituem uma maldição hereditária: todos os anos, dezenas de milhões gravemente subalimentados dão à luz dezenas de milhões de crianças irremediavelmente atingidas. Todas essas mães subalimentadas, e que, no entanto, dão à luz, lembram as mulheres malditas de Samuel Beckett, que «parem a cavalo num túmulo... O dia brilha um instante, depois, novamente a noite4».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma dimensão do sofrimento humano que está ausente desta descrição: a da angústia lancinante e intolerável que tortura todo o ser esfomeado, assim que acorda. De que modo, ao longo do dia que começa, vai ele poder assegurar a subsistência dos seus, alimentar-se ele próprio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver nesta angústia é provavelmente mais terrível ainda do que sofrer das múltiplas doenças e dores físicas que afectam o corpo subalimentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A destruição de milhões de seres humanos pela fome efectua-se numa espécie de normalidade gelada, todos os dias, e num planeta a transbordar de riquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estádio alcançado pelos meios de produção agrícolas, a Terra poderia alimentar normalmente 12 mil milhões de seres humanos, ou seja, fornecer a cada indivíduo uma ração equivalente a 2700 calorias por dia5. Ora nós somos pouco mais do que uns 6 mil milhões de indivíduos sobre a Terra, e todos os anos 826 milhões sofrem de subali-mentação crónica e mutilante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equação é simples: quem tem dinheiro, come e vive. Quem não tem, sofre, torna-se inválido e morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome persistente e a subalimentação crónica são criadas pela mão do homem. São devidas à ordem assassina do mundo. Todo aquele que morre de fome é vítima de um assassínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de 2 mil milhões de seres humanos vivem no que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) chama a «miséria absoluta», sem rendimento fixo, sem trabalho regular, sem alojamento adequado, sem cuidados médicos, sem alimentos suficientes, sem acesso a água potável, sem escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre estes biliões de pessoas, os senhores do capital mundializado exercem um direito de vida e de morte. Por meio das suas estratégias de investimento, das suas especulações monetárias, das alianças políticas que efectuam, decidem todos os dias quem tem direito a viver neste planeta e quem está condenado a morrer.&lt;br /&gt;O aparelho de dominação e de exploração mundiais erigido pelas oligarquias desde o início dos anos 90 é marcado por um pragmatismo extremo. É fortemente segmentado e tem pouca coerência estrutural. E, consequentemente, é de uma complexidade extraordinária e contém inúmeras contradições internas. No seu interior, facções opostas lutam entre si. A concorrência mais feroz atravessa todo o sistema. Entre si, os senhores travam constantemente batalhas homéricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas armas são as fusões forçadas, as ofertas públicas de compra hostis, o estabelecimento de oligopólios, a destruição do adversáriopor meio do dumping ou das campanhas de calúnias ad hominem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassínio é mais raro, mas os senhores não hesitam em recorrer a ele, se for necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim que o sistema no seu todo, ou num dos seus segmentos essenciais, é ameaçado ou simplesmente contestado - como no caso da Cimeira do G-8 em Génova em Junho de 20001 ou do Fórum Social Mundial de Janeiro de 2002 em Porto Alegre -, os oligarcas e os seus mercenários constituem um bloco coeso. Movidos por uma vontade de poder, uma cupidez e uma embriaguez de comando sem limites, defendem então com unhas e dentes a privatização do mundo. Esta confere-lhes extravagantes privilégios, um sem-número de prebendas e de fortunas pessoais astronómicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às destruições e aos sofrimentos infligidos aos povos pelas oligarquias do capital mundializado, do seu império militar e das suas organizações comerciais e financeiras mercenárias, vêm juntar-se as que provocam a corrupção e a prevaricação correntes em grande escala em muitos governos, nomeadamente do Terceiro Mundo. Porque a ordem mundial do capital financeiro não pode funcionar sem a activa cumplicidade e a corrupção dos governos instalados. Walter Hollenweg, teólogo famoso da Universidade de Zurique, resume perfeitamente a situação: «A cupidez obsessiva e sem limites dos nossos ricos, aliada à corrupção praticada pelas elites dos países ditos em vias de desenvolvimento, constitui uma gigantesca conspiração criminosa... No mundo inteiro e todos os dias se reproduz o massacre dos inocentes de Belém6».&lt;br /&gt;Como definir o poder dos oligarcas? Qual é a sua estrutura? O alvo histórico? Quais são as suas estratégias? As suas tácticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que os senhores do universo conseguem manter-se, quando a imortalidade que os guia e o cinismo que os inspira não deixam dúvidas a ninguém? Onde está o segredo da sua sedução e do seu poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível que num planeta abundantemente provido de riquezas, todos os anos, centenas de milhões de seres humanos sejam atirados para a miséria extrema, para a morte violenta, para o desespero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todas estas interrogações, o presente livro tenta dar resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;São estes senhores do mundo, - o capitalismo sem rosto - que de uma forma que o mundo nunca antes conhecera, exigem  a subserviência dos governos, a submissão dos sindicatos, a inoperância dos tribunais, a privatização de todas os serviços e de todos os bens da terra, a inexistência ou menorização dos serviços sociais, a precaridade de emprego, o aumento das horas de trabalho, a redução dos salários, a mobilidade das empresas para os locais do mundo onde a mão de obra seja mais barata, a liberdade de despedir os trabalhadores quando tal lhes convier, tudo em nome do lucro e do aumento incomensurável dos seus dividendos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É isto também que o enigmático tratado da União Europeia de que Sócrates tanto se ufana de ter ajudado a cozinhar, visa nas suas entrelinhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não podemos aderir a um cozinhado de que só os iluminados conhecem os ingredientes. Os seus defensores, se acham que é tão bom, têm de no-lo explicar tim-por-tintim. Se é que são capazes de o fazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tratado tem de ser referendado. Tem de ser dicutido amplamente pelo povo português e pelos povos envolvidos antas de ser aprovado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-3393794459834582967?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/3393794459834582967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=3393794459834582967&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3393794459834582967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3393794459834582967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/12/os-novos-senhores-do-mundo-livro-que.html' title='OS NOVOS SENHORES DO MUNDO - livro que recomendo'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R2Vr13q4O_I/AAAAAAAAAZs/FsStB9QugSI/s72-c/ziegler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-3300182803364217258</id><published>2007-11-21T15:05:00.000+01:00</published><updated>2007-11-21T18:16:03.315+01:00</updated><title type='text'>ESTA È A  QUALIDADE DE VIDA que nos oferecem</title><content type='html'>&lt;div class="arial_noticias_artigo" style="CLEAR: left; PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 10px; PADDING-BOTTOM: 10px; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Em mais uma brilhante crónica que o DN hoje publica e com a devida vénia para o jornal e para o autor, aqui transcrevo, Baptista-Bastos traça um retrato mordaz mas muito realista do dia a dia dos portugueses. Da maioria dos portugueses. aqueles que vivem apenas do seu trabalho e não têm tempo para mais nada. Com pequenas diferenças para melhor ou para bem pior esta é a saga de quem tem de trabalhar para se sustentar a si e aos seus. Não há tempo para m&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;ais nada. Nem amor, nem afectos de qualquer ordem.&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Mas eu vou mais longe. Infelizmente este retrato não se aplica só aos portugueses. Esta é a "qualidade de vida " que o sistema, em qualquer parte do mundo e com pequenas nuances, proporciona àqueles que o ajudam a manter e a egordar, mercê do aluguer dos seus braços ou do seu intelecto. Que dizer então dos que nem trabalho têm e são milhões ?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Qual o remédio?&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Mudar o sistema. Não vejo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;PEQUENA CRÓNICA DO BANAL&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Baptista-Bastos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A vida pede pouco mais que vida&lt;/em&gt;." &lt;/b&gt;RUY BELO -&lt;i&gt; Meditação Anciã&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os pa&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R0RB7zyHrwI/AAAAAAAAAYk/YS4kuwCrpUg/s1600-h/Baptista+Bastos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135301970877722370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 77px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 111px" height="102" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R0RB7zyHrwI/AAAAAAAAAYk/YS4kuwCrpUg/s400/Baptista+Bastos.jpg" width="77" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;is portugueses são os menos brincalhões da Europa: apenas 6% divertem--se com os filhos. Nenhuma interpretação semântica escapa a esta evidência. O sentimento de "pertença", corolário de um conceito de relação, e este como vector da ideia de cidadania, está a mirrar. O sistema aniquilou as redes de comunicação que permitiam a troca de valores e a difusão dos afectos. E está a dissolver o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades dos portugueses são crescentes, os direitos diminuem, os deveres e as obrigações aumentam. Os jovens casais são empurrados para as periferias. As rendas de casa são altíssimas; a compra de apartamentos insuportável pela subida inclemente dos juros; os salários não suportam as oscilações dos preços das coisas elementares. Na impossibilidade de possuírem dois automóveis, ou mesmo nenhum, um casal, habitando (habitar não é viver) no subúrbio é coagido a servir-se de transportes públicos desconfortáveis, cheios de fedores, de tristeza, de pobreza e de passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário é aquela fronteira densa e excessiva, sem enigma nem segredo, que todos conhecemos. A mulher sai do emprego, corre às compras no supermercado, coloca-se, desanimada e democrática, na bicha do autocarro. O autocarro está pontualmente atrasado. As pessoas consultam os relógios de pulso. Começam as conversas, desencadeiam-se as lamúrias, cruzam-se os queixumes. As mulheres entram carregadas. Observam-se, formais e cristãs; atentas ao penteado, aos sapatos, às roupas da outra. O autocarro, já muito cheiroso, fica invadido de bafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens enfiam-se no carro. Antes, haviam comprado o jornal "desportivo" de sua preferência. Cada um dos jornais "desportivos" cultiva, com discrição e reserva, uma tendência clubística, por todos conhecida. Os homens estão desejosos de chegar a casa. Até lá, hora, hora e meia de caminho: as bichas, os pequenos e grandes acidentes diários, as chuvas, os calores, o dia que escureceu mais cedo, o dia que se prolonga até mais tarde. Os homens consultam os relógios de pulso. Almejam chegar a tempo de assistir a um dos 122 programas sobre futebol que todas as televisões transmitem, com pedagógica alegria. Chegam, ligam os aparelhos, sentam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher apareceu finalmente. O homem ouve-a: está concentrado no que afirma um comentador. Nem olha para a mulher, a mulher dá-lhe um beijo rápido, rotineiro e indiferente. "Que é o jantar?", pergunta ele. Pergunta por perguntar. Os seus plurais interesses resumem-se a ouvir a palavra culta e eloquente daqueles sábios acerca do jogo que ainda se não realizou. Intervalo. "O menino?", pergunta o pai. "Ficou em casa da avó", diz a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah!", responde ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;________&lt;br /&gt;Escritor e jornalista&lt;br /&gt;b.bastos@netcabo.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-3300182803364217258?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/3300182803364217258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=3300182803364217258&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3300182803364217258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3300182803364217258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/11/esta-qualidade-de-vida-que-nos-oferecem.html' title='ESTA È A  QUALIDADE DE VIDA que nos oferecem'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R0RB7zyHrwI/AAAAAAAAAYk/YS4kuwCrpUg/s72-c/Baptista+Bastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-7831782370365744717</id><published>2007-11-19T18:59:00.001+01:00</published><updated>2007-11-20T13:46:54.104+01:00</updated><title type='text'>LÀCRIMAS DE CROCODILO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Nós não sabíamos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134612950749261554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R0HPRjyHrvI/AAAAAAAAAYc/HzM8cMXaZTY/s400/o-bando-dos-quatro.jpg" border="0" /&gt;Do Diário de Notícias de hoje, com a devida vénia&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Tadinhos, não sabiam!... Como se o inspector Hans Blix, mandatato pela ONU e, portanto, mandatado também pelos respectivos governos dos países a que estes mânfios pertencem, para - chefiando uma vasta equipa de colaboradores apetrechada com meios altamente sofisticados de pesquisa - detectar armas de destruição maciça no Iraque, não tivesse repetidas vezes afirmado não ter encontrado qaisquer provas da sua existência!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Claro que o senhor Bush sabia perfeitamente que essas armas não existiam. Claro que o que sr. Bush pretendia era dominar uma zona de interese vital para a economia americana e sobretudo para a família Bush com conhecidos intereeses no negócio do petróleo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Diz o senhor Durão, agora tardiamente arrependido - foi o último a reconhecer que os relatórios da CIA não eram verdadeiros - que apenas se limitou a enprestar o local para o encontro dos outros três. Não é verdade. ele voltou a particiar noutra reunião onde a guerra foi decidida e levada àvante contra a vontade eas decisões das Naçoes Unidas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Dessa guerra, resultou a destruição de um país, perda de centenas de milhar de vidas inocentes, destruição e saque de monumentos com valor histórico único e insubstituívele e criação de condições propícias ao recrudesciento de actividades terroristas que encontra, agora, no Iraque , condições ideais de recrutamento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;E os culpados entre outros foram estes quatro homens.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Pergunto: Se por matar um homem - por raiva, por cobiça, por ciúmes - a generalidade dos paises aplica a pena máxima  de prisão ao seu seu autor, (que em alguns Estados vai mesmo até à pena de morte) qual seria a pena a aplicar a quem, sem motivos sequer, tira a vida a milhares de pessoas e destroi um país que foi berço da nossa civilização, originando um recrudescimento imparável de  terrorismo e criando com isso condições de instabilidade para todo o mundo ,sabe lá durante quanto tempo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;E no entanto eles andam por aí.... Ricos, opulentos e felizes da vida....&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Onde está a Justiça?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-7831782370365744717?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/7831782370365744717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=7831782370365744717&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7831782370365744717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7831782370365744717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/11/lcrimas-de-corcodilo.html' title='LÀCRIMAS DE CROCODILO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/R0HPRjyHrvI/AAAAAAAAAYc/HzM8cMXaZTY/s72-c/o-bando-dos-quatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-6839268432505469812</id><published>2007-11-13T22:18:00.000+01:00</published><updated>2007-11-13T22:59:25.217+01:00</updated><title type='text'>A DESILUSÃO DE DEUS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;MAIS UM LIVRO QUE RECOMENDO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RzoVq7AdOQI/AAAAAAAAAYE/9dSC3g5XiZc/s1600-h/Desilus%C3%A3o+de+Deus.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132438552480397570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RzoVq7AdOQI/AAAAAAAAAYE/9dSC3g5XiZc/s400/Desilus%C3%A3o+de+Deus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Se acredita, sem sombra de dúvida, que Deus existe e ponto final, não vale a pena ler este livro. Você precisa de acreditar e não vai mudar de opinião.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Agora, se você gosta de se interrogar seriamente sobre o facto de Deus existir ou não existir, então vai apreciar a sua leitura É  séria e ao mesmo tempo bem humorada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;OPINIÔES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Desilusão de Deus é um livro inteligente, compassivo  e verdadeiro como o gelo, como o fogo. Se este livro não mudar o mundo, estamos todos lixados.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penn &amp;amp; Teller – apresentadores de TV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Oh, depois de toda a vida nos dizerem que é uma virtude sermos cheios de fé, espírito e superstição, é tão reconfortante ler em vez disso um sonoro toque de trombeta da verdade. Dá a impressão de virmos à superfície para recuperar o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;»Matt Ridley - autor de Genoma e  Francis Crick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Dawkins dá às compaixões e emoções humanas o seu devido valor, que é uma das coisas que confere força às suas críticas da religião. Hoje em dia, muitos líderes religiosos são homens que, o que é óbvio para qualquer pessoa, excepto para os seus perturbados seguidores, estão dispostos a sancionar a crueldade perversa ao serviço da sua fé. Dawkins atinge-os com todo o poder que a razão pode exercer, destruindo as suas absurdas tentativas de provar a existência de Deus ou as suas presunçosas reivindicações de que a religião é a única base da moralidade, ou que os seus livros sagrados são literalmente verdadeiros.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Phillip Pulmman - autor da trilogia “Mundos Paralelos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Richard Dawkins é o principal profeta dos nossos tempos. Através da sua exploração da evolução da vida baseada nos genes, o seu trabalho teve um profundo efeito em muito do nosso pensamento colectivo, c A Desilusão de Deus continua a sua tradição provocadora do pensamento.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Craig Venter – decifrador do genoma humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Esta é uma leitura excepcional - chega a ser divertida... Nem é preciso comprar toda a colecção de Dawkins para se orgulharem da sua coragem de expor o mal que as religiões podem fazer. Os zelosos fundamentalistas da Bíblia vão, sem dúvida, afirmar que encontraram Satanás&lt;br /&gt;encarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;»Kirkus Reviews&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Aqui deixo uma passagem do livro, para dar uma ideia do seu conteúdo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Consolo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E tempo de abordar a questão do importante papel que Deus desempenha em consolar-nos, bem como, no caso de ele não existir, do desafio humanitário que será pôr alguma coisa no seu lugar. Muitas das pessoas que admitem que provavelmente Deus não existe nem é necessário para a moralidade, ainda voltam à carga com aquilo que geralmente consideram um trunfo: a alegada necessidade psicológica ou emocional de um deus. Se se tira a religião, perguntam com truculência, o que se coloca no seu lugar? 0 que se oferece aos doentes terminais, aos enlutados que choram, às Eleanor Rigbys solitárias que têm em Deus o seu único amigo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa a dizer em resposta a isto é algo que não deveria precisar de ser dito. O poder que a religião tem de consolar não a torna verdade. Façamos, inclusivamente, uma enorme concessão: mesmo que se demonstrasse de forma concludente que a crença na existência de Deus é absolutamente essencial ao bem-estar psicológico e emocional do ser humano; mesmo que os ateus não passassem todos de neuróticos desesperados, dados ao suicídio por uma inexorável angústia cósmica - nada disto constituiria o mais ínfimo grão de prova de que há verdade na crença religiosa. Poderia ser uma prova de que é desejável as pessoas convencerem-se a si próprias de que Deus existe, mesmo não existindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já referi, Dan Dennett, no livro Breaking the Spell, faz a distinção entre crença em Deus e crença na crença, ou seja, a crença de que é desejável acreditar, mesmo que a crença&lt;br /&gt; seja, ela própria, falsa: «Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade» (Marcos 9: 24). Os crentes são incentivados a professar a crença, quer dela estejam convencidos, quer não. É provável que, repetindo uma coisa vezes suficientes, nos consigamos convencer da sua veracidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo que todos conhecemos pessoas que têm apego à ideia da fé religiosa e que se ofendem quando ela é atacada, ainda que admitam, com relutância, que elas próprias não a possuem. Fiquei ligeiramente chocado ao descobrir um esplêndido exemplo no livro do meu herói Peter Medawar The Limits oj Science (Oxford University Press, 1984, p. 96): «Eu lamento a minha descrença em Deus e nas respostas religiosas em geral, pois acredito que, se descobríssemos boas razões científicas e filosóficas para acreditar em Deus, isso proporcionaria satisfação e conforto a muitas pessoas deles necessitadas.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que li a distinção de Dennett, tenho tido oportunidade de a utilizar vezes sem conta. Não será exagero afirmar que a maioria dos ateus que conheço disfarça o seu ateísmo por trás de uma fachada virtuosa. Não crêem em nada de sobrenatural, no entanto conservam uma vaga susceptibilidade à crença irracional. Acreditam na crença. É espantoso o número de pessoas que parece não conseguirem distinguir a diferença entre «X é verdade» e «é desejável as pessoas acreditarem que X é verdade». Ou talvez não se deixem cair, propriamente, neste erro lógico, mas considerem tão-somente que a verdade é insignificante quando comparada com os sentimentos humanos. Não pretendo desvalorizar os sentimentos humanos, mas quando conversamos, sejamos claros quanto àquilo de que estamos a falar: sentimentos, ou verdade. Ambos podem ser importantes, mas não são a mesma coisa.&lt;br /&gt;Seja como for, a minha concessão hipotética foi um gesto descabido e incorrecto. Não conheço provas de que os ateus revelem qualquer tendência genérica para o abatimento e a angústia. Alguns ateus são felizes, outros são extremamente infelizes. Do mesmo modo que alguns cristãos, judeus, muçulmanos, hindus e budistas serão extremamente infelizes, outros serão felizes. Pode ser que haja evidência estatística sobre a relação entre a felicidade e a crença (ou descrença), mas duvido de que o eventual efeito seja forte, quer num sentido, quer no outro. Acho mais interessante perguntar se existe alguma boa razão para nos sentirmos deprimidos se vivermos sem Deus. Pelo contrário, terminarei este livro defendendo que dizer que se pode ter uma vida feliz e plena sem a religião sobrenatural ainda é pouco. Antes disso, no entanto, tenho de analisar as pretensões da religião quanto a proporcionar consolo. Segundo o Shorter Oxford Dictionary, consolo é o alívio da dor ou do sofrimento mental. Vou dividi-lo em dois tipos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;1.   Consolo físico imediato.&lt;br /&gt;Umhomem isolado num monte descampado, à noite, pode achar conforto num são-bernardo grande e aconchegante, sem esquecer, claro, o barril de aguardente à volta do pescoço. Uma criança que chora pode ser consolada pelos braços fortes que a envolvem e por palavras tranquilizadoras sussurradas ao ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.   Consolo pela descoberta de um facto antes descurado, ou uma forma antes desconhecida de encarar factos ocorridos.&lt;br /&gt;Uma mulher cujo marido tenha sido morto na guerra pode ser consolada pela descoberta de que está grávida dele ou de que ele morreu como um herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também podemos retirar consolo da descoberta de uma nova forma de encarar uma dada situação. Um filósofo faz notar que não há nada de especial no momento em que um velho morre. A criança que em tempos ele foi «morreu» há muito, não por ter deixado subitamente de viver, mas por ter crescido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cada uma das sete idades do homem, de que nos fala Shakespeare, «morre» lentamente ao transformar-se na seguinte. Deste ponto de vista, o momento em que o velho finalmente dá o último suspiro não é diferente das «mortes» lentas que teve ao longo da vida. Um homem que não se compraz com a perspectiva da própria morte poderá achar consoladora esta visão alternativa. Ou talvez não ache, mas em todo o caso este não deixa de ser um exemplo potencial de consolo através da reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Outro exemplo é a rejeição do medo da morte tal como foi formulada por Mark Twain: «Não tenho medo da morte. Estive morto durante milhões de milhões de anos antes de nascer, e não senti o mais pequeno incómodo por isso.» Esta tomada de consciência em nada altera o facto de que a nossa morte é inevitável. Mas foi-nos oferecida uma maneira diferente de olhar essa inevitabilidade  que podemos achar consoladora. Thomas Jefferson também não tinha medo da morte e não parece que acreditasse em nenhuma espécie de vida após a morte. Segundo Christopher Hitchens, «quando os seus dias começaram a aproximar -se do fim, por mais de uma vez Jefferson escreveu a amigos dizendo que era sem esperança nem medo que encarava o final. O que era o mesmo que dizer, nos termos mais inequívocos, que não era cristão.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Os intelectos mais resistentes estarão já, nesta altura em condições de digerir a pesada declaração de Bertrand Russell no seu ensaio de 1925 intitulado «What I Believe» («Aquilo em que acredito»):&lt;br /&gt;Acredito que quando morrer vou apodrecer e nada do meu ego irá sobreviver. Não sou jovem e amo a vida. Mas desdenharia de tremer de medo ante a perspectiva da aniquilação. Apesar de tudo, a felicidade só é verdadeiramente felicidade porque tem de ter um fim, do mesmo modo que o pensamento ou o amor não valem menos por não serem eternos. Muitos foram aqueles que pisaram o cadafalso com orgulho; esse mesmo orgulho deveria, por certo, ensinar-nos a pensar verdadeiramente no lugar que o homem ocupa no mundo. Mesmo que a princípio as janelas franqueadas da ciência nos façam arrepiar, após o calor caseiro e acolhedor dos tradicionais mitos humanizantes, ao fim e ao cabo o ar fresco revigora, e os grandes espaços possuem um esplendor único.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-6839268432505469812?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/6839268432505469812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=6839268432505469812&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6839268432505469812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6839268432505469812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/11/desiluso-de-deus.html' title='A DESILUSÃO DE DEUS'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RzoVq7AdOQI/AAAAAAAAAYE/9dSC3g5XiZc/s72-c/Desilus%C3%A3o+de+Deus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-6228480322043682567</id><published>2007-11-06T19:50:00.001+01:00</published><updated>2007-11-06T20:24:13.182+01:00</updated><title type='text'>CONFISSÔES DE UM MERCENÁRIO ECONÓMICO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RzC_Nx90smI/AAAAAAAAAXk/40XLm3T2Dr4/s1600-h/Confiss%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RzC_Nx90smI/AAAAAAAAAXk/40XLm3T2Dr4/s400/Confiss%C3%B5es.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129810219046842978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;AQUI ESTÁ MAIS UM LIVRO QUE VALE A PENA LER&lt;br /&gt;E que vivamente aconselho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: left; color: rgb(102, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os fãs de John Grisham ou John Le Carré estão bem familiarizados com a figura do mercenário, um assassino a soldo de um governo ou de uma organização criminosa e que tem por missão «apagar» figuras política ou ideologicamente incómodas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas quem já ouviu falar de um mercenário  económico? Muito pouca gente,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;certamente Porque, ao contrário dos assassinos contratados saídos das paginas de thrillers, os mercenários económicos são reais - e mantidos no mais completo sigilo. São profissionais altamente treinados - formados nas melhores escolas de Gestão e Economia e recrutados das principais empresas de consultoria - que trabalham para a CIA ou para multinacionais, influenciando ou ameaçando governos de países em vias de desenvolvimento para favorecer a politica económica dos EUA e atribuir lucrativos contratos governamentais a empresas americanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:100%;" &gt;John Perkins sabe tudo acerca deles porque foi um deles - durante mais de uma década. A sua missão consistia em levar os governos de países em vias de desenvolvimento a pedir empréstimos ao Banco Mundial ou ao FMI - empréstimos que não podiam pagar - para desenvolver infra-estruturas essenciais. Esse dinheiro era posteriormente investido em contratos com empresas americanas e os empréstimos tinham de ser pagos pelos contribuintes do país devedor. Quando o país não conseguia pagar o empréstimo, ficava à mercê das regulamentações do Banco Mundial - e dos seus agentes americanos. Esta era, segundo Perkins, uma maneira de os EUA expandirem o seu «império» e enriquecerem à custa de países do Terceiro Mundo.&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Só para adoçar a boca, aqui fica uma pequena capassagem de um dos capítulos. Lê-se como um romance. Negro, bem negro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RASPAR O VERNIZ&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Em 2003, pouco depois de ter regressado do Equador, os Estados Unidos invadiram o Iraque pela segunda vez em pouco mais de uma década. Os ME tinham falhado. Os chacais tinham falhado. Por isso, acabaram por ser enviados para o Iraque homens mulheres jovens para matar e morrer nas areias do deserto. Uma questão importante que a invasão levantou, e que me parecia que a maioria dos cidadãos norte-americanos não estava em posição de considerar, era o possível significado desta invasão para a Casa Real de Saud. Se os Estados Unidos tomassem o Iraque, país que, de acordo com muitas estimativas, possui mais petróleo do que a Arábia Saudita, deixaria aparentemente de haver necessidade de continuarmos a honrar o pacto feito com a família real saudita na década de 70, o tal negócio que dera origem ao caso da lavagem de dinheiro da Arábia Saudita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O fim de Saddam tal como o fim de Noriega no Panamá, alteraria a equação. No caso do Panamá, depois determos reinstalado os nossos fantoches, retomámos o controlo do Canal independentemente de isso contrariar o tratado que Torrijos e Cárter tinham negociado. Quando controlássemos o Iraque, poderíamos dividir a OPEP? Tornar-se-ia a família real saudita irrelevante na arena da política do petróleo? Alguns analistas estavam já a questionar-se sobre a razão que levara Bush a atacar o Iraque, em vez de canalizar todos os nossos recursos para a perseguição da Al-Qaeda no Afeganistão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Seria possível que do ponto de vista desta Administração - desta família do petróleo - garantir fornecimentos de petróleo e justificações para a realização de contratos de construção era mais importante do que combater terroristas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Havia porém outra opção plausível: a OPEP poderia tentar reafirmar-se. Se os Estados Unidos tomassem o controlo do Iraque, os outros países ricos em petróleo poderiam ter pouco a perder se subissem os preços do crude e/ou se reduzissem os seus fornecimentos. Esta possibilidade condizia ainda com outro cenário, um cenário com implicações que provavelmente ocorreriam a poucas pessoas que não fizessem parte do mundo da alta finança internacional, mas que poderiam afectar o equilíbrio geopolítico e, em última instância, destruir o sistema que a dolarcracia tinha trabalhado tão afincadamente para construir. Poderia, na verdade, revelar-se o único factor capaz de provocar a autodestruição do primeiro império verdadeiramente global.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de contas, o império global depende em grande medida de o dólar funcionar como _divjsa-padrão do mundo, e de a Casa da Moeda norte-americana ter o direito de imprimir dólares. É assim que fazemos empréstimos a países como o Equador, sabendo perfeitamente de antemão que nunca nos poderão pagar; na verdade, não queremos que eles&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;honrem as mas suas dívidas, uma vez que é a falta de pagamento que nos concede a nossa força e poderio. Em condições normais, correríamos o risco de dizimar os nossos próprios fundos; afinal, nenhum credor pode dar-se ao luxo de ter demasiados empréstimos por cobrar. No entanto, nós não nos encontramos em circunstâncias normais. Os Estados Unidos imprimem dinheiro que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;não é suportado pelo ouro. Na realidade, é suportado apenas pela confiança que o Mundo &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tem na nossa economia e na nossa capacidade de manobrar as forças nos recursos do império que criámos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A possibilidade de imprimir dinheiro dá-nos imenso poder. Significa, entre outras coisas, que podemos continuar a conceder empréstimos que nunca serão pagos, e que nós próprios também podemos continuar a acumular dívidas gigantescas. No início de 2003, a dívida nacional dos Estados Unidos excedia o extraordinário valor de 6 biliões de dólares e projectava-se que atingisse os 7 biliões de dólares antes do final do ano, correspondendo a cerca de 24 000 dólares por cada cidadão norte-americano. A maior parte desta dívida está circunscrita aos países asiáticos, especialmente ao Japão e à China, que adquirem obrigações do Tesouro dos EUA (essencialmente, notas de dívida) com fundos acumulados na venda de bens de consumo - incluindo aparelhos electrónicos, computadores, automóveis, electrodomésticos e vestuário - aos Estados Unidos e ao mercado mundial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Enquanto o mundo aceitar o dólar como divisa-padrão , esta dívida excessiva não levanta obstáculos sérios à dólarcracia e no entanto, se surgisse outra divisa para substituir o dólar,,e se alguns dos credores dos Estados Unidos (o Japão ou a China, por exemplo) decidissem solicitar o pagamento das suas dívidas, a situação poderia alterar-se drasticamente. Subitamente, os Estados Unidos encontrar-se-iam numa situação muito precária.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Actualmente, a existência dessa divisa já não é hipotética; o euro entrou na cena financeira internacional a 1 de Janeiro de 2002 e está a crescer em prestígio e poder a cada mês que passa. A nova moeda oferece uma oportunidade pouco habitual à OPEP, caso a organização opte por retaliar devido à invasão do Iraque, ou se por qualquer outra razão escolher usar a sua força contra os Estados Unidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Se a OPEP decidisse substituir o dólar pelo euro como divisa-padrão, império sofreria alguns abalos em muitos dos seus alicerces. Se isso acontecesse, e se um ou dois grandes credores exigissem que pagássemos as nossas dívidas em euros, impacto seria enorme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eram questões como estas que andavam às voltas na minha cabeça na manhã de Sexta-Feira Santa de 18 de Abril de 2003, ao fazer a pé a curta distância entre a minha casa e&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;a garagem, onde tenho o meu escritório, ao sentar-me à secretária, ligar o computador e, como habitualmente, entrar no sítio da Internet do New York Times. A manchete prendeu-me logo a atenção e levou-me imediatamente para longe dos meus pensamentos sobre as novas realidades da finança internacional, da dívida nacional e do euro, fazendo-me regressar à minha antiga profissão: «EUA Atribuem à Bechtel Grande Contrato para a Reconstrução do Iraque».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O artigo afirmava: «A Administração Bush atribuiu  hoje ao Grupo Bechtel, sediado em São Francisco, o primeiro grande contrato de um vasto plano de reconstrução do Iraque.» Mais abaixo, na mesma página, o autor informava os leitores de que «os Iraquianos trabalharão com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, instituições estas sobre as quais os Estados Unidos exercem uma influência abrangente, para estruturar o país»&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-6228480322043682567?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/6228480322043682567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=6228480322043682567&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6228480322043682567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6228480322043682567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/11/cconfisses-de-um-mercenrio-econmico.html' title='CONFISSÔES DE UM MERCENÁRIO ECONÓMICO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RzC_Nx90smI/AAAAAAAAAXk/40XLm3T2Dr4/s72-c/Confiss%C3%B5es.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-2131344402877512053</id><published>2007-10-31T15:54:00.000+01:00</published><updated>2007-10-31T19:17:58.471+01:00</updated><title type='text'>A DÍVIDA, de que somos escravos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RyiXzR90siI/AAAAAAAAAXE/csM-m5tyiCA/s1600-h/O+Imp%C3%A9rio+capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127515083013141026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RyiXzR90siI/AAAAAAAAAXE/csM-m5tyiCA/s400/O+Imp%C3%A9rio+capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;Este é um livro que ninguém deve deixar de ler. Aconselho-o vivamente a todas as pessoas que estejam interessadas em conhecer, com verdade,o que se passa à sua volta e queiram compreender as armadilhas em que involuntariamente somos envolvidos.Todos. Uma minoria como cumplices e o resto como vítimas.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 92.2pt 0pt 117pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; o Império da vergonha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jean Ziegler é o último dos nossos profetas. Desde há uns trinta anos que ele se revolta, sem cessar. [...] O seu último livro trata  de um único assunto:&lt;br /&gt;a injustiça, que a nova ordem mundial nunca favoreceu tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ziegler acusa os «cosmocratas», estes novos senhores feudais do planeta globalizado, em cuja primeira fila figuram os dirigentes das grandes empresas transcontinentais. Segundo ele nos recorda, essas empresas detêm, só por si, 555 mil milhões de dólares de reservas e os seus meios ultrapassam as suas próprias capacidades de investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que elas distribuem, aos seus accionistas, «dividendos fabulosos e, aos seus gestores,  gratificações astronómicas»&lt;br /&gt; - escreve Jean Ziegler.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jean-Cristophe Rufin (Le Nouvel Observateur, 6/4/05)-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 92.2pt 0pt 117pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; BACKGROUND: white 0% 50%; COLOR: rgb(153,0,0); TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;Para poderem fzer uma ideia, aqui deixo uma passagem de um dos capítulos da obra em questão. Mas o melhor, depois de a ler é adquirir o livro. É obrigatório &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; BACKGROUND: white 0% 50%; COLOR: rgb(153,0,0); TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:Verdana;font-size:100%;color:#000000;"   &gt;A DÍVIDA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Os povos dos países pobres matam-se com trabalho para financiarem o desenvolvimento dos países ricos. O Sul financia o Norte, e especialmente as classes dominantes dos países do Norte. &lt;u&gt;O mais&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;poderoso dos meios de dominação do Norte sobre o Sul é hoje o serviço da dívida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Os fluxos de capitais Sul-Norte são excedentários em comparação com os fluxos Norte-Sul. Os países pobres entregam anualmente às classes dirigentes dos países ricos muito mais dinheiro do que aquele que recebem delas, na forma de investimentos, de créditos de cooperação, de ajuda humanitária ou de ajuda dita ao desenvolvimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Em 2003, a ajuda pública ao desenvolvimento fornecida pelos países industriais do Norte aos 122 países do Terceiro Mundo elevou-se a 54 mil milhões de dólares. Durante o mesmo ano, estes últimos transferiram para os cosmocratas dos bancos do Norte 436 mil milhões de dólares à conta do serviço da dívida. Esta última é a expressão pura da violência estrutural que define a actual ordem do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Hoje nem são&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;precisas metralhadoras, napalm, blindados, para escravizar e submeter os povos. A dívida trata do assunto.,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O «Jubileu 2000» é uma vasta associação de cristãos oriundos dos países europeus mais diversos. A propósito da entrada no novo milénio, essas mulheres e esses homens lançaram uma campanha pública de rara eficácia com o objectivo de mostrarem à consciência ocidental os crimes cometidos em nome da divida» &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt;(a)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Para essa associação, a pressão exercida pelos credores (do I FMI, dos banqueiros privados) sobre as mulheres famélicas, os&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;homens e as crianças de África, da Ásia do Sul, das Caraíbas e da América Latina equivale a uma negação de soberania.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A época da dominação pela dívida seguiu-se, sem transição,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;à época colonial. &lt;u&gt;A violência subtil da dívida substituiu a brutalidade visível do poder metropolitano&lt;/u&gt;. Um exemplo. No começo dos anos 1980, o FMI impôs um plano de ajustamento estrutural particularmente severo ao Brasil. O Governo teve de reduzir maciçamente as suas despesas. Entre outras coisas interrompeu uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo. Uma epidemia aterradora de sarampo grassou então no Brasil, mais precisamente em 1984. Morreram dezenas milhares de crianças não vacinadas. ,,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;A dívida matou-as.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;«Jubileu 2000» calculou que, em 2004, todos os cinco segundos, morre uma criança menor de 10 anos por causa da dívida. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;(a)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A dívida beneficia duas categorias de pessoas: os cosmocratas (os credores estrangeiros)&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt; e &lt;u&gt;os membros das classes dominantes autóctones. Olhemos primeiro para o lado dos credores.»&lt;/u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eles impõem condições draconianas aos países devedores.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Na verdade, os governos do Terceiro Mundo têm de pagar» pelos seus empréstimos, taxas de juro cinco a sete vezes mais elevadas do que as praticadas nos mercados financeiros. Os cosmocratas ditam ainda outras condições: privatizações e venda ao estrangeiro (justamente aos credores) das raras empresas, minas, serviços públicos (telecomunicações, etc.) rendíveis, privilégios fiscais exorbitantes para as sociedades transcontinentais, compras de armas forçadas para equipar as! forças armadas autóctones, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Mas a dívida também beneficia maciçamente as classes dominantes dos&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;países devedores.&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt; De facto, muitos governos do I hemisfério sul são meros representantes dos interesses de uma pequena fracção do seu povo, as classes ditas «compradoras».&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Que designa esta palavra? Dois tipos de formações sociais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Primeiro tipo: no tempo da colonização, o patrão estrangeiro teve necessidade de auxiliares autóctones. Concedeu-lhes privilégios, atribuiu-lhes certas funções, deu-lhes uma consciência (alienada) de classe. Nas maioria dos casos, esta sobreviveu à partida do colonizador e tornou-se a nova classe dirigente do estado pós-colonial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Segundo tipo: na sua maior parte, os estados do hemisfério sul são hoje economicamente dominados pelo capital financeiro estrangeiro e pelas companhias transcontinentais privadas. As potências estrangeiras empregam directores e quadros locais que financiam advogados locais, jornalistas, etc., e que têm a seu soldo (embora discretamente) os principais generais e os chefes da polícia. Formam um segundo conjunto comprador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A burguesia compradora é a burguesia «comprada» pelos novos feudais. Ela&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;defende&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;os interesses deste últimos e não os interesses do povo de ponde saiu.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Hosni Mubarak, presidente do Egipto, chefia um regime prevaricador e corrupto. Tanto a sua política interna como a sua política regional são inteiramente ditadas pelos decretos e interesses dos seus tutores norte-americanos. Pervez Mucharraf reina sobre o Paquistão. Os serviços secretos americanos protegem-no e sustentam-no. É directamente de Washington que ele recebe quotidianamente as suas ordens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;E que dizer das classes latifundiárias das Honduras e da Guatemala, das classes dirigentes da Indonésia e do Bangladesh? Os seus interesses estão intimamente ligados aos interesses das companhias transnacionais activas nos seus países. Eles riem-se dos interesses elementares, das necessidades vitais dos seus povos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;No Sudão, os diferentes consórcios petrolíferos sustentam financeiramente diferentes fracções da classe dirigente compradora. Na verdade, Osmar Bongo, no Gabão, e Sassou N'Guess0, em Brazzaville, não ficariarn muito tempo no poder sem o dinheiro, a assessoria ,a protecção que lhes dá a ELF, sociedade transcontinental de petróleo de origem francesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A alienação cultural das elites de certos países do Terceiro Mundo não pára de surpreender pela sua profundidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="BACKGROUND: white 0% 50%; TEXT-INDENT: 10.3pt; LINE-HEIGHT: 13.6pt; MARGIN-RIGHT: 1.25pt; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;&lt;span style="font-size:9;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(a)Sobre o nascimento e a estratégia de «Jubileu 2000», ver Conferência dos Bispos do Brasil (CBB), A Vida acima da Dívida, Rio de Janeiro, CBB,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;2000.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 92.2pt 0pt 117pt"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 92.2pt 0pt 117pt"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-LEFT: 117pt"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;Nota: Os sublinhados são da minha responsabilidade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-2131344402877512053?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/2131344402877512053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=2131344402877512053&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/2131344402877512053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/2131344402877512053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/10/dvida-de-que-somos-escrav.html' title='A DÍVIDA, de que somos escravos'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RyiXzR90siI/AAAAAAAAAXE/csM-m5tyiCA/s72-c/O+Imp%C3%A9rio+capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-919291631845894326</id><published>2007-10-25T13:53:00.000+01:00</published><updated>2007-10-25T22:18:50.529+01:00</updated><title type='text'>PORREIRO, PÁ, disseram eles...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;PORREIRO, PÁ,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Foi o que o ex-PPD Sócrates disse  ao ex-MRPP Barroso no final da conferência que aprovou o texto do chamado Acordo de Lisboa e que mais não é que o chumbado (e agora travestido) projecto de Constituição Europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porreiro? Porreiro, para quem?&lt;br /&gt;Não para o povo português, não para os povos que a tal tratado vão ficar sujeitos.&lt;br /&gt;Porreiro, só se for para os eurocratas e para o sistema global da dolarcracia, baseado unicamente nos interesses do FMI e da alta finança em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este propósito, transcrevo do Diário de Notícias de ontem mais uma óptima e esclarecida crónica de Baptista Bastos.&lt;br /&gt;Os sublinhados são de minha responsabilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A CRISE DA ESQUERDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baptista-Bastos&lt;br /&gt;escritor e jornalista&lt;br /&gt;b.bastos@netcabo.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discreteando sobre La Chinoise, o grande clássico de Godard, para unir a tese de "filme político" ao ensaio de Bernard-Henry Levy, Ce Grand Cadavre à la Renverse, João Lopes escreveu, anteontem, no Diário de Notícias, um belo artigo, que propõe amplas vias de reflexão. O "património de imagens", referido pelo articulista, a fim de definir o que embala, hoje, a esquerda, coloca o problema na confusão que se apoderou da política. João Lopes nunca se afastou do princípio [de Aristóteles a Adorno] segundo o qual a estética está associada a uma ética, e ambas são o traço identificador de uma cultura relacionada com a ideologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As "imagens" são, pois, o património da memória, que a direita tem procurado, amiúde com êxito, apagar ou desvirtuar. Estabelecendo paralelos entre diferentes manifestações de arte, Lopes intitula o texto "Repensando a Crise da Esquerda Europeia", a fim desembocar nas múltiplas incertezas de que La Chinoise fazia questão central e premonitória, ante-Maio de 68. &lt;strong&gt;Porém, a crise da esquerda decorre da crise da direita, porque ambas são complementares. E poucas vozes, na Europa, de um e de outro lado, conseguiram abandonar as concepções ultrapassadas do mundo, de que são dramaticamente prisioneiras. Veja-se a ambiguidade do Tratado de Lisboa, e a astenia política dos seus antagonistas. O capitalismo sai largamente beneficiado, e a Europa dos "valores", da solidariedade nas diversidades culturais, da justiça e da democracia é severamente sovada. Esta civilização universal do acordo e do consenso não passa de ficção. &lt;/strong&gt;Apenas o Pacheco Pereira tocou nos pontos sensíveis do pacto, advertindo estar em risco o modelo europeu de sociedade, porque nada, no Tratado, corresponde a uma garantia para o futuro. Podemos estar ou não de acordo com o Pacheco. Por vezes, irrita-me a soberba dos seus tiques de guru e o ar enfastiado com que ancora o discurso. Mas é um homem lido e bem informado, com o qual se pode ter conversa agradável, por vária e fundamentada. Há anos, escreveu uma série de artigos, no Público, sobre esquerda e direita, do melhor que a inteligência portuguesa produziu. Não resultou no debate necessário. Uma tertúlia de que faço parte, Os Empatados da Vida, distinguiu-o, então, com um almoço e o prémio do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O "realismo" político da esquerda tem sido o do cumprimento das regras, sem contrariar o domínio do capitalismo global, cada vez mais selvático. A esquerda tem, somente, tentado salvar a mobília com que ataviou a sua história, aceitando, como mal menor, as imposições do "mercado&lt;/strong&gt;". As "imagens" (cinematográficas ou literárias) de que fala lucidamente João Lopes, previnem-nos sobre o mais avassalador empreendimento anti-social de que há conhecimento - e aconselham-nos a agir. Como? A esquerda não ensina porque não sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Apenas uma reserva tenho a fazer ao artigo de Baptista-Bastos.&lt;br /&gt;É que há a esquerda que assim se apelida e a esquerda que age realmente como esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baptista-Bastos far-me-á o favor de concordar que uma boa parte do Sindicalismo europeu e em Portugal a CGT-P , resistem intrepidamente às investidas do sistema que tudo faz para os domesticar - com apoio cúmplice, diga-se, de boa parte dos “media”, que no caso da CGTP, tudo fazem para a denegrir, para a isolar, acusando-a de não ser mais maleável,  de não se adaptar às circunstâncias actuais, patati, patatá..., isto é de resistir às imposições que o "sistema" e toda a sua corte de serventuários, gostariam de lhe impor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ainda bem que assim é. E os trabalhadores agradecem.&lt;br /&gt;Força, CGTP!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-919291631845894326?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/919291631845894326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=919291631845894326&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/919291631845894326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/919291631845894326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/10/porreiro-p-disseram-eles.html' title='PORREIRO, PÁ, disseram eles...'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-7181753877405619005</id><published>2007-09-30T20:50:00.000+01:00</published><updated>2007-09-30T21:04:46.448+01:00</updated><title type='text'>POSTS PELA PAZ</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116088102477110802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px; TEXT-ALIGN: center" height="115" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rv__BePAHhI/AAAAAAAAAWg/nzE9Ua7Rohk/s400/postsforpeace.jpg" width="310" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;"Em 1999, o cineasta britânico Jeremy Gilley iniciou esforços para instituir um dia anual de cessar-fogo global e não violência, depois de se aperceber que não havia qualquer data fixa para a celebração de algo tão universal como a paz. Dois anos depois as Nações Unidas aprovaram por unanimidade a criação do Dia Internacional da Paz, a assinalar todos os anos a 21 de Setembro.O Mudar o Mundo decidiu associar-se a este evento através da iniciativa Posts pela Paz. Esta consiste em desafiar cada blogger a publicar nesse dia um post sobre o tema. Pode ser uma reflexão ensaística, um poema, uma fotografia, uma música, um vídeo, tudo o que a imaginação e a Internet permitirem, desde que a mensagem transmitida remeta para um ideal de paz.Deste lado, comprometemo-nos a ser um ponto de partida para essas várias reflexões e, numa parceria com a Biosani, a entregar a instituições que dele necessitem um Pão Moinhos Vivos por cada post que adira à iniciativa. Assim, além de passarmos a mensagem online, podemos fazer também uma pequena diferença no mundo real.Faça também a diferença e publique um post pela paz.~&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Este apelo foi retransmitido por MAria do blogue &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ocheirodailha.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;o Cheiroda ilha &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;O dia 21 de Setembro já lá vai, mas devemos ser pela PAZ todos os dias do ano...Por um Mundo melhor, por um Mundo em PAZ&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;___________&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;   VEJA TAMBÈM&lt;br /&gt;"A EDIFICANTE ESTÓRIA DE LUCRÉCIA"&lt;br /&gt;NO MEU BLOGUE&lt;/span&gt;   &lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;Escritos outonais &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-7181753877405619005?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/7181753877405619005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=7181753877405619005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7181753877405619005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7181753877405619005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/09/posts-pela-paz.html' title='POSTS PELA PAZ'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rv__BePAHhI/AAAAAAAAAWg/nzE9Ua7Rohk/s72-c/postsforpeace.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5826289719072699291</id><published>2007-09-05T20:25:00.000+01:00</published><updated>2007-09-05T20:50:45.893+01:00</updated><title type='text'>SÓCRATES  a  NU</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;E quem o despe  é Baptista-Bastos na sua crónica de hoje no Diário de Notícias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Que acham do retrato?&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Eu acho o fidelíssimo.O homem é tudo isto e mais alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="post-body"&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;A ROSA MURCHA DE  S&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;ÓCRATES&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;Baptista-Bastos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rt8GTWkR7II/AAAAAAAAAVE/XkzY4Ohj-bk/s1600-h/Baptista+Bastos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rt8GTWkR7II/AAAAAAAAAVE/XkzY4Ohj-bk/s320/Baptista+Bastos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106807432006462594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;No  emocionado êxtase de si próprio, José Sócrates anda pelo País a distribuir  computadores. Faz discursos repletos de adjectivos e de nenhumas reticências.  Como ninguém dá nada de graça, os recebedores das máquinas têm de as pagar, mais  tarde ou mais cedo, acaso com leves descontos. Tudo em nome da ciência, da  tecnologia e do conhecimento. E ponha lá, também, da "esquerda moderna",  instrutiva expressão inventada nos melancólicos vagares de José Sócrates. Os  portugueses estão cada vez mais aflitos, andam cheios de Prozac, enchem os  consultórios de psicólogos e de psiquiatras, e o querido primeiro-ministro  entrega-lhes computadores, na presunção de que vai erguer o moral da  pátria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;Portugal  existe numa litografia graciosa e colorida, segundo no-lo é apresentado pelo  Governo. Mas os números do desespero são assustadores. Admito que as evidências  da realidade sejam extremamente maçadoras para a desenvolta modernidade do  Executivo: meio milhão de desempregados; dois milhões de compatriotas em risco  de pobreza; três milhões de famílias endividadas em cerca de 1,2 vezes o seu  rendimento anual; 48 mil professores sem colocação; milhares de enfermeiros em  estado de susto; e as dez maiores fortunas do País cresceram quase  14%.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;Possuo  enorme rol de malformações sociais, criadas, aumentadas ou não resolvidas por  este Governo que somente serve para nos dar desgostos, enquanto acusa os  objectantes de intrigas rasteiras e manobras sórdidas. A verdade é que começamos  a assistir a pequeninas insurreições de militantes do PS, que apontam Sócrates à  execração socialista e o acusam de ter murchado a rosa. Ainda há dias, Alfredo  Barroso deu alguma luminosidade ao triste Sol do Saraiva, aproveitando o rodapé  em que foi paginado o seu artigo para reduzir a subnitrato este PS, o Governo e  adjacências. É um texto exemplar, pelo que nomeia de danos irreversíveis  provocados pela vigência destes "socialistas modernos".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;Porém,  José Sócrates não só dissolveu as expectativas nele depositadas. Avariou,  irremediavelmente, a grandeza de intenções contida na ideia de socialismo.  Guterres causara amolgadelas graves no corpo cambaleante do infeliz partido, mas  nada que se compare às cacetadas de Sócrates. Daqui para o futuro quem vai  acreditar nos socialistas, no socialismo, no PS?, cuja história carrega um peso  insuportável de derivas, desvios e traições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;José  Sócrates pode ser um guloso de tecnologia, um amante desvairado de cibernética,  um "animal feroz", como se definiu numa preguiçosa e insensata entrevista ao  Expresso. O que José Sócrates não é, sabemo-lo todos - e todos os dias: &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;nem  socialista, nem grande político nem grande primeiro-ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:85%;" &gt;O sublinhado é de minha responsabilidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Verdana','sans-serif';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;------------------&lt;br /&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;escritor e  jornalista&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;     &lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bbastos@netcabo.pt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5826289719072699291?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5826289719072699291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5826289719072699291&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5826289719072699291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5826289719072699291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/09/scrates-nu.html' title='SÓCRATES  a  NU'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rt8GTWkR7II/AAAAAAAAAVE/XkzY4Ohj-bk/s72-c/Baptista+Bastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-6101836813989094695</id><published>2007-08-24T15:00:00.000+01:00</published><updated>2007-08-24T23:52:28.928+01:00</updated><title type='text'>O MILHO TRANSGÉNICO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rs7sGmkR7FI/AAAAAAAAAUo/GW4dvZ2x6Ds/s1600-h/milho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rs7sGmkR7FI/AAAAAAAAAUo/GW4dvZ2x6Ds/s320/milho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102275026033437778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;       Foto baixada do google, data venia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Ando há dias com esta engasgada. A propósito do episódio daquele grupo de pessoas, que de forma pré-anunciada, aliás, entrou num campo de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;cultura de milho geneticamente modificado e, enquanto o diabo esfrega um olho, mandou&lt;br /&gt;para o céu dos milheirais, sem rezas nem encomendação de almas, um hectare &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;de pés do bastardo e polémico cereal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;De então para cá, tem sido uma desinteria de vozes de indignação e protesto que se levantou, proveniente dos mais variados quadrantes sociais e políticos (até mesmo de alguns que – todos sabemos – estão secretamente de acordo com a acção).&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aqui d’el rei que isto é um atentado à democracia, põe em causa o Direito constitucional e a propriedade privada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Pois, pois, o sacrossanto princípio da propriedade privada, baluarte da nossa bendita civilização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Serei muito claro sobre o que penso acerca disto.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Constitui um ilícito criminal o acto de invadir uma propriedade e destruir as culturas nela existentes? Constitui, sim senhor. Devem o seus autores responder por isso perante a justiça legalmente estabelecida. Devem, sim senhor. Podiam eles fazer o que fizeram? Podiam, sim senhor. Podiam e deviam. Fosse eu mais novo que lá estaria no meio deles, sujeitando-me, como eles, às consequências legais. Chama-se a isto &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Resistência. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Resistência a uma situação ou a uma lei injusta, embora legal. É um direito e um dever de todo o cidadão consciente e bem formado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Todos sabemos que, até ver, os produtos geneticamente manipulados&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;são susceptíveis de esconder perigos inimagináveis para a saúde de quem os consumir e para o equilíbrio ecológico de todas as outras espécies vegetais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Não será então um ilícito criminal – ou pelo menos um acto de grande leviandade – a Lei que permite no nosso território o cultivo de tais produtos? Sendo assim, quem deveria sentar-se no banco dos réus? O Governo ou os autores da destruição de uma pequena parcela do &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;eventualmente perigoso produto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Esse grupo de pessoas tinha certamente consciência de que o seu acto não era legal e mesmo assim ousou enfrentá-lo. Também a acção militar que fez eclodir a revolução de Abril era um acto ilegal, um ilícito criminal, à luz das leis então vigentes. Os militares, porém, estiveram-se nas tintas para essa ilegalidade. Quantos actos ilegais eu e todos os que deram algum contributo para derrubar o fascismo, cometeram ao longo da ditadura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Bem tramada estava a humanidade se estivesse à espera de cumprir escrupulosamente todas as legalidades expressamente criadas para lhe tolher o passo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Por tudo o que acabo de dizer, apoio inteiramente,sem reservas nem hipocrisias,  a acção dos autores da destruição do &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;chamado e não suficientemente estudado milho transgénico. E faço votos que este seu acto sirva para promover um amplo debate sobre este assunto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E que certos ecologistas e esquerdistas de pacotilha que por aí derramam a sua sabedoria,  se deixem de hipócritas lágrimas de crocodilo sobre o milho de que eles também não gostam. A Verdade e a Justiça são bem mais importantes do que certas duvidosas legalidades&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Tenho dito&lt;br /&gt;(mas eu sou um pateta, como diria o gato fedorento Ricardo Pereira)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;___________________________________&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;VEJA TAMBÉM O MEU OUTRO BLOGUE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:100%;" &gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-6101836813989094695?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/6101836813989094695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=6101836813989094695&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6101836813989094695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6101836813989094695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/08/o-milho-transgnico.html' title='O MILHO TRANSGÉNICO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rs7sGmkR7FI/AAAAAAAAAUo/GW4dvZ2x6Ds/s72-c/milho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-3214379408094191525</id><published>2007-08-15T14:44:00.000+01:00</published><updated>2007-08-18T00:01:56.858+01:00</updated><title type='text'>GOVERNO ESQUECE TORGA -  Baptista-Bastos comenta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" class="arial_10_encarnado" &gt;       &lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;TORGA: ESQUECIDO E PRESENTE&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_10_encarnado"  style="font-family:verdana;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RsMHk7UdEtI/AAAAAAAAAT4/nzFh7FPvuXQ/s1600-h/Baptista+Bastos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RsMHk7UdEtI/AAAAAAAAAT4/nzFh7FPvuXQ/s400/Baptista+Bastos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098927534093701842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" class="arial_10_encarnado" &gt;&lt;span class="arial_10_cinzaclaro"&gt;Baptista-Bastos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_10_encarnado" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span class="arial_10_cinzaclaro"&gt;escritor e jornalista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="arial_10_encarnado" style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span class="arial_10_cinzaclaro"&gt;b.bastos@netcabo.pt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="arial_10_encarnado"  style="font-family:verdana;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;!-- END: caixa_titulo --&gt;         &lt;!-- START: caixa_texto --&gt;     &lt;table style="font-family: verdana;" align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="430"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;     &lt;td&gt;&lt;img src="http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif" /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td class="arial_noticias_artigo" valign="top"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Ainda bem que o Governo esteve ausente nas homenagens a Miguel Torga. O Governo não tem nada a ver com Torga. E, se pouco tem a ver connosco, nada tem a ver com a cultura. O Governo desconhece que a cultura é um dos interesses da política e que a política é uma disciplina da cultura. Embora ajam em esferas diferentes. Um político inculto possui algo de deformado. E um homem culto que se diz indiferente à política revela amolgadelas de carácter: mente porque, em rigor, defende pareceres desonrados. O Governo não se lê porque não lê. Para actuar em consonância com a ética da cultura seria necessário que pensasse culturalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não dei conta de nenhuma manifestação de desagrado, por módica que fosse, daqueles destemidos intelectuais, apoiantes discretos ou descarados deste Executivo. Aguardam benesses e sinecuras, atenções. Há ministros e adjacências que, habitualmente, fazem parte de júris de prémios, e para atribuição de "bolsas"; são "comissários" de feiras e de "embaixadas" culturais; designam adidos; decidem sobre quem vai ou não, aqui e acolá, representar a "cultura" portuguesa; os escolhidos pertencem sempre ao mesmo grupo, dispõem de idêntico sainete, cortejam iguais gostos, nomeiam os mesmos autores. Nada de correr riscos desnecessários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os destemidos intelectuais são brandos, cuidadosos, cautos, prevenidos. Também eles nada têm a ver com Miguel Torga, que nada teria a ver com eles. São paixões em tudo opostas, desordens do espírito só explicáveis pela natureza abúlica de uma gente que embaça e desacredita, moralmente, os testamentos herdados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Observamos os nomes destes cúmplices no silêncio e certificamos que traíram os antecedentes, sem os substituir ou sequer lhes suceder. Os contemporâneos de Torga eram: Aquilino, Tomaz de Figueiredo, Jorge de Sena, Nemésio, Pessoa, Pascoaes, Miguéis, Almada, Raul Brandão, João de Araújo Correia, Ferreira de Castro, Régio, Casais Monteiro, Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca, Domingos Monteiro, José Gomes Ferreira, Armindo Rodrigues, Eugénio de Andrade, Sophia, Redol, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, Irene Lisboa, Maria Judite de Carvalho, Abelaira, Mário Dionísio, Namora, José Cardoso Pires. Foram estes que, em diversos momentos, reafirmaram o perfil da pátria medular e cívica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em meados dos anos de 60, Jorge Amado, de visita a Portugal, encontrou-se com Ferreira de Castro, amigo de sempre. A RTP quis fixar o momento. Com altiva dignidade, Castro apostrofou: "A televisão, que ignorou Mestre Aquilino, não me filma, certamente, porque a proíbo!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esta gente era a minha e a nossa gente.|&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;In DN de 15-8-2007, com a devida vénia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;O MEU COMENTÁRIO:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Meus Deus, como este Governo e o PS se parecem tanto  com o Governo da União Nacional e o seu partido!!!&lt;br /&gt;Porque não se assumem de vez!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ACORDAI, Almas que dormis!!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-3214379408094191525?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/3214379408094191525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=3214379408094191525&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3214379408094191525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3214379408094191525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/08/governo-esquece-torga-baptista-bastos.html' title='GOVERNO ESQUECE TORGA -  Baptista-Bastos comenta'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RsMHk7UdEtI/AAAAAAAAAT4/nzFh7FPvuXQ/s72-c/Baptista+Bastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-1556069816434525707</id><published>2007-08-08T13:47:00.000+01:00</published><updated>2007-08-08T14:06:16.945+01:00</updated><title type='text'>AS INSTÂNCIAS DO DINHEIRO . Baptista-Bastos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Falhei a da semana passada, mas não vou falhar esta. Aqui vos deixo a  deliciosa crónica  de Baptista-Bastos no DN de hoje:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;AS INSTÂNCIAS DO DINHEIRO&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;B&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;aptista-Bastos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: verdana; font-weight: bold;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A pá&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;a style="font-family: verdana;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rrm-OrUdEqI/AAAAAAAAATg/EjUQKXdkWUg/s1600-h/Baptista+Bastos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rrm-OrUdEqI/AAAAAAAAATg/EjUQKXdkWUg/s400/Baptista+Bastos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096313612702388898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: verdana; font-weight: bold;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;tria ditosa, iletrada e abúlica, foi instigada à curiosidade por uma luta de galos, cuja natureza naturalmente&lt;br /&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: verdana; font-weight: bold;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;he e&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: verdana; font-weight: bold;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;scapa. O assunto que divide os dois grandes dirigentes do Millenium BCP é, acaso, arrebatador mas, claramente, nada original. Um deseja modificar; o outro nega a mudança. Não têm semelhanças&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: verdana;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; com as personagens do Rei Lear; são projecções de Lisboa em Camisa. E a assembleia geral no Porto foi disso testemunho, com avaria cibernética e tudo.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Há uns tempos, Belmiro de Azevedo tornou corriqueiro um acrónimo invulgar para o trânsito corrente das nossas elementares urgências: "opa". O singular vocábulo dominou as conversas de todas as quintas-feiras. Nos outros dias da semana o futebol foi dominante. No entanto, regressou à flor do entendimento quando o loquaz comendador Berardo aplicou o termo às ideias que manifestou sobre o Benfica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Até então, opa era um modesto substantivo. Significava capa sem mangas, muito própria para uso de membros de confrarias ou de irmandades. Passou a ser uma palavra poderosa, profusa e inquietante. O leve mistério que lhe subjaz foi esclarecido pelas televisões, pelas rádios e pelos jornais. Podemos ser iletrados; porém, destas "opas", ficámos entendidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Quando o BCP lançou uma, sobre o BPI, julgávamos estar na posse de todos os segredos. Não estávamos. Aliás, nunca estamos. No universo do dinheiro as coisas passam-se entre mutismos. Teilhard de Chardin doutrinou: "Mesmo na cruz, Cristo não disse tudo." O dr. Ulrich, apesar de exteriormente muito tenso e, ao que consta, intempestivo em demasia, levou a sua avante. E os graves e solenes eng. Jardim Gonçalves e dr. Paulo Teixeira Pinto, irmãos de congregação, de terço e de novena, desavieram-se. Na luta pelo poder não há lealdades irredutíveis nem lembranças queridas. Quando Joe Berardo fala dos 40 guarda-costas que protegem Jardim Gonçalves de perigos medonhos, e de aviões particulares ao serviço de amigos do fundador do BCP, começamos a imaginar uma instância de direitos, fronteiras, mapas e mitologias que escapam ao nosso modesto mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O poder da televisão foi, de novo, concludente. As horas, as emissões e os muitos programas consagrados à "crise" no BCP transferiram os interesses do português comum para a bisbilhotice do que iria acontecer entre dois homens poderosos, membros de uma congregação secreta. Nenhum português fora do cenáculo apoiava um, em detrimento do outro. A questão é mais simples do que transparece. Afinal, este assunto não nos diz respeito: é lá com eles. E, como é lá com eles, tudo voltará a ser como dantes, com delicadas alterações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;escritor e jornalista&lt;br /&gt;b.bastos@netcabo.pt &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;E que tal isto não vos lembra nada? Pois a mim faz-me lembrar as lutas entre gangs em Chicago, no tempo de All Capone, para domínio dos bairros. Só que mais sofisticada, sem tiros (até ver), mas também com menos coragem&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-1556069816434525707?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/1556069816434525707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=1556069816434525707&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1556069816434525707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1556069816434525707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/08/as-instncias-do-dinheiro-baptista.html' title='AS INSTÂNCIAS DO DINHEIRO . Baptista-Bastos'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rrm-OrUdEqI/AAAAAAAAATg/EjUQKXdkWUg/s72-c/Baptista+Bastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-6976662052608913683</id><published>2007-07-25T21:44:00.000+01:00</published><updated>2007-07-25T22:13:46.232+01:00</updated><title type='text'>AÍ ESTÃO OS PREDADORES, Diz Baptista-Bastos</title><content type='html'>&lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Porque hoje é quarta-feira e Baptista-Bastos escreve no Diário de Notícias às quartas feiras, cá estou eu, como prometi, a transcrever a sua crónica de hoje. Alguns de vós já a terão lido no DN, outros talvez não. Em todo caso sempre serão mais umas centenas de pessoas que têm a oportunidade de ler &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;aqui o que lhes terá passado despercebido no volumoso magazine que é hoje&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aquele jornal e as palavras de BB são preciosas de mais para podermos dar-nos ao luxo de as desperdiçar. Pelo estilo, pelo conteúdo, pela oportunidade, pela coragem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Mas “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ouçamos” Baptista-Bastos. Mas ouçamo-lo com os olhos bem abertos (a gafe, é intencional)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;AÍ ESTÃO OS PREDADORES&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rqe48LUdEnI/AAAAAAAAATI/GncwHLXjbTs/s1600-h/Baptista+Bastos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rqe48LUdEnI/AAAAAAAAATI/GncwHLXjbTs/s400/Baptista+Bastos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091241247735878258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Baptista-Bastos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;"Falemos de política, discutamos de política, escrevamos de política, vivamos quotidianamente o regressar da política à posse de cada um, essa coisa de cada um era tratada como propriedade do paizinho."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Jorge de Sena&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O inconcebível aconteceu, três décadas depois de Abril: as quatro confederações patronais reclamaram a mudança de artigo da Constituição: um, o 53.º, acaso o mais significativo, proíbe o "despedimento sem justa causa por motivos políticos ou ideológicos". Querem, também, limitar o direito à greve, e modificar as prerrogativas das associações sindicais e a contratação colectiva.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o projecto restritivo é muito mais amplo e por igual sombrio. O documento do patronato fornece, com nitidez, a imagem de quem o subscreve. Além do que fundamenta um profundo desrespeito pela democracia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;É a ressurreição dos predadores.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Há duas semanas tive oportunidade de ler o discurso de Francisco Balsemão, no jantar da Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social, em que apostrofou o ministro Santos Silva. É um documento discutível. Menos num dos princípios: o da liberdade de expressão. Aí, o velho capitão de jornais permanece devotadamente fiel aos ânimos da juventude. Tudo o que agrida a livre enunciação das ideias encontra nele um tenaz adversário. Sei do que falo: trabalhámos juntos, durante anos, dando corpo a um projecto grandioso: o Diário Popular. A esmagadora maioria da Redacção era de Esquerda ou, pelo menos, desafecta ao regime. Trinta e cinco jornalistas, 150 mil exemplares diários de venda. A tese era a seguinte: "Neste jornal ninguém corta nada a ninguém." O estrondoso êxito do vespertino é devido, acima de tudo, a essa caução de liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Em 1969, no período eleitoral marcelista, dois redactores do Popular participaram, activamente, como candidatos da Oposição: Mário Ventura Henriques e o autor desta crónica. Balsemão, pela Acção Nacional Popular. Nenhum dos patrões, nenhum deles obstou à nossa actividade. Tanto eu quanto o Mário Ventura assumimos as consequências imprevisíveis dos nossos actos, e não traímos os testamentos éticos que resguardavam a grandeza da nossa profissão. Quando regressámos, as nossas bancas de trabalho esperavam-nos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Relembro o episódio como paradigma. Francisco Balsemão interpreta a reafirmação de uma luta que nunca está definitivamente ganha, e que vale sempre a pena recomeçar. Aqueles senhoritos, confederados no lucro a qualquer preço, pertencem ao ranço da História, à parte mais reaccionária da sociedade portuguesa, que dificulta o progresso social e põe em causa valores e modelos que deveriam ser intocáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Saibamos expulsá-los do futuro. |&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Escritor e jornalista&lt;br /&gt;b.bastos@netcabo.pt&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: rgb(0, 112, 192);"&gt;nota: o sublinhado é meu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;_______________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: rgb(0, 112, 192);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“ACORDAI, ALMAS QUE DORMIS”, o apelo do poeta mantém-se actual, tal como no tempo do outro fascismo, Acordemos, irmãos, que eles, “os predadores” estão afiando as facas. O tempo é-lhes propício… e se nós não nos defender-mos ninguém nos defenderá. Que raio, a história algo nos há-de ter ensinado! Ou não?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: rgb(0, 112, 192);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-6976662052608913683?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/6976662052608913683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=6976662052608913683&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6976662052608913683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6976662052608913683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/07/esto-os-predadores-diz-baptista-bastos.html' title='AÍ ESTÃO OS PREDADORES, Diz Baptista-Bastos'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rqe48LUdEnI/AAAAAAAAATI/GncwHLXjbTs/s72-c/Baptista+Bastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-8668251461642485216</id><published>2007-07-24T13:59:00.001+01:00</published><updated>2007-07-24T14:41:27.794+01:00</updated><title type='text'>DIZER MAL DE HUGO CHÁVEZ:  É obrigatório</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-size:14;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;Proveniente do Brasil chegou-me às mãos um interessante conjunto de dez mandamentos, da autoria de Emir Sader,  que os jornalistas ( "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a  mídia&lt;/span&gt;", como eles dizem, e que eu tomei a liberdade de adaptar para a expressão usada entre nós, "os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;media")&lt;/span&gt;, devem seguir fielmente, no sentido de defender os "nossos" (nossos?)  interesses contra o "tenebroso" Hugo Chávez.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(209, 80, 45);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Decálogo para falar mal de Hugo Chávez&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Emir Sader&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(209, 80, 45);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;1. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel do Estado, desqualificado e enterrado por nós há tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele se diz anti-imperialista e esse é um tema proibido nos media há tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele funda um novo partido, quando martelamos todos os dias que todos os partidos são iguais, que são negativos, que sempre reflectem interesses de grupinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel da política, quando todo o trabalho quotidiano dos media é para dizer que a política é irrecuperável, que só a economia vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele vende petróleo subsidiado aos países que não podem pagar o preço do mercado - inclusive a pobres dos Estados Unidos -, o que evidentemente fere as leis do mercado, pelo qual tanto zelam os media.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele é um mau exemplo para os militares, que só devem intervir na política quando seja necessário um golpe militar e nunca para defender os interesses de cada nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele ataca a os media privados e fortalece os media&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;públicos. Porque ele acabou com o analfabetismo na Venezuela, tema sobre o qual devemos calar. Porque ele vai diminuir a jornada de trabalho em 2010 para 6 horas e esse tema é odiado pelos patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Devo falar mal de Hugo Chávez porque assim me identifico com os interesses do dono do meio em que trabalho, garanto o emprego, fortaleço os partidos e as empresas aliadas do patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele faz com que se volte a falar do socialismo, depois que nos deu muito trabalho tratar de enterrar esse sistema, inimigo do capitalismo, a que estamos profundamente integrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Devo falar mal de Hugo Chávez (e de Evo Morales e de Lula e de todos os não brancos), senão eles vão querer dirigir os países, os jornais, as televisões, as empresas, o mundo. Será o nosso fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Quem  é Emir Sader&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-size:14;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Emir Simão Sader nasceu em São Paulo, no ano de 1943. Formou-se em Filosofia na Universidade de São Paulo. Fez Mestrado em Filosofia Política e Doutorado em Ciência Política, ambos na Universidade de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na mesma universidade, trabalhou como professor, primeiro de filosofia, depois de ciência política. Foi, ainda, pesquisador do Centro de Estudos Sócio Económicos da Universidade do Chile, professor de Política na UNICAMP e coordenador do Curso de Especialização em Políticas Sociais na Faculdade de Serviço Social da UERJ. Actualmente dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) onde é professor de sociologia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-8668251461642485216?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/8668251461642485216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=8668251461642485216&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8668251461642485216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8668251461642485216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/07/dizer-mal-de-hugo-chvez-obrigatrio.html' title='DIZER MAL DE HUGO CHÁVEZ:  É obrigatório'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-329681314410870792</id><published>2007-07-18T11:11:00.000+01:00</published><updated>2007-07-22T21:49:12.564+01:00</updated><title type='text'>OS NOVOS GAIBÉUS - Crónica de Bptista Bastos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os mais novos desconhecem. Os mais velhos, os que têm memória, lembram- se bem dos "gaibéus" que Alves Redol imortalizou em páginas brilhantes da nossa literatura - brilho aliás que certos "inteligentes" da nossa praça se empenham aleivosamente  em ofuscar. Os gaibéus, ou "ratinhos" como Baptista-Bastos recorda, eram trabalhadores rurais e  camponeses pobres, tão pobres tão pobres, que para sobreviverem, desciam da sua região - A Beira Baixa - para virem trabalhar por qualquer preço no Ribatejo e Alentejo - com prejuízo dos camponeses, tão pobres como eles, mas com mais espírito de luta e mais organizados, dando origem a brigas e agitações sociais, que os senhores feudais e ao organização corporativa do Estado fascista, sabiam astutamente reprimir e aproveitar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pois o tempo passou e hoje, com um governo dito socialista, descobre Baptista- Bastos que  já não são apenas os camponeses pobres da Beira Baixa,  mas Portugal inteiro, que virou um país de gaibéus. Só que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;os novos gaibéus  já não são apenas assalariados rurais, mas  uma vastas camada da nossa população que abrange mesmo  licenciados, cientistas, intelectuais, investigadores; e jovens e jovens e jovens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;O melhor, porém, é ler as palavras de Baptista-Bastos na desencantada crónica que a seguir transcrevo do DN de hoje, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;data venia&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rp3pLNrZykI/AAAAAAAAAS4/RyHmHQcW6tc/s1600-h/737829.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rp3pLNrZykI/AAAAAAAAAS4/RyHmHQcW6tc/s400/737829.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088479532858067522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;OS NOVOS GAIBÉUS&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Baptista-Bastos&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Do Alto Ribatejo e da Beira Baixa, eles descem às lezírias pelas mondas e ceifas. Gaibéus lhes chamam." No romance que estabeleceu novos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;meridianos na literatura portuguesa, e inaugurou o movimento neo-realista, Alves Redol escrevia o mural do desespero e da fome. Gaibéus é de 1939. Adjectivava uma infâmia e um infortúnio. Camponeses das Beiras, a que chamavam, também, "ratinhos", furavam greves, trabalhavam nos campos gerais ribatejanos e nas searas alentejanas submetendo-se a salários muito inferiores aos dos trabalhadores locais. Também do Algarve saíam, para os latifúndios, os que não encontravam, nas suas terras, a subsistência mais rudimentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O emprego sazonal era o anverso da medalha do desemprego. A fome acossava esses pobres portugueses, que vendiam a alma, perdiam a dignidade e estilhaçavam o carácter a troco de um pouco de pão. O Ribatejo e o Alentejo, insubmissos, insultavam e, amiúde, espancavam os que iam roubar-lhes o trabalho. As designações "gaibéu" ou "ratinho", estigmas desonrosos, assinalavam a rejeição do outro, afinal sofredor como aqueles que o abominavam. Redol não se cansou de narrar a epopeia dos imigrados do interior, esses retirantes temporários nos quais depositava uma comovente porção de ternura, em páginas admiráveis, que culminaram com uma obra-prima, Barranco de Cegos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Lembrei-me do grande escritor quando, há dias, a Televisão da Galiza noticiou que os trabalhadores da região se manifestavam, com veemência e alvoroço, contra os milhares de portugueses que se ofereciam para trabalhar por metade e, até, por um terço dos salários ali auferidos. A desconstrução da miséria antiga não foi suficiente para a fazer desaparecer: mascarou-a. E a globalização, como espaço de equidade, de solidariedade, e paradigma da liberdade, desprotege, cada vez mais, os desfavorecidos, além de atingir, com singular violência, a "classe média". Os novos gaibéus são também, licenciados, cientistas, intelectuais, investigadores; e jovens e jovens e jovens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Os nossos dirigentes políticos não possuem talento nem grandeza para criar condições de vida aceitáveis. A sua mediocridade exultante é típica do populismo autoritário, que deixa de lado as mais vivas expressões da realidade social. Portugal é, de novo, um país gaibéu. Como acentuou Antonio Negri, num entusiasmante livro de entrevistas com Raff Valvora Scelsi, Goodbye Mister Socialism, &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;esta "Esquerda" estimula o êxodo, em vez de promover o afrontamento. Prefere o deserto humano a ter de partilhar experiências com as singularidades dos movimentos que se ajuramentam, um pouco por todo o lado.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Esta "Esquerda" é a Direita exacerbada. &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;(1) O sublinhado é de minha responsabilidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;___________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p face="verdana" style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;escritor e jornalista&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;b.bastos@netcabo.pt  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-329681314410870792?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/329681314410870792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=329681314410870792&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/329681314410870792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/329681314410870792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/07/os-novos-gaibus-crnica-de-bptista.html' title='OS NOVOS GAIBÉUS - Crónica de Bptista Bastos'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rp3pLNrZykI/AAAAAAAAAS4/RyHmHQcW6tc/s72-c/737829.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-4982481449452115227</id><published>2007-07-16T14:16:00.000+01:00</published><updated>2007-07-17T17:03:15.285+01:00</updated><title type='text'>FASCISMO. Sabe o que é?</title><content type='html'>&lt;p  style="font-weight: bold;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(41, 48, 59); font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(41, 48, 59); font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Recebi hoje um e-mail, lindíssimo, de uma senhora que  me contava a forma como, ao procurar na net a expressão “manga de alpaca” para mostrar ao filho o significado desta expressão hoje em desuso, foi tombar sobre um texto meu intitulado “Gravatas &amp; Bravatas” publicado em Junho de 2006 no meu outro blogue “Escritos Outonais”, cuja leitura muito a impressionou.  Ali, a propósito de vivências pessoais, tecia várias considerações sobre a essência dos fascismos, a forma como se instalam, se insinuam se reproduzem.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(41, 48, 59); font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;É desse texto, que nunca mais tinha lido, que transcrevo a passagem seguinte&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(41, 48, 59); font-weight: normal;"&gt;"Moral da história: os &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;fascismos não se alimentam apenas da repressão física, mas também, e à vezes principalmente, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de medos irracionais, de suspeições , de reverências voluntárias, de submissões não solicitadas, de delações não pedidas. O espírito de big-brother paira sobre toda a sociedade, como um obsessão colectiva, sem precisar, por vezes de se impor, nem sequer pela presença dos seus guardiões. Em contrapartida, a resistência, pode ser feita através do que parecem ser pequenos detalhes sem importância: uma recusa, uma não aceitação, uma afirmação de personalidade contra a corrente do geralmente aceite e, sobretudo, contra normas impostas. Confesso até, que usar gravata nem é coisa que me incomode por aí além e tanto assim que, agora que estou reformado, que ninguém me obriga a usa-la e que até pouca gente a usa, de vez em quando, dá-me na mona e engravato-me. Porque quero."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(41, 48, 59); font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mal acabei de reler estas palavras e fui, de imediato assaltado por uma inquietante sensação de mal estar, um aperto no estômago, uma angústia para a qual não  via razão.  Mas depressa entendi. Meu Deus, como isto se parece com acontecimentos bem recentes passados na nossa terra! A denúncia feita contra o professor Charrua, por uma simples brincadeira que envolvia o Primeiro ministro e o seu pronto afastamento das funções que exercia! A delação  contra o médico do Centro de Saúde que colocou, numa dependência do mesmo, um recorte de uma notícia sobre uma frase infeliz  do senhor Ministro da Saúde  (cujo único mal era mesmo a infelicidade da frase) e o rápido afastamento da respectiva Directora, substituída por um elemento do partido do Governo! Os vários casos de professores obrigados a trabalhar até à morte, por excesso de zelo dos membros da Juntas médicas. Nada disto acontece por acaso. O autoritarismo  desenfreado que tem caracterizado a política deste governo, designadamente da ministra da cultura e do ministro da saúde, tinha fatalmente que resvalar para isto. É o fascismo que espreita. Ainda não é, mas para lá caminha. Esta é umas das suas características. Os subordinados entendem que devem ser mais papistas que o papa. O Chefe quer autoritarismo e eles ali estão, solícitos, para o aplicar para se excederem, para irem mais além.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Nós os mais velhos, sabemos bem o que isto significa. Sabemos como começa e sabemos aonde pode levar. Vocês não estão preocupados?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt; Eu estou. E Muito.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-4982481449452115227?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/4982481449452115227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=4982481449452115227&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/4982481449452115227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/4982481449452115227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/07/fascismo-sabem-o-que.html' title='FASCISMO. Sabe o que é?'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-1676817846394453322</id><published>2007-07-15T17:59:00.000+01:00</published><updated>2007-07-15T18:11:38.926+01:00</updated><title type='text'>AS PROMESSAS DE SÓCRATES: Antes e depois</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;                       &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;     &lt;br /&gt;                       &lt;strong&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Antes de ter o poder:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nosso partido cumpre o que promete.&lt;br /&gt;          Só os tolos podem crer que&lt;br /&gt;          não lutaremos contra a corrupção.&lt;br /&gt;          Porque, se há algo certo para nós, é que&lt;br /&gt;          A honestidade e a transparência são fundamentais&lt;br /&gt;          Para alcançar nossos ideais.&lt;br /&gt;          Mostraremos que é grande estupidez crer que&lt;br /&gt;          As máfias continuarão no governo, como sempre.&lt;br /&gt;          Asseguramos sem dúvida que&lt;br /&gt;          A justiça social será o alvo de nossa acção.&lt;br /&gt;          Apesar disso, há idiotas que imaginam que&lt;br /&gt;          Se possa governar com as manchas da velha política.&lt;br /&gt;          Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que&lt;br /&gt;          Se termine com os marajás e as negociatas.&lt;br /&gt;          Não permitiremos de nenhum modo que&lt;br /&gt;          Nossas crianças morram de fome.&lt;br /&gt;          Cumpriremos nossos propósitos mesmo que&lt;br /&gt;          Os recursos económicos do país se esgotem.&lt;br /&gt;          Exerceremos o poder até que&lt;br /&gt;          Compreendam que&lt;br /&gt;          Somos a nova política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Depois de ter o poder:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;span style="color:#ff6666;"&gt; Ler o texto anterior do fim para o princípio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;È um brincadeira? pois é, mas contém mais verdades do que o discurso de Sócrates&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;Não sei de quem é o texto, mas recolhi-o do blogue&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://atordoadas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://atordoadas.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-1676817846394453322?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/1676817846394453322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=1676817846394453322&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1676817846394453322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1676817846394453322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/07/as-promessas-de-scrates-antes-e-depois.html' title='AS PROMESSAS DE SÓCRATES: Antes e depois'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-8464463574119005752</id><published>2007-07-11T13:24:00.000+01:00</published><updated>2007-07-11T22:45:18.712+01:00</updated><title type='text'>A LIBERDADE AMEAÇADA Crónica de Baptista-Bastos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255); FONT-STYLE: italic"&gt;É mais uma crónica de Baptista Bastos publicada hoje no DN que, data venia, me permito transcrever. Nela, BB, com a argúcia que o caracteriza, a coragem a que é de seu feitio e o estilo que é seu dom, denuncia o caminho escorregadio aonde nos pode conduzir este "socilalismo moderno", de um Governo que se diz socialista, e que não é mais do que um neoliberalismo, nem sequer encapotado, m&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255); FONT-STYLE: italic"&gt;as escandalosamente claro e sem rebuços. Nos métodos e nos ojectivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;LIBERDADE AMEAÇADA &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bap&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;tista-Bastos&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enq&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RpTWDq6gGXI/AAAAAAAAASo/hFnumi9_v9M/s1600-h/Baptista+Bastos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085925237755746674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 81px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 114px" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RpTWDq6gGXI/AAAAAAAAASo/hFnumi9_v9M/s400/Baptista+Bastos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;uanto os candidatos à Câmara de Lisboa se entretêm, amenamente, com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;cha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;mar-se, uns aos outros, de mentirosos, velhacos e ignorantes, o nosso querido primeiro-ministro é apupado no estádio da Luz. Neste país parece que ninguém gosta de ninguém,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e as interpretações torcidas que, de hábito, se fazem destas manifestações sentimentais tendem a considerá-las como "normais em democracia". Na verdade, elas não são, somente, uma necessidade de ordem psicológica e uma representação da incomodidade geral: afirmam a separação absoluta entre dois países no interior de um só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A confusão entre Estado e indivíduo, singularidade e colectividade, massa e cidadão é propícia à classe dirigente. Alguns afáveis intelectuais pensaram (creio que ainda pensam, se é que pensam) vogar no rumo certo da História e têm apoiado, com sistemático enternecimento, o "socialismo moderno". Em Portugal, esta misteriosa designação tem, actualmente, um visível paladino, José Sócrates, epígono do socialismo de turíbulo, defendido com doçura pelo inesquecível António Guterres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ora, em dois anos de "socialismo moderno" acentuou--se a separação entre nós e eles, entre o espírito da História e uma História sem espírito. Duas linguagens diferentes e incompatíveis, cada vez mais contaminadas pelo ódio e pela indiferença, pelo desdém e pela resignação. O novo Estatuto do Jornalista, caucionado por deputados servis, assinala, uma vez ainda, as características destes "socialistas", cujo elevado défice democrático, intelectual, moral, social e cultural causa-nos as maiores preocupações. Subordinar a livre expressão aos critérios de uma decisão que se sobrepõe aos princípios fundamentais da democracia constitui o mais grave atentado, registado depois de Abril, contra a liberdade de informação. Não se trata de uma questão corporativa: é um problema vital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Está em causa uma normatividade que pretende coagir os jornalistas ao temor e à reverência, e que tende a relegar a liberdade de Imprensa para a lista dos produtos supérfluos. A Conferência Episcopal protesta, porque descobre, tardiamente, o maniqueísmo de tábua rasa de um Governo absolutamente anti-social. Só agora, Igreja? As legislações que nos têm regido (Constituição, Código Penal, Lei de Imprensa) não correspondem a uma visão contemplativa do jornalismo; punem quem prevarica. O Estatuto é um cão-de-guarda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E o desatino é de tal monta que se chega ao ponto de pedir, encarecidamente, a um Presidente de República, cujo currículo não possui o mais módico vestígio de luta pela liberdade, que vete o Estatuto, cuja natureza agride a expressão do livre pensamento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;escritor e jornalista&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p style="FONT-FAMILY: verdana"&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;b.bastos@netcabo.pt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-8464463574119005752?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/8464463574119005752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=8464463574119005752&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8464463574119005752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8464463574119005752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/07/liberdade-ameaada-crnica-de-baptista.html' title='A LIBERDADE AMEAÇADA Crónica de Baptista-Bastos'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RpTWDq6gGXI/AAAAAAAAASo/hFnumi9_v9M/s72-c/Baptista+Bastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-1292338969189582463</id><published>2007-07-04T19:21:00.000+01:00</published><updated>2007-07-05T00:37:20.240+01:00</updated><title type='text'>BAPTISTA-BASTOS</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Há praticamente dois meses que não actualizava este blogue no qual, até então, escrevia praticamente todos os dias. Cansaço, falta de motivação, problemas de falta de vista, canseira de malhar em ferro frio, preguiça, sei lá... &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Já ontem voltei à actividade com um &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;post&lt;/span&gt; sobre uma homenagem a meu irmão José Gouveia na sua (na nossa) terra natal. Não por ser meu irmão, mas principalmente por ter sido um lutador incansável pela Liberdade e pela democracia a assuntos que são objecto quase único deste meu blogue.&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje resolvi transcrever do Diário de Notícias uma crónica de Baptista Bastos e tenciono fazer deste meu blogue uma espécie de caixa de ressonância de todas ou de grande parte das crónicas que ele for escrevendo naquele Jornal . Como todos sabem ,o DN mudou há uns tempos de direcção, de formato e de orient&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;ação. Houve quem gostasse. Não eu. Mas mantive-me comprador e leitor diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DN é um jornal de referência que acompanho desde a infância (da minha, que o jornal é bem mais velho). Uma coisa - talvez a única - me levou a ficar: a crónica semanal de Baptista Bastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Baptista Bastos, além de grande romancista é um dos nomes maiores do jornalismo português do último meio século. Talvez, quanto a mim, o maior jornalista português vivo. Grande e honrado - o que vai sendo raro.Corajoso e "sarrafeiro" expressão que  ele próprio gosta de ostentar como uma das suas qualidades. Mas isso seria pouco, se não fosse, como é, veiculado através de uma escrita ágil, gostosa, límpida, num português de lamber os beiços...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Crónica de hoje é disso uma bela amostra.&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Haverá mais&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102)"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102)"&gt;METÁFORA DE BELARMINO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;Baptista-Bastos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;"Se &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rovut66gGUI/AAAAAAAAASQ/2sVfsmpbIUY/s1600-h/Baptista+Bastos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083419077093890370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rovut66gGUI/AAAAAAAAASQ/2sVfsmpbIUY/s400/Baptista+Bastos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;não aguentas seis assaltos, o melhor é desistires logo à primeira." Disse-me Belarmino Fragoso, com q&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;uem pratiquei boxe, no Desportivo da Mouraria. Belarmino era um &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;campeão sem medo; porém, um homem malicioso e sábio. Eu, um rapaz esgalgado e um pouco mais intempestivo do que hoje sou. A frase ocorreu-me, como metáfora, ao ler que José Sócrates, no acto inaugural da Presidência Europeia, entrou, sorrateiro, pelo parque de estacionamento da Casa da Música, a fim de escapar a uma manifestação de protesto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;Digo-o de forma amistosa: Sócrates não resiste a dois assaltos. Posa de leão indomesticável, mantém um semblante grave, mas escapule-se, furtivo, à mais leve suspeita de distúrbio. A pesarosa cena, no Porto, fornece-nos o retrato de um homem que recusa enfrentar os problemas por si próprio criados e que transforma o abstracto numa vitória sobre o concreto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;As pessoas precisam de símbolos de destemor, porque desejam rever-se nessa espécie de silogismo que faz do exemplo uma criação da esperança. Cunhal, Soares, Sá Carneiro, Vasco Gonçalves, vivem nessa matriz. Podemos gostar, ou não, daquilo que foram ou ainda representam. Como diria o meu amigo Luís Pignatelli, boémio e poeta, eles conservavam a nudez de um bom verso que admite todas as rimas. Aceitaram as imprecações e as injúrias, a pressão dos dias e a convulsão de anos tumultuosos, mas nunca se esconderam. José Sócrates pertence à congregação de fugitivos cujos protótipos mais próximos podemos encontrar em António Guterres e em Durão Barroso. O destino que escolheram não resgata o seu absentismo nem acrescenta lustre à mediocridade das suas estaturas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;Todas as coisas vivem sob o império das contingências e movem-se num cortejo de incidentes. É nessas ocasiões, porém, que a consistência de carácter se revela ou se turva. A ética sobrepuja, neste caso, a doutrina, o partido e a fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;O 25 de Abril pretendeu pôr cobro a todos os medos e terminar com a "distanciação" (lá salta, outra vez, a obscena palavra!) que opunha os governantes aos governados. O fervor de então admitia ser possível defender os homens dos homens, e criar as relações essenciais a um entendimento sem evasivas nem ambiguidades. Os acontecimentos posteriores demonstraram que as alianças sentimentais tinham deixado de ser viáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;No Porto, ao desembaraçar-se da maçada de ter de ouvir protestatários no desemprego, José Sócrates ilustrou a metáfora do campeão. Deixou-nos a inquietante suspeição de que ou é tímido, ou medroso, tímido ou pedante. E perdeu o momento de demonstrar, a tão egrégios convidados, que o diálogo pode ser o antídoto do ruído."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;________________________________&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;escritor e jornalista&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;b.bastos@netcabo.pt&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Leia no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;TROVOADA NA ALDEIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Mais um texto meu que fui buscar ao baú de velharias&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-1292338969189582463?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/1292338969189582463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=1292338969189582463&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1292338969189582463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1292338969189582463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/07/baptista-bastos.html' title='BAPTISTA-BASTOS'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rovut66gGUI/AAAAAAAAASQ/2sVfsmpbIUY/s72-c/Baptista+Bastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-3973144435584672136</id><published>2007-07-02T12:19:00.000+01:00</published><updated>2007-07-02T18:45:54.901+01:00</updated><title type='text'>JOSÉ GOUVEIA  homenageado na sua sua aldeia natal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table style="COLOR: rgb(128,0,0)" bordercolordark="#ffffff" width="80%" bordercolorlight="#ffffff" border="3" bg=""&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0);font-family:Mistral;font-size:6;"  &gt;Da luta pela Liberdade e pela Democracia fez razão de toda a sua vida&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" align="center" &gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Finalmente,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,128);font-size:100%;" &gt; o maçorano José Augusto Gouveia,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;destacado lutador pele liberdade e pele democracia&lt;br /&gt;no nosso país, agraciado com a Ordem de Liberdade&lt;br /&gt;e com  placas toponímicas em sua honra&lt;br /&gt;em várias outras localidades,&lt;br /&gt;é recordado na terra que o viu nascer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana" align="center"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rojzfa6gGRI/AAAAAAAAAR4/syWsb10e8_0/s1600-h/Ricardo-e-band.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082579900613794066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 344px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 242px" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rojzfa6gGRI/AAAAAAAAAR4/syWsb10e8_0/s320/Ricardo-e-band.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Roj0DK6gGTI/AAAAAAAAASI/jMG08UNHY3k/s1600-h/placa-J.freguesia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082580514794117426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 308px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Roj0DK6gGTI/AAAAAAAAASI/jMG08UNHY3k/s320/placa-J.freguesia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: centerfont-family:verdana;" align="center" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: centerfont-family:verdana;" align="center" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: centerfont-family:verdana;" align="center" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: centerfont-family:verdana;" align="center" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: centerfont-family:verdana;" align="center" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: centerfont-family:verdana;" align="center" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;homenagem a José Augusto Gouveia&lt;br /&gt;promovida pela Assembleia de Freguesia de Maçores&lt;br /&gt;na passagem do 85.º aniversário do seu nascimento&lt;br /&gt;(29.VI.1922 – 29.VI.2007)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,255);font-size:100%;" &gt;Palavras de António Gouveia (seu irmão) que, por por se encontrar doente, delegou no Sr. P&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,255);font-size:100%;" &gt;residente da Assembleia de Freguesia, a respectiva leitura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Senhor Pr&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;esidente da Assembleia de Freguesia, Senhores Membros da Assembleia de &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Fr&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rojwmq6gGQI/AAAAAAAAARw/SoBAqii8E-U/s1600-h/Ze+escolha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082576726632962306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 231px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 298px" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rojwmq6gGQI/AAAAAAAAARw/SoBAqii8E-U/s320/Ze+escolha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;eguesia, Senhor Presidente da Junta da Freguesia, Senhores Vogais da Junta de Freguesia, estimados Maçoranos e Amigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Na sequência de uma proposta do nosso conterrâneo e meu querido Amigo o Dr. Carlos d’Abreu, entendeu a Assembleia de Freguesia de Maçores homenagear a memória do maçorano José Augusto Gouveia, com a &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;colocação de uma placa com o seu nome e a sua condição de “lutador pela Liberdade e pela Democracia” na frontaria do edifício-sede dos órgãos autárquicos da nossa Freguesia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;A proposta foi generosa, a aprovação foi louvável, a h&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;omenagem é justa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Como irmão do homenageado e em representação de sua família, cumpre-me dizer umas breves palavras de agradecimento e sobre ele tecer também breves considerações:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal" align="left"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;O nome do maçorano José Augusto Gouveia já existe em três ruas (uma delas na sede do nosso Concelho que o Senhor Presidente da República, porque o conhecia pessoalmente, fez questão de ser ele próprio a inaugurar), numa praceta, num complexo desportivo e na última casa onde viveu e acabou os seus dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Pois posso garantir que, se ele pertencesse ainda ao número dos vivos – o que no nosso país (e não só) seria muito improvável, dado que só depois de morto se reconhece valor a alguém – nenhuma dessas homenagens lhe daria tanto prazer como a que agora está recebendo na sua aldeia natal que ele muito amou. Nem a ele, nem a mim, confesso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Tal como todos os seus ancestrais, da parte dos Melenas, foi em Maçores que o José Augusto nasceu. Foi aqui que brincou, que cresceu, que trepou ao olmo da Rua Nova, que foi aos ninhos, que foi à lenha ao monte Ladeiro, que andou na escola, que fez a instrução primária com uma professora que era sobrinha do poeta Guerra Junqueiro – pormenores e vivências que ele nunca esqueceu e dos quais sempre falava com muita saudade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;A vida era muito difícil no País atrasado que então éramos, mas era particularmente dura numa aldeia como a nossa, sem recursos, sem perspectivas de trabalho que não fosse, para a maioria dos habitantes, o sofrido amanho do pedacito de terra – quando a tinham – para satisfação das necessidades mais imediatas, sem água canalizada, nem luz, sem transportes adequados, sem ligação rápida à sede do Concelho, sem assistência na doença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Recordo-me que, em vésperas de ter de ir a Moncorvo para fazer o exame da quarta classe, ao meu irmão nasceu-lhe um carbúnculo num dos sobrolhos que, como é sabido, provoca febre e muito mau estar. Valeu-lhe a presença ocasional do médico Dr. Ramiro Guerra que, sem outro recurso, lho queimou com o cabo de um garfo de ferro em brasa, tendo o garoto, logo na manhã seguinte, ainda a arder em febre, ido montado num burrico, com a mãe a pé puxando a arreata, pelos caminhos pedregosos da serra até à vila para fazer o seu exame. Tempos difíceis aqueles! Para todos. E os mais idosos sabem do que estou falando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Por tudo isso, e porque não tínhamos terra para cultivar e porque o nosso pai nem era camponês nem arranjava trabalho na sua profissão, a nossa família – como tantas outras – viu-se forçada a abandonar a aldeia em busca dos meios de subsistência que aqui lhe eram negados. Como tantos outros, afinal, que tiveram de se espalhar um pouco por todo o mundo em busca de melhores condições de vida!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Só que os problemas que nos afligiam não eram apenas de índole local mas de ordem política, resultado de uma forma de governo e de regime, que além de nos coarctar a liberdade de expressão, de reunião, de voto, nada fazia pelos mais desprotegidos, preocupando-se apenas com a manutenção dos privilégios das classes dominantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Foi dessa realidade que o rapazinho ido de Maçores, cedo se apercebeu. E tendo-se apercebido não se conformou e, ainda adolescente, entrou na luta política, social e cultural tendente a despertar a consciência daqueles que à sua volta, no trabalho e na vizinhança eram vítimas das mesmas injustas e intoleráveis condições de vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;E foi desse ideal, dessa luta pela liberdade e pela instauração de um regime democrático, mais justo, no nosso País que ele fez a bandeira de toda a sua vida. E em consequência dessa luta o prenderam em 1948. Mas ele voltou à luta. E de novo o prenderam em 1954. Mas ele não virou a cara. E não lhe permitiram continuar no emprego onde ganhava o sustento da sua família. Mas ele não desistiu. E em 1970 o prenderam de novo. Mas ele voltou à luta. E em 1973 voltaram a prendê-lo. Desta vez com a intenção mais que evidente de acabarem com ele. Foi torturado com tal violência física e psicológica, que julgaram ter conseguido tal objectivo. E tão certos estavam de que a luta do José Gouveia tinha acabado que, tendo-lhe causado lesões mentais que julgavam irrecuperáveis, certa noite, o foram cobardemente depositar no hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, sem avisar a família e sem nunca mais o terem reclamado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Valeu a meu irmão o choque psicológico que lhe provocou a eclosão do 25 de Abril, que, como por milagre, lhe fez recuperar a saúde e a razão e lhe permitiu vir ainda a ter um papel importante, como Presidente da Câmara Municipal de Loures na construção da nova sociedade que esse dia instituiu – continuando desta maneira e até ao fim dos seus dias embora de outra forma a luta em que empenhara toda a sua vida e que só com a determinação e coragem de homens como ele, foi possível ver triunfar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Além das homenagens que se traduziram na publicação de um livro sobre a sua vida, na organização de diversas actividades culturais e desportivas, na atribuição do seu nome a várias ruas e equipamentos sociais, que já referi, fez ainda o Estado português questão de lhe atribuir a alta condecoração da Ordem da Liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Faltava que a terra que o viu nascer lhe reconhecesse o mérito e inscrevesse o seu nome no escol de cidadãos que, aqui tendo nascido, se notabilizaram por actos cujo benefício ultrapassa o mero âmbito dos interesses pessoais ou locais mas se alarga a toda a comunidade da Pátria a que todos pertencemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Modesta, embora, com a colocação desta placa com o nome de José Augusto Gouveia na fachada da nossa Casa da Freguesia, na qual se enfatiza a sua qualidade de maçorano e se salienta o seu papel de lutador pela Liberdade e pela Democracia, Maçores salda hoje uma dívida de justiça que muito honra a nossa terra e quem tal iniciativa tomou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:100%;" &gt;Como português, como maçorano, e como irmão do homenageado, sinto-me completamente gratificado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;i style="FONT-FAMILY: verdana"&gt;Obrigado a todos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Kunstler Script;font-size:180%;"&gt;António Gouveia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(128,0,128)"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;______________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-3973144435584672136?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/3973144435584672136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=3973144435584672136&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3973144435584672136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3973144435584672136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/07/jos-gouveia-homenageado-na-sua-sua.html' title='JOSÉ GOUVEIA  homenageado na sua sua aldeia natal'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rojzfa6gGRI/AAAAAAAAAR4/syWsb10e8_0/s72-c/Ricardo-e-band.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5326843980068550154</id><published>2007-05-01T10:35:00.000+01:00</published><updated>2007-05-01T10:51:06.317+01:00</updated><title type='text'>VIVA O PRIMEIRO DE MAIO</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;Por falta&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RjcNQ58QLbI/AAAAAAAAAPM/PobHnGT0vbY/s1600-h/Worker+day.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 213px; height: 235px;" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RjcNQ58QLbI/AAAAAAAAAPM/PobHnGT0vbY/s400/Worker+day.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059527290456649138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; de tempo e alguma distracção não preparei nenhum texto especial para assinalar  o 1º Maior. Não podia, no entanto deixar passar em branco  esta data tão importante para a classe a que pertenço. A classe trabalhadora - aquela que vive exclusivamente da remuneração do seu trabalho (fisico ou intelectual)&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;Apesar de sobejamente conhecida (nunca é demais lembrá-la) aqui deixo, pois, um breve resumo da história do feriado que hoje se comemora&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de centenas de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns protestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar espontaneamente o Primeiro de Maio. Durante o Estado Novo este dia tinha a denominação de Dia do Trabalho e era organizado e controlado pelo Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Falta aqui dizer que não era feriado.  Alguns trabalhadores metiam licença neste dia, mas ficavam apontados pelos patrões e vigiados pela Pide. Embora clandestinmente, os trabalhadores saiam à rua em algumas localidades, com bandeiras e faixas vitoriando o dia do Trabalhador, mas eram brutalmente reprimidos e muitos deles presos – por vezes durante meses e anos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5326843980068550154?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5326843980068550154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5326843980068550154&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5326843980068550154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5326843980068550154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/05/viva-o-primeiro-de-maio.html' title='VIVA O PRIMEIRO DE MAIO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RjcNQ58QLbI/AAAAAAAAAPM/PobHnGT0vbY/s72-c/Worker+day.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-8901514522920794935</id><published>2007-04-24T13:38:00.000+01:00</published><updated>2007-04-27T00:05:00.387+01:00</updated><title type='text'>OS CRAVOS DE ABRIL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Ri36xsqutLI/AAAAAAAAAPE/OEQzBKTCwXs/s1600-h/cravos.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056973688317850802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Ri36xsqutLI/AAAAAAAAAPE/OEQzBKTCwXs/s400/cravos.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os cravos que Abril abriu &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Ninguém os pode fechar &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;A terra que os produziu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Muitos outros pode dar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os cravos que Abril abriu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Não servem só pra’ enfeitar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Requerem rega constante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Anda aí muito tratante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Que conspira p’rós secar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cabe nós que Abril seja&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Acção e não liturgia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;E que nele o povo veja&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Aquilo que mais deseja&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Na prática do dia-a-dia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muito que foi conseguido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Nos dias da Revolução&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Já nos foi surripiado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Porque nós temos deixado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Por manifesta inacção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isto está a andar p’ra trás&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;E nós, parvos, a olhar p'rà lua…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Torna-se urgente acordar &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;E a Revolução retomar,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(204,102,0); LINE-HEIGHT: normal; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;Se for preciso, na rua!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(204,102,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;_____________________&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;VINTE E CINCO DE ABRIL, SEMPRE&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto gentimente cedida por&lt;br /&gt;" &lt;a href="http://bomdiaisabel.blogspot.com/"&gt;Bom dia Isabel&lt;/a&gt; "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#009900;"&gt;Veja também&lt;br /&gt;PERDOAI-ME SENHORA&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#009900;"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-8901514522920794935?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/8901514522920794935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=8901514522920794935&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8901514522920794935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8901514522920794935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/04/os-cravos-de-abril.html' title='OS CRAVOS DE ABRIL'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Ri36xsqutLI/AAAAAAAAAPE/OEQzBKTCwXs/s72-c/cravos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5075955510112811778</id><published>2007-04-12T18:47:00.000+01:00</published><updated>2007-04-13T23:55:06.510+01:00</updated><title type='text'>FIM DO MITO SEBASTIANISTA ?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rh9udJVszYI/AAAAAAAAAOk/J04lfLAilrw/s1600-h/Carlos-Alberto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rh9udJVszYI/AAAAAAAAAOk/J04lfLAilrw/s320/Carlos-Alberto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052878753935183234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;A notícia aparece pelo menos em quatro jornais de hoje, que tive oportunidade de  consultar:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jornal de Notícias, Correio da Manhã, Jornal Digital e Jornal A  Guarda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;dois investigadores o português   Carlos d'Abreu,&lt;br /&gt;juntamente com outro investigador espanhol, Emilio Rivas Calvo, pretendem provar, com base em documentos a que tiveram acesso, que o Rei  Don Sebastião, o tal que deveria voltar numa manhã de nevoeiro está morto e  muito bem enterrado no Mosteiro dos Jerónimos, sendo por isso uma farsa a  historia do seu desaparecimento&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;Porque o assunto é importante e porque o Dr. Carlos d'Abreu é meu conterrâneo e amigo, não resisto a colocar aqui o texto de um dos Jornais citados, o Jornal "A Guarda"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  align="center" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt; Transcrevo o texto  sobre tal assunto no Jornal " A Guarda"de 12-4.2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  align="center" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dois historiadores desvendam  mito da morte do Rei D. Sebastião&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os investigadores Carlos d‘Abreu,  residente na Guarda e Emilio Rivas Calvo, de Salamanca, Espanha), tiveram acesso  a documentos que provam que o Rei D. Sebastião tombou no campo da batalha de  Alcácer Quibir (Marrocos), em 1578, e que o seu corpo foi resgatado e  transferido para Ceuta, onde permaneceu até ser trasladado para  Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O resultado da investigação, que será  publicado no próximo número da Revista Cultural Praça Velha, editada pela Câmara  Municipal da Guarda, leva os historiadores a defenderem, no seguimento da  posição assumida por outros estudiosos, a abertura do túmulo de D. Sebastião e à  análise das suas ossadas pelo método do ADN.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A batalha de Alcácer Quibir foi travada no  dia 4 de Agosto de 1578 em Marrocos, tendo o exército português sofrido uma  grande derrota frente aos mouros, que culminou com a morte do Rei D.  Sebastião.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De acordo com o investigador Carlos  d‘Abreu, a História refere, pelos relatos de Jerónimo de Mendonça, cronista de  “A Jornada de África”, que “ninguém viu morrer o rei”, daí que tenha sido criado  em Portugal um mito em torno do monarca. “A historiografia criou o mito  sebastiânico, em como ele, não terá morrido no campo de batalha, que antes,  desonrado pela derrota, terá partido e andado a vaguear por aí”, afirmou ao  Jornal A Guarda.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com a investigação iniciada em 2003,  quando estava casualmente de férias em Ceuta, o historiador garante que D.  Sebastião “morreu e o seu corpo foi resgatado do local da batalha”. Conta que  durante o processo de investigação, realizada em colaboração com o investigador  espanhol de Salamanca, encontrou documentos relacionados com a entrega do corpo  do monarca português, no Archivo General de Simancas (Espanha). “A primeira  reacção que tive foi que, eventualmente, os documentos não fossem verdadeiros”,  conta, mas a sua autenticidade foi garantida pelos serviços do  Arquivo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os historiadores tiveram acesso a vária  documentação relacionada com o processo pós-morte do monarca que tombou na  Batalha de Alcácer Quibir, sendo de destacar três deles: a acta da entrega do  seu corpo em Ceuta (datada de 10 de Dezembro de 1578, que relata a recepção do  corpo e a sua depositação na igreja do Mosteiro da Santíssima Trindade); uma  comunicação (emitida no dia seguinte) do embaixador do Rei Filipe II, a  confirmar a chegada do cadáver a Ceuta; e um terceiro documento, uma carta do  cardeal-rei D. Henrique a Filipe II onde “agradece tudo o que Filipe II fez em  relação à recuperação do corpo”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carlos d´Abreu refere ainda que o corpo do  monarca esteve em Ceuta até 1582, quando o rei Filipe I de Portugal “fez  trasladar o corpo de D. Sebastião para Portugal e tumulou-o, bem como à sua  família, no Mosteiro dos Jerónimos”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Investigadores defendem abertura do túmulo  e estudo das ossadas de D. Sebastião&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os dois investigadores defendem agora, à  semelhança de outros, que o túmulo de D. Sebastião “seja aberto e se realizem  análises de ADN do corpo do Rei e dos seus antepassados que também ali se  encontram sepultados”. “Comungamos desta opinião porque achamos que a ciência  deve ser posta ao serviço da verdade. Sendo eu um visitante do Mosteiro dos  Jerónimos, sabia que existia lá um túmulo de D. Sebastião, mas não lhe dava  importância porque a ideia que a historiografia transmitia era que o túmulo  estava vazio, que era simbólico”, refere Carlos d`Abreu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Acho que isso deve ser feito. Se hoje a  ciência nos dá essa possibilidade, por que razão, havemos de continuar a  alimentar o mito? A quem serve hoje o mito?”, questiona.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No entender de Carlos d´Abreu, os  historiadores que se têm debruçado sobre o estudo de D. Sebastião “foram  negligentes, porque não se esforçaram por dissipar essas dúvidas que ainda hoje  persistem”. “Dá a sensação que houve uma estratégia, montada por parte não sei  de quem, no sentido de sonegar a informação contida nestes documentos que, por  serem conhecidos por alguns historiadores, mesmo que poucos, não são por isso  inéditos”, afirma ao Jornal A Guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;_________________________&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p  align="center" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Veja também o meu outro Blogue&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5075955510112811778?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5075955510112811778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5075955510112811778&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5075955510112811778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5075955510112811778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/04/fim-do-mito-sebastianista.html' title='FIM DO MITO SEBASTIANISTA ?'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/Rh9udJVszYI/AAAAAAAAAOk/J04lfLAilrw/s72-c/Carlos-Alberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-2106027021112369107</id><published>2007-04-02T11:25:00.000+01:00</published><updated>2007-04-08T22:19:04.890+01:00</updated><title type='text'>PADRE MAX:  -  um crime que aguarda justiça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RhDaeom_G4I/AAAAAAAAAN4/KNmvKMYliKc/s1600-h/getimage+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RhDaeom_G4I/AAAAAAAAAN4/KNmvKMYliKc/s400/getimage+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048775402114194306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;A direita e muitos que se dizem de esquerda, impigem-nos-nos a toda a hora a cassete  sobre as turbulências do chamado "verão quente" e de todo o periodo do PREC, provocadas, claro está, pela esquerda e sobretudo (poderia lá ser de outro modo?) pelos comunistas.&lt;br /&gt;Tantas vezes o repetem que alguns até já acreditam que foi isso que aconteceu.&lt;br /&gt;Ora a verdade é bem diversa. O verão quente quem o aqueceu, foi a direita reaccionária, revanchista e caceteira. Quem não se lembra do regime de terror imposto por tais arruaceiros (sobretudo em localidades fora dos grandes centros) aos militantes  e simpatizantes comunistas, com assaltos, incêndios e depredações  aos centros de Trabalho do PCP? Quem não se lembra das mocas de Rio Maior? Quem não se lembra dos mortos junto à sede da PIDE, no último estertor daquela famigerada corporação? Quem não se lembra dos atentados bombistas e do clima de intimidação por parte dos sinistros ELP e MDLP? É  caso para se dizer "num lado se vende o vinho e noutro se põe o ramo ", ou como dizia minha Mãe, "chama-lhe, filho, antes que te chamem a ti".&lt;br /&gt;A gente sabe como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam hoje precisamente 30 anos sobre o assassinato do Padre Maximino e da estudante Maria de Lurdes, num cobarde atentado à bomba, perpetrado por gente que nunca se conformou com as alterações que o 25 de Abril introduziu nas suas mordomias (estúpidos!, bastava ter calma que elas voltaria, como veio a acontecer) e, - da fama não se livra. - com a conivência de pessoas afectas à Igreja de Braga&lt;br /&gt;Até hoje, ninguém pagou por esse crime. Aqueles que tanto prezam a vida e se esganiçam a bramir contra a interrupção voluntária da gravidez, nunca se preocuparam com a supressão da vida a estes dois membros da sua igreja, como encolhem os ombros aos milhares de mortos em que, ao longo de séculos foram assassinados em nome da religião que praticam e defendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu por mim, nada mais posso fazer, senão recordar aqui este crime, para que a memória não se perca e que, pelo menos, não julguem que nos comem por parvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem disso sabe melhor do que eu é o Padre Mário Oliveira&lt;br /&gt;a quem passo a palavra&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;1. Foi já há 30 anos que os mataram à bomba, ao Pe. Maximino e à estudante Maria de Lurdes que vinha com ele das aulas que ambos davam à noite a trabalhadores na Cumieira, nas proximidades de Vila Real. Mas o crime continua aí em carne viva. E a clamar por justiça.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;2. Não escutar semelhante clamor que se levanta do chão de Portugal e daqueles dois corpos jovens destroçados pela bomba é um outro crime não menos hediondo que o de há 30 anos. Ora, um país cuja História seja tecida de crimes e de sangue de vítimas inocentes que clamam, em vão, por justiça será sempre um país sem remissão, sem dignidade, sem humanidade, mais pesadelo do que comunhão. E tal tem sido o nosso país, apesar de Abril, um Portugal de pequeninos e de chico­&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;espertos a caminho da cauda da Europa, u&lt;/span&gt;m país de consumidores compulsivos de novelas e de futebol e de Religiões, cada qual a mais esotérica e exploradora, um país de apostadores compulsivos nos jogos da santa casa (quando a casa mãe de todos os jogos a dinheiro é santa, porque não há-de ser santo, e santo subito, o fatimista papa João Paulo II, cujo longo pontificado não deixou pedra sobre pedra do promissor e revolucionário Concílio Vaticano II?)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;3. O pior é que quando não nos atrevemos a ser e a viver como seres humanos, depressa ultrapassamos as bestas em inumanidade e em crueldade. Por mais que nos enfeitemos de beatos e de santos, e de outros títulos secularizados cheios de pompa e de circunstância. Aliás, os títulos só assentam bem em quem tem montes de inumanidade a esconder e mãos cheias de sangue a disfarçar. Aos seres humanos com espinha dorsal e frontalidade, os títulos só atrapalham e depressa ficam pelo caminho, com os seus portadores a ser excomungados e votados ao ostracismo. É assim: Ou somos irmãos e companheiros e comportamo-nos como tal todos os dias, ou constituímo-nos em inimigos dos demais. Quem não se faz próximo dos que sofrem e estão para aí votados ao ostracismo torna-se um aborto humano. Pode não matar, não roubar, nem destruir, mas dele não se poderá dizer que é um ser humano integral. Ser mulher, ser homem a valer é comprometer-se com os demais, até que todos sejamos gente. Não se trata de subir, de fazer carreira dentro do Sistema e desta Ordem Mundial intrinsecamente perversos. Trata-se de descer para se chegar a ser. Quando nos promovem e, assim, nos distanciam dos últimos e das vítimas, despromovem­&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;nos em humanidade. A melhor receita para fazer um canalha é promovê-lo a chefe do bando e atafulhá-lo de privilégios e outras benesses. Na Igreja, é fazer de um crist&lt;/span&gt;ão bispo. Na Sociedade é fazer de um político ministro. Na empresa, é fazer de um trabalhador patrão. Com o passar dos dias, veremos diminuir o ser humano e desenvolver-se um monstro, cada vez mais distante e arrogante na sua relação com os da base e todo mesuras e salamaleque na sua relação com os do vértice da pirâmide que são também os donos de D. Dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;4. A menos que sejamos como o nosso querido Maximino mártir. Padre, mas com uma salutar prática quotidiana de anti-padre. Padre, mas com coração e braços e cabeça e mãos e pés e corpo de irmão e de companheiro. Escandalosamente próximo das pessoas da base e longe dos templos e dos altares. Sobretudo, longe dos privilégios que a batina e a estola sempre dão a quem se apresenta vestido/disfarçado com uma e com outra. Com ele, aprendemos que podemos assumir serviços, nunca privilégios. Os privilégios corrompem e acabam por fazer desaparecer o ser humano. Ou recusamos os privilégios que o Poder faz questão de conferir a quem exerce determinada função, ou tornamo­&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;nos progressivamente menos humanos. Por isso, quando não nos deixam recusar os privilégios inerentes à função, só nos resta recusar a função. Se a aceitamos, assinamos nesse instante, o nosso próprio processo de despromoção de ser humano, para n&lt;/span&gt;os tornarmos progressivamente um funcionário do Sistema e do Dinheiro mais ou menos subserviente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;5. Na sua rebeldia e juventude, o Padre Maximino nunca se deixou enrolar. O seu jeito de ser padre era o seu jeito de ser homem. Como um menino. Atrevido. Indomável. Alegre. Gaiato. Solidário. Desprendido. Pobre. Comprometido. Insubornável. Dissidente. No Sistema, mas sem ser do Sistema. No Sistema, mas para o fazer implodir, nunca para se aproveitar dele. Um padre­&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;para­&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;os­&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;demais. Para que os demais cres&lt;/span&gt;cessem como pessoas, como seres humanos, em toda a sua originalidade e em toda a sua graça e verdade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;6. Não lhe perdoaram semelhante ser e viver. Tentaram domesticá-lo. Funcionalizá­&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;lo. Clericalizá­&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;lo. Em vão. Onde ele estivesse, estava o Sopro, o &lt;/span&gt;Vento, o Espírito. Ainda hoje, trinta anos depois, o seu nome continua a ser maldito. Como Jesus, o de Nazaré (não se iludam. O que hoje é por aí o mais bendito de todos os nomes não é Jesus o de Nazaré crucificado pelo Império e pelo Templo do seu país; é um Jesus light, habilmente reciclado pelo Império de Roma e pela Igreja católica romana que lhe sucedeu). Aliás, a morte violenta com que executaram o Pe. Maximino deixou bem claro urbi et orbi que padres assim nunca mais. A sua curta mas intensa vida histórica deveria ser bênção, exemplo a seguir, alfobre. E é maldição, vergonha, terreno maninho. Os bispos e a Igreja institucional tiveram e têm nojo dele. Nenhum deles apareceu a dar a cara no seu funeral. E hoje, trinta anos depois, continuam aí todos a ter vergonha de pronunciar o seu nome. É como se ele nunca tivesse existido.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;7. E, no entanto, é de homens e de mulheres como o pe. Maximino que o nosso mundo precisa. Padres (e homens/mulheres) misseiros e funcionários do religioso, sempre tivemos que bastasse, séculos e séculos. E bispos também. E papas. Hoje, são menos em número, pelo menos os padres (ainda não há crise de vocações para bispo nem para papa!...), mas ainda são demais. Um só que seja e já é demais. Do que precisamos é de padres/presbíteros (homens/mulheres) que sejam seres humanos, irmãos e companheiros dos da base, pais com entranhas de mãe, com cabeça e mãos de parteira, que na relação com os demais ajudem a vir à luz o ser humano que anda em gestação em cada mulher, em cada homem que veio a este mundo. E que corre o risco de abortar e nunca chegar a vir à luz. Porque o Sistema da Alienação e da Mentira trabalha dia e noite, sem fins de semana e sem férias, para fazer abortar todos os que um dia nasceram neste mundo. O Sistema sabe que lá onde houver seres humanos a valer não há lugar para ele. Nem futuro! Por isso tudo faz para que nunca cheguem a ser seres humanos. Fiquem abortos, sempre.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;8. Trinta anos depois do assassinato de Maria de Lurdes e do Pe. Maximino, a Igreja a que pertenço e a que eles pertenceram continua aí gritantemente calada. Envergonhada. Sem audácia para se rever no Pe. Maximino. Sem audácia para fazer dele o paradigma de padre/presbítero para o século XXI. Ainda em vida, atirou-o cruelmente para a valeta, quando foi por ele informada que iria fazer da Política (não do Poder!) a sua Intervenção e a sua Eucaristia. Em lugar de o apoiar e reforçar a comunhão fraterna com ele, abandonou-o às feras. Foi como dizer aos seus inimigos: podeis fazer com ele o que quiserdes, que nós não diremos uma palavra, nem esboçaremos um gesto. Ou, pior ainda: podeis cometer o hediondo crime de o matar pelas costas, à falsa fé, que nós jamais condenaremos esse crime. Pelo contrário, esse crime constituirá até um alívio. Para o país. E também para a Igreja institucional que nós, bispos católicos, somos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;9. O terreno ficou livre e a descoberto. E os inimigos do Pe. Maximino puderam avançar e matá-lo à vontade. Provavelmente, terão celebrado festivamente a sua morte. Pela calada. Numa liturgia inumana como eles. E com a bênção de algum cónego de nomeada e de algum bispo residencial. Não é verdade que também os sumos sacerdotes Anãs e Caifás, em Jerusalém, no tempo de Jesus, celebraram festivamente a sua morte violenta na cruz?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;10. E agora? Trinta anos depois, tudo está consumado. Está? Não, não está! Tudo está apodrecido. Trinta anos depois, ele é corrupção por toda a banda. Ele é hipocrisia e mentira a jorros. Ele é Idolatria sem limites. O senhor D. Dinheiro não tem mãos a medir para atender tanta clientela. Como país, vamos a pique para o abismo, agora com Cavaco e Sócrates ao leme. Silenciaram os poetas e os profetas. Mataram o Debate. Nos seus medos da Liberdade e da Responsabilidade e na mais completa subserviência ao grande Capital (“Às suas ordens, meu Capital”, diz a manchete do último Fraternizar!), esta dupla de dirigentes sem entranhas de humanidade tem o condão de tornar as almas das portuguesas, dos portugueses ainda mais pequenas. Até quando? Até quando nós consentirmos. Soprasse todos os dias em nós o Vento/Espírito que um dia fez acontecer e viver o Pe. Maximino e este país seria outro. Mas o que hoje sopra forte por aí é o Vento/Sopro de D. Dinheiro. Quem se atreve a resistir-lhe e a ser e a viver pobre até ao fim dos seus dias? Quem se atreve a ser ateu deste deus cruel que se alimenta de gente? Por mim, aqui estou, pobre, longe dos templos e dos altares, amigo, irmão e companheiro, no jeito do Pe. Maximino. Contem comigo para as novas clandestinidades que urge voltar a viver e para as novas conspirações que urge voltar a iniciar. Na companhia de Jesus e de ateus. E do Pe. Maximino e de Maria de Lurdes e de todos os outros mortos ressuscitados. Cuidem­&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;se, porque os dias que vivemos são de chumbo. E é Inverno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pe. Mário Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-2106027021112369107?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/2106027021112369107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=2106027021112369107&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/2106027021112369107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/2106027021112369107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/04/padre-max-um-crime-que-agurda-justia.html' title='PADRE MAX:  -  um crime que aguarda justiça'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RhDaeom_G4I/AAAAAAAAAN4/KNmvKMYliKc/s72-c/getimage+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5144166035822768005</id><published>2007-03-31T22:01:00.000+01:00</published><updated>2007-04-01T11:51:08.961+01:00</updated><title type='text'>E SE TODOS NOS ZANGARMOS A SÉRIO?!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;Gastos não controlados pagavam quatro Otas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Esta notícia foi veiculado hoje, 31 de Março de 2007, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;nos órgãos de comunicação social &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;br /&gt;Segundo revela o Tribunal de Contas (que fique bem claro, não foi Jerónimo de Sousa nem Francisco Loução que o dizem) é o Tribunal de Contas – um órgão do Estado - que o afirma, os Governos de Durão Barroso, Santana Lopes e Sócrates no seu primeiro ano de Governo, os gabinetes governamentais movimentaram, em "práticas sistemáticas e anómalas", e muitas vezes "sem a mínima contrapartida", verbas quase quatro vezes superiores ao custo previsto para o novo aeroporto da Ota, que é de 3,1 mil milhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E são estes senhores, os salvadores da Pátria, que gastam consigo próprios como nababos, como príncipes e magnatas da Arábia Saudita e outros que tais que têm a lata de pedir ao povo toda a espécie de sacrifícios, não só pelo aperto de cinto a que os obrigam, como a aos múltiplos direitos que lhe retiram , na saúde como na educação como na justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem pode vir o PS dizer vir deitar poeira nos olhos, dizendo que não é bem assim, que é tudo uma questão de adequações orçamentais, blá, blá, blá. O Tribunal de contas que tem à sua frente um destacado e ilustre socialista não ia inventar esta notícia. Aliás todos sabemos do fausto escandaloso de que se rodeiam os ministros, dos carros de luxo, do número extravagante de secretários e secretárias de adjuntos e adjuntas , de viagens a esmo, de utilização por vezes desnecessária de helicópteros e outros meios de transporte caríssimos, etc, etc, etc, como se dinheiro fosse deles, como se o erário público não tivesse fundo e eles pudessem gastar a seu bel prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi há dias aqui, e fiz uns versos a clamar isso mesmo, que ESTOU ZANGADO.&lt;br /&gt;É por causa destas e de outras que estou zangado e convido toda a gente a zangar-se comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi para isto que se fez o 25 de Abril. Não é esta a justiça social que nos foi prometida e que temos direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um visitante deste blogue deixou no post anterior a este um comentário que que, me permito transcrever:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;“Como dizia um amigo meu, não tarda que tenhamos que estar de novo preparados para fazer um 25 de Abril a sério. De preferência através de eleições! As utopias são aliadas dos que pensam...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Perfeitamente de acordo. Vamos a isso, Nem que seja através de eleições, digo eu. Mas eleições para mudar, não para pôr lá sempre os mesmos. Há outras forças no nosso espectro partidário a quem nunca foi dada a oportunidade de formarem governo. Porque não experimentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como está é que não está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;___________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Veja  Também unma nova  crónica&lt;br /&gt;"GATOS"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;no meu outro blogue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5144166035822768005?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5144166035822768005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5144166035822768005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5144166035822768005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5144166035822768005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/03/e-se-todos-nos-zangarmos-srio.html' title='E SE TODOS NOS ZANGARMOS A SÉRIO?!!!'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-6343202011064023953</id><published>2007-03-21T16:07:00.000+01:00</published><updated>2007-03-21T18:03:23.867+01:00</updated><title type='text'>SALAZAR E AS ELEIÇÕES</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;O texto que a seguir transcrevo, de autoria do professor António  recebi-o por e-mail de um amigo. Julgo que foi publicado no Diário de Notícias, mas isso também não é importante. A apesar desta votação não ser nada representativa (parece que o Manholas  reúne os votos de uns sessenta e tal mil telefonantes, que podiam caber todos  no estádio do Benfica) deixo-o  texto à atenção dos meus visitantes&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;SALAZAR E AS ELEIÇÕES &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Agora que Salazar parece em vias de ganhar pela primeira vez uma "eleição", e logo contra o Afonso Henriques, convém lembrar como eram as votações quando ele era vivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No que diz respeito à aprovação da Constituição de 1933, foi simples. As abstenções contaram a favor. A maioria foi esmagadora. Os portugueses nem precisaram de sair de suas casas para exprimir a sua "vontade".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nas eleições legislativas o método também era infalivel. Nas eleições de 1957, por exemplo, em Lisboa, na véspera da eleição, os responsáveis pelas mesas eleitorais foram chamados ao Governo Civil onde receberam a indicação do resultado da votação do dia seguinte com uma margem de erro de 2 %. Assim, na freguesia de São João da Pedreira o resultado devia ser 56 ou 57 %. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No dia seguinte houve guarda republicanos que andaram pelas mesas de voto a levar pacotes de votos de "guardas que estavam de piquete", que foram metidos nas urnas pelos presidentes das mesas. Mas isto teve uma relativa pouca importância. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Perto do fim, depois de assegurada a ausência de testemunhas inconvenientes, os elementos das mesas multiplicaram o número total de eleitores por 0,57 e dividiram o resultado pelo número de páginas dos cadernos eleitorais. Tiveram, assim, o número de eleitores de cada página que "&lt;em&gt;deviam  votar&lt;/em&gt;". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Procederam, então, sem se preocupar em lançar votos nas urnas, à operação de "compor os cadernos eleitorais", descarregando conscenciosamente nos dois cadernos o conveniente número de eleitores que "tinham" votado. A operação foi acompanhada de comentários do tipo: " Este é comunista, mas desta vez vai votar no governo".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Depois, enviaram para o Governo Civil um documento a dizer: "Percentagem de eleitores: 57 %." Mas não se ficaram por aqui: abriram as urnas, contaram os votos, e enviaram para o Governo Civil um outro documento a dizer. " Percentagem real de eleitores, tantos por cento" .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No caso concreto de uma mesa, a percentagem real de eleitores, incluindo os votos dos "guardas de piquete" e 50 votos riscados foi de 28 %, mas os elementos da mesa enviaram um documento a dizer que a "percentagem real", era de 30 %. É provavel que, quando chegasse ao Salazar, esta percentagem já fosse um bocadito mais alta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Fui testemunha parcial destes factos em 1957. Uma outra testemunha foi o escritor Luis Pacheco a quem envio, 50 anos depois, as minhas saudações e que devia ser agora ouvido. Como comentador da "eleição de Salazar" e porque pode confirmar factos importantes para esclarecer um país que, 30 anos depois do 25 de Abril, ainda está muito mal informado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Que, ao falar nas eleições do "antigamente", ainda fala em chapeladas, como se a fraude "dos guardas que estavam de piquete" e de uns tantos legionários fosse a mais importante. Salazar era muito mais subtil. Quarenta anos depois de morto, ainda engana o país. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E não só. Quando em Novembro de 1957 cheguei a França vi que os jornais franceses analisavam a situação portuguesa a partir do resultado de 57% de votos obtidos pelo governo nas últimas eleições legislativas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;António Brotas&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); font-family: verdana;"&gt;E, já agora,  acrescento o meu testemunho pessoal:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;"&gt;Nas eleições de 1958 estive, com mais dois amigos, presente, (não autorizado e olhado de soslaio por dois pides com as pistolas intimidatoriamente visíveis nos coldres por debaixo dos casacos) numa das secções de voto da freguesia de Moscavide. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Quando chegou a altura da contagem dos votos, fomos intimados a abandonar a sala. Aí o presidente da mesa, um comerciante de nome Virgílio Leitão, que nos conhecia de garotos e que, apesar de ser da União Nacional, demonstrou ser uma pessoa de carácter, impôs-se aos pides e ameaçou abandonar também a sala se fôssemos obrigados a sair. Contrariados os pides se aquietaram e pudemos, de longe, assistir à contagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;"&gt;Resultado imediato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Das várias Mesas de voto de Moscavide só aquela em que eu estava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o General foi proclamado vencedor, ganhando a União Nacional, por esmagadora maioria em toas as restantes mesas, onde não tinha sido consentida a presença de qualquer opositor aio regime. Claro que no pais inteiro a fraude foi generalizada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Resultado diferido:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;" &gt;Seis meses depois, Pide veio buscar-me, no âmbito de uma onda de prisões, que logo a segui à eleições começou a dar-se em todo país&lt;br /&gt;Para mim bastou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SALAZARES, NUNCA MAIS!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Veja também&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;AMO-TE TANTO...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;(mais um soneto)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;no meu outro blogue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-6343202011064023953?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/6343202011064023953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=6343202011064023953&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6343202011064023953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6343202011064023953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/03/salazar-e-as-eleies.html' title='SALAZAR E AS ELEIÇÕES'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-7054987356039110610</id><published>2007-03-16T16:48:00.000+01:00</published><updated>2007-03-16T17:11:18.650+01:00</updated><title type='text'>A TRAMOIA FOI HÁ QUATRO ANOS</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Faz hoje quatro anos que o senhor Barroso abusivamente ofereceu um espço num parcela do Território Nacional para um encontro de indivíduos pouco recomendáveis que iriam gizar um das maiores tramóias, um dos mais sórdidos embustes de toda a história comtemporânea: a invasão e ocupação de um país, com base em argumentos que sabiam ser totalmente inventados e mentirosos portanto. Isto os cabecilhas porque o senhor Barroso esse nem isso sabia. Limitou-se, num acto de submissão inconcebível, a concordar com as mentiras dos outros, como veio há poucos dias a confessar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Hoje o senhor Barroso, porque outros não quiseram aceitar o lugar, é o "dono" da  União Europeia.&lt;br /&gt;Quem diz que o crime não compensa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;A propósito desta vergonhosa efeméride, transcrevo a seguir uma crónica da jornalista Ana Sá Lopes, no DN de hoje&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Mr Blix goes to Hollywood &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Ana Sá Lopes&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Hoje, dia 16 de Março, faz quatro anos que um eufórico recepcionista, Durão Barroso, abriu as portas da base das Lajes a um distinto colectivo que se instalou à mesa e pôs e dispôs a baixela: George Bush, Tony Blair, Silvio Berlusconi aterraram nos Açores com a ideia fixa de promover a invasão do Iraque e, com mais ou menos expressões delicodoces que o dia conteve, a guerra ficou ali decidida (o mais próximo da verdade ainda é recordar que estava decidida na cabeça de Bush e conselheiros há muito tempo e que o aliado Tony Blair, por crença ou necessidade de crença, subscreveu com amor a mensagem). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;O argumento das armas de destruição maciça serviu na altura de centro de mesa - o must da decoração de qualquer grande evento público. Durão fez o papel do mordomo grato e reverente a quem tinha sido dado o benefício de se sentar à mesa do patronato. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Dias mais tarde, com o entusiasmo de um novo-rico convidado para uma festa da alta sociedade, confessaria mesmo, com a fé beatificada da irmã Lúcia, ter visto as provas das armas de destruição maciça num briefing na Londres de Blair. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;A história não começava bem, mas a crença nas armas de destruição maciça comoveu uma parte substancial de um mundo perturbado com o 11 de Setembro e a declaração de guerra da Al-Qaeda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Hans Blix, o inspector das Nações Unidas encarregue da investigação das armas, foi o palerma de serviço. Ele não tinha encontrado as armas e nunca disse outra coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Aos poucos, Hans Blix foi falando: em 2004, numa entrevista à BBC já tinha denunciado que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha tinham dramatizado a questão das armas - aliás, que tinham actuado como "vendedores" que tentam "exagerar o valor dos seus produtos". Mesmo assim, em 2004, Hans Blix salvava a face de Blair, afirmando não acreditar que tivesse actuado de "má-fé".&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: verdana; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/o:p&gt;    &lt;p style="font-family: verdana; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agora, Blix vem desvendar que o desejo levou Bush e Blair a colocarem "exclamações" onde havia "pontos de interrogação". É em Hollywood, daqui a uns anos, que vamos conhecer a verdade. Acho que vou gostar mais do filme (do que do livro).&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana; font-style: italic; text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; _____________________________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);" class="MsoNormal"&gt;Veja também&lt;br /&gt;ESTOU ZANGADO!&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-style: italic; text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-style: italic; text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-7054987356039110610?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/7054987356039110610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=7054987356039110610&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7054987356039110610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7054987356039110610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/03/tramoia-foi-h-quatro-anos.html' title='A TRAMOIA FOI HÁ QUATRO ANOS'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-4801208734859527695</id><published>2007-03-13T14:07:00.000+01:00</published><updated>2007-03-13T15:03:35.356+01:00</updated><title type='text'>ESTOU ZANGADO !!!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Vários Amigos me têm feito reparo pelo facto de há vários dias não escrever neste blogue.&lt;br /&gt;È verdade. Acontece que, além de ser um esforço muito grande para a minha vista cansada alimentar dois blogues ando muito zangado com tudo o que vejo à minha volta e já me cansa malhar em ferro frio. Falar da política nacional e do estado do actual do nosso país é como mergulhar na trampa e falta-me para isso um escafrando especial para mergulhos tão densos e mal-cheirosos. Resolvi pois parar um pouco com este blogue, só a ele acedendo ocasionalmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Aliás,  é este o tema do post que hoje coloco&lt;br /&gt;em versos&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;:::::::::::::::::::::::::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;                                                                      &lt;br /&gt;Apesar do que disse acima, não resisto a fazer um breve comentário à notícia de primaeira página no Dia´rio de notícias de hoje:&lt;br /&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Privados abrem clínicas onde Governo fechou centros de saúde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;BES vai gerir clínica em Cerveira, Grupo Melo terá hospital em Torres Vedras e Misericórdia abriu &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;urgência &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt; na Mealhada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Então estas localidades não têm utentes em número suficiente que justifique o apoio estatal  para a sua manutenção e têm-nos para atrair o interesse de entidades privadas cujo objectivo é, muito naturalmente, daí tirar dividendos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mais uma vez se descortina por detrás de medidas apontadas como do interesse geral Estado e dos cidadãos, uma manobra para abrir a porta à iniciativa privada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Socialista  este Governo? A palavra socialismo sai manchada da boca de tais socialistas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-4801208734859527695?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/4801208734859527695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=4801208734859527695&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/4801208734859527695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/4801208734859527695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/03/estou-zangado.html' title='ESTOU ZANGADO !!!!'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5332496368880642832</id><published>2007-02-24T22:24:00.000+01:00</published><updated>2007-02-24T22:37:45.258+01:00</updated><title type='text'>JOSÉ AFONSO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/ReCvDBTN-RI/AAAAAAAAAMI/wreXEv-mpdk/s1600-h/Zeca+Afonso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/ReCvDBTN-RI/AAAAAAAAAMI/wreXEv-mpdk/s400/Zeca+Afonso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035216849823725842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fez ontem 20 anos que morreu o grande, o incomparável&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:100%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;compositor, poeta, cantor de intervenção e sobretudo e ao mesmo tempo, um lutador antifascista, um homem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;  de uma coerência de uma dignidade a toda prova.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;José Afonso, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o Zeca, como era carinhosamente tratado, nunca se acomodou, nunca procurou caminhos fáceis. Nem na sua vida privada, nem no seu &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;percurso politico, nem na produção da sua música e das sua letras. Ele &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;soube conciliar a música popular portuguesa e os temas tradicionais com as palavras de luta e de combate a tudo o que lhe parecesse injusto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Antes do 25 de Abril, sendo professor, o ensino secundário foi impedido de leccionar pelo governo salazarista, apenas por causa do seu conhecido desafecto ao regime. O Zeca, porém arranjou maneira de continuar a “ensinar” da forma que mais gostava: através do canto e da palavra poética. De viola em punho, correu durante anos o país de lés de lés, cantando em colectividades de recreio ou culturais, ou académica não para fazer espectáculos – palavra que ele detestava – mas para fazer sessões de esclarecimento, sempre com a PIDE atrás dele, proibindo tais sessões quando delas tinha conhecimento, ou intervindo por vezes meio. Claro que não esteve só Outro cantores de intevenção se juntara a ele, mas ele era o mais talentoso, o mais integro – aquele que cujas baladas mais calavam no cortação de todos os que escutavam a sua voz meio rouca mas com uma força e uma beleza incomparáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Depois do 25 de Abril, já em liberdade, continuou a compor canções de luta – ele sabia que a liberdade conquistada com o 25 de Abril era apenas o começo de toda uma luta que era preciso continuar e a participar, agora de uma forma mais intensa, quase febril em todos os eventos culturais aonde fosse necessário levar a palavra de revolução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Tinha 57 anos quando faleceu em 23 de Fevereiro de 1987&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt; no Hospital de  Setúbal , vítima de esclerose lateral amiotrófica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;A beleza e a força das suas canções, porém, jamais morrerão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Em sua homenagem aqui deixo OS VAMPIROS - uma das sua canções mais emblemáticas. Está longe de ser melhores ou das mais bonitas, mas recordo-a por pensar que que 33 anos após o 25 de Abril, em termos de vampiragem, a situação hoje não é muito diferente. Estou mesmo convencido que se o Zeca fosse vivo e andasse por aí a cantar esta canção, ele Seria perseguido &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;(pelo menos ostracizado), como foi no tempo do fascismo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;OS VAMPIROS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;No céu cinzento &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Sob o astro mudo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Batendo as asas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Pela noite calada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Vem em bandos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Com pés veludo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Chupar o sangue &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Fresco da manada &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Se alguém se engana&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Com seu ar sisudo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E lhes franqueia &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;As portas à chegada &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E não deixam nada &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A toda a parte &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Chegam os vampiros &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Poisam nos prédios &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Poisam nas calçadas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Trazem no ventre &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Despojos antigos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas nada os prende &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Às vidas acabadas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;São os mordomos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Do universo todo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Senhores à força &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mandadores sem lei &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Enchem as tulhas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Bebem vinho novo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Dançam a ronda&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;No pinhal do rei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E não deixam nada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;No chão do medo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Tombam os vencidos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Ouvem-se os gritos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Na noite abafada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Jazem nos fossos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Vítimas dum credo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E não se esgota&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O sangue da manada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Se alguém se engana&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Com seu ar sisudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E lhes franqueia &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;As portas à chegada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E não deixam nada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Eles comem tudo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-weight: bold; font-family: verdana;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;E não deixam nada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:14;color:black;"   &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5332496368880642832?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5332496368880642832/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5332496368880642832&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5332496368880642832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5332496368880642832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/02/jos-afonso.html' title='JOSÉ AFONSO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/ReCvDBTN-RI/AAAAAAAAAMI/wreXEv-mpdk/s72-c/Zeca+Afonso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-1488887396174876078</id><published>2007-02-21T01:40:00.000+01:00</published><updated>2007-02-21T19:15:01.838+01:00</updated><title type='text'>O TRUÃO DA MADEIRA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Nos seus comentários das Terças-feiras, na TVI, Miguel Sousa Tavares, caracterizou hoje de forma exemplar o último número de circo (melhor dizendo o mais recente, pois que o seu apetite por actuações histriónicas é insaciável) do versátil clown que preside ao Governo Regional da Madeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Jardim, que nos cortejos carnavalescos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se diverte a desfilar com os mais inverosímeis e ridículos disfarces, resolveu este ano festejar o rei momo. diz Sousa Tavares,  com uma das suas máscaras favoritas: a de vítima do Governo Central.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;De facto é essa a sua mais duradoura e conseguida performance e a que melhor lhe tem servido para levar a água ao seu moinho, chuchando na teta do Orçamento de Estado, e reclamando mais e mais, para fazer a obra de fachada que tem produzido na Madeira sem curar dos verdadeiros interesses da população madeirense.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Vem agora com o seu estudado número de circo forçar a realização de eleições antecipadas. Julga com isso criar uma crise que leve o Governo central a retomar o generoso&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fluxo da teta&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;com que diversos anteriores governos mais timoratos vinham há anos alimentando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o seu pendor despesista e ostentatório.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Claro que com tal atitude demagógica irá certamente reforçar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a maioria que o tem apoiado - a demagogia &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quase sempre dá votos - e perpetuar a sua manutenção no poder, de que tanto gosta e de que há tantos anos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;desfruta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas aquilo que ele verdadeiramente pretende, aquilo que é o móbil que se esconde atrás desta atitude  – a reabertura da torneira que lhe permitia fazer as flores com que gosta de se adornar, isso ele não vai ter. E, curiosamente, mesmo aqueles que não gostam de Sócrates - e eu sou um deles – apoiam-no na atitude corajosa de não ceder perante a intolerável chantagem do senhor Jardim. A grande maioria do povo português, estou certo, o apoia neste diferendo. As Leis da República  são para serem cumpridas e o senhor Jardim só tem de as cumprir como os demais portugueses. A menos que ele não o queira ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-----------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Veja hoje mais um soneto&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"TERESINHA" - O meu primeiro soneto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-1488887396174876078?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/1488887396174876078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=1488887396174876078&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1488887396174876078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1488887396174876078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/02/o-truo-da-madeira.html' title='O TRUÃO DA MADEIRA'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-646069026755017468</id><published>2007-02-12T20:04:00.000+01:00</published><updated>2007-02-12T14:43:24.784+01:00</updated><title type='text'>IVG - A VITÓRIA DO SIM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Finalmente. Portugal deu ontem um passo que pode iniciar o fim da injustiça social que, no aspecto da soberania do corpo, segregava as mulheres menos favorecidas economicamente das que, por berço ou acasos da vida, dispõem de um nível de vida superior. Sim, também aqui, como em outros aspectos da vida social se faz sentir a luta de classes. No fundo, a resistência em não permitir a todas as mulheres práticas a que só  algumas têm acesso é uma típica questão de poder e de arrogância.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isto por parte dos iluminados, claro, porque a grande maioria das pessoas que com eles alinha, o faz por incultura, por atavismo, porque sempre foi assim, porque é difícil mudar costumes de séculos. Daí a indecisão que deixou em casa mais de metade do eleitorado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pelos indecisos, e pelos que votaram não por convicção profunda ou falta de esclarecimento adequado, tenho a maior simpatia. Simpatia só comparável à repulsa por todos aqueles que manipulam os sentimentos religiosos e tradicionalistas dos seus concidadão menos esclarecidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mundo porém avança. Devagarinho, mas avança. O resultado de ontem, comparado com o de 1998 e o maior número de eleitores que ontem se apresentou a votar, são a prova disso. Aos poucos a luz vai dissipando as trevas.&lt;br /&gt;O resultado de ontem, mais do que político é uma vitória civilizacional que nenhum Partido  se pode arrogar de ser sua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E não vale a pena embandeirar em arco. Até porque há que respeitar os que votaram não seriamente convencidos da justeza do seu voto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O resultado de ontem foi apenas a abertura de uma porta. Agora é necessário obrigar a Assembleia da República e o Governo a produzirem legislação rápida e eficaz que permita traduzir em actos o que a pergunta do referendo formulou, e que não se fique pelas piedosas intenções do costume.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Leia a nova crónica&lt;br /&gt;“TEMPO DE TREVAS”&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-646069026755017468?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/646069026755017468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=646069026755017468&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/646069026755017468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/646069026755017468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/02/ivg-vitria-do-sim.html' title='IVG - A VITÓRIA DO SIM'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-236833300790470456</id><published>2007-02-09T15:22:00.000+01:00</published><updated>2007-02-12T14:40:40.197+01:00</updated><title type='text'>VÁRIOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;E Domingo, vamos ao voto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Espero que para dizer SIM à&lt;span style="font-size:0;"&gt;    &lt;/span&gt;não criminalização das mulheres pela interrupção da gravidez, no prazo de até dez semanas e nas condições previstas na pergunta do referendo. Isto é, que possam, em boas condições de higiene, e com apoio médico e medicamentoso  adequado, poderem fazer, sem serem presas,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;aquilo que&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;agora se faz aos milhares, sem&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;higiene e sem assistência médica adequada pondo em risco a própria vida, e arriscando-se a uma pena de prisão ou, pelo menos à humilhação de serem  julgadas em praça pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;É tão claro não é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Mas atenção. Nada de se fiar nas sondagens que dão a vitória ao sim. Que ninguém fique em casa a contar com o ovo no cu da galinha,  pois, como adverte na sua crónica no DN de hoje a jornalista Ana Sá Lopes,  com tantas manobras, o não pode muito bem ganhar:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;…&lt;i&gt;Mas quando Laurinda Alves acusa Sócrates de querer "perseguir as mulheres" sabemos que já entrámos no delírio. O "não" verdadeiramente "não" é coerente: crime é crime e mantenha-se tudo como dantes. Este "não" meio "sim" atamancado faz parte de uma manobra de quem quer ruído e confusão, convencido que está que ganha com a desmobilização popular. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E pode ganhar.  &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o sublinhado é meu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Pois é. Com papas e bolos se enganam os tolos. Não queiramos ser tolos,  vamos votar para a vitória das mulheres, ou seja para a vitória do sim&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(76, 76, 76);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;_____________________________&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cacicagens&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jardim deu cinco milhões de euros a jornal onde escreve. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Relatório do Tribunal de Contas manifesta "dúvidas" sobre os apoios&lt;/span&gt;, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, concedeu em 2005 quase cinco milhões de euros em ajudas financeiras ao Jornal da Madeira onde publica frequentemente artigos de opinião, noticia hoje o matutino Público (5-2-07)&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Todos leram e ouviram esta, claro : o cacique da Madeira utiliza &lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;o  nosso dinheiro ( o dinheiro que recebe do “contenente”) para subsidiar largamente e com aspectos de duvidosa legalidade, o “Jornal da Madeira”, onde ele assina uma crónica quase diária e que funciona como porta voz do seu governo e das suas diatribes – assim a modos que&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;uma espécie&lt;span style="font-size:0;"&gt;   &lt;/span&gt;de  Diário da&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Manhã&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;do&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;regime salazarista.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Logo ele, que está sempre a vociferar contra o que chama de controlo da informação no “contenente” e a bramar contra os “mouros”, os “comunas” e não sei&lt;br /&gt;não sei mais quantas bojardas do seu do seu inesgotável  acervo de de desbocados impropérios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 102, 255); text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Támbem se podia ler no Jornal de Notícias de 6/2/007&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;… O inenarrável Alberto João é acusado pelo Tribunal de Contas de pagamentos ilegais ao "Jornal da Madeira" que, só em 2005, chegaram a quase 5 milhões de euros (exactamente 4,6 milhões, dos quais 4 milhões em "suprimentos" mensais e 600 mil em "publicidade"). Feitas as contas, e considerando que o jornal tira uns confidenciais cinco mil exemplares, Jardim paga por cada um cinco vezes mais do que pagaria se o comprasse num quiosque (espero que, por esse preço, o jornal lhe seja ao menos mandado a casa) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Jar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;dim defende-se dizendo que paga ao "Jornal da Madeira" (em que assina quase todos os dias uma página de opinião) em nome do "pluralismo". Deve ser o único articulista do mundo que, em vez de receber pelo que escreve, paga (isto é, pagamos nós) para escrever.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Manhosices do sr Jardim. Também este com papas e bolos pretende enganar os tolos. E a verdade é que o vai conseguindo. Sem boa fama, mas com excelente proveito&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Agora, finalmente, viu o Presidente da Republica aprovar a Lei das Finanças Regionais que lhe corta a transferência para o seu&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Governo&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;de verbas que podem atingir já neste ano 34 milhões de Euros, ou seja 2% do orçamento regional. Será que ele  que vai baixar a crista ou proclamar a independência como já tem veladamente umas vezes e outras nem tanto, ameaçado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Parece que sim, a avaliar pelas palavras de um deputado do PSD regional e presidente da Fórum para a Autonomia da Madeira (FAMA)&lt;span style="font-size:0;"&gt;  &lt;/span&gt;garantindo  ao DN que a partir de agora "Cavaco Silva deixou de ser o Presidente da República de todos os Portugueses para ser o Presidente de José Sócrates e de Carlos César [Presidente do governo regional dos Açores] e  ameaçando ainda que “isto não fica por aqui" &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Pelos vistos é já o Grito do Ipiranga. Se deixaram de reconhecer o Presidente da República de Portugal como Presidente da Madeira, o que é isto senão uma proclamação de Independência? Vá,  sejam claros. Chega de chantagem psicológica. Quem perdeu Angola e Moçambique sem sobressaltos,  não é a perda da Madeira (que, no plano da afectividade, ninguém quer) que o vai deixar de rastos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(76, 76, 76);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Resta saber é o que pensam os portugueses da Madeira.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(76, 76, 76);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;_____________________________&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(76, 76, 76);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Melhores Portugueses&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Comecei por achar este concurso uma chachada. Na verdade não faz muito sentido classificar quem foram ou são os melhores portugueses se não forem&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;estabelecidos critérios de avaliação e campos definidos do objecto da escolha. Faria sentido sim, eleger o melhor político, ou o melhor estadista, ou o melhor escritor, &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;e por aí adiante. Tenho contudo assistido a alguns programas da RTP onde se fala das personagens já seleccionadas, conduzido pela Maria Elisa e confesso que se encarar este concurso como um jogo, um entretenimento, eles se me têm revelado muito interessantes e têm proporcionado um&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;debate raro sobre a nossa própria história e sobre a nossa identidade como povo. E ao fim e ao cabo mal nenhum virá ao mundo se o vencedor final&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;não for aquele que melhor nos representa. É apenas um jogo. Pena é que alguns o queiram transformar num ajuste de contas. Nada ganharão com isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Num desses programas ouvi há dias uma intervenção muito curiosa de um&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;espectador através do telefone. Dizia ele: Vejo toda a gente muito admirada pelo facto de Salazar e Cunhal se encontrarem entre os dez mais votados. Já se interrogaram porquê? &lt;i&gt;Já reparam que são precisamente dois homens desapegados de valores materiais e podendo ter tudo morreram pobres, ao contrário do que se vê &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;agora para aí, que é um salve-se quem puder, cada um a meter ao bolso mais do que o outro.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;É óbvio que o homem, pelo seguimento da conversa, o&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;que queria era desprestigiar o actual estado de coisas e concluir que o Salazar é que era bom, pois logo entrou também a desancar o Álvaro Cunhal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas, veneno à parte, a qualidade que ele invocou para as duas personagens, seria um bom critério de escolha, segundo o qual poucos mais se salvariam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Estas alfinetadas porém, partem sobretudo dos intervenientes por telefone, porque da parte dos convidados da Maria Elisa, pelo menos dos que eu vi e ouvi, o assunto tem sido tratado com alguma dignidade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: left;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;_______________________________&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Leia a nova crónica “TEMPO DE TREVAS”&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-236833300790470456?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/236833300790470456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=236833300790470456&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/236833300790470456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/236833300790470456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/02/vrios.html' title='VÁRIOS'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-8664570947525999810</id><published>2007-02-02T15:18:00.000+01:00</published><updated>2007-02-05T00:44:30.797+01:00</updated><title type='text'>INDECOROSO, senhor Ministro</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Os leitores habituais deste meu blogue já repararam certamente, a pouca frequência com que agora nele escrevo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A verdade é que me sinto desmotivado para o fazer. Dado que os meus escritos abordam preferencialmente temas políticos ou sociais, o que vejo à volta é de tal forma desgostante e de tal &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;forma os mesmos erros se repetem, que começo a ficar cansado de lutar ingloriamente &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;contra moinhos de vento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Olho à volta só vejo ganância, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;corrupção, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;amiguismo, exploração dos fracos pelos fortes, e uma incompetência na governação do nosso país, só comparável à auto-satisfação que os seus reponsáveis, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de forma indecorosa, ostentam e apregoam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Esta do inefável Ministro da Economia , o senhor Manuel Pinho &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;useiro e vezeiro em gafes monumentais não ter achado melhor argumento para convencer o Governo chinês a investir no nosso país do que a garantia de que aqui se praticam dos mais baixos salários da União Europeia, não lembrava ao diabo. Razão tem Carvalho da Silva da CGTP, quando afirma que estes nossos Governantes só falam verdade no estrangeiro, pois cá dentro não reconhecem a exiguidade dos salários que os trabalhadores auferem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Ainda hoje leio no DN em grandes parangonas , que a nossa gasolina é a terceira mais cara da União Europeia. E é. Como se pode então conceber tal discrepância, se os portugueses estão na cauda da Europa no que a salários se refere?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;desastrada &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;(é o menos que se lhe pode chamar) afirmação do senhor Ministro da Economia situa-se ao &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mesmo nível lógico&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que teria, por exemplo, numa reunião internacional sobre turismo, o &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;senhor &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;João Jardim&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;invocar como um bom motivo para se visitar a Madeira o facto (reconhecido em alguns roteiros turísticos) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ela constituir um terreno fácil para a prática da pedofilia. Não é isto tão reconhecido como a exiguidade dos nosso salários?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Qual seria, então, a diferença? Eu não vejo nenhuma. Tão indecorosa é uma, &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;como seria a outra afirmação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;____________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Veja também&lt;br /&gt;BEM-VINDA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;um novo  soneto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;no meu  outro blogue&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.c&lt;/span&gt;om&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-8664570947525999810?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/8664570947525999810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=8664570947525999810&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8664570947525999810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8664570947525999810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/02/indecoroso-senhor-ministro.html' title='INDECOROSO, senhor Ministro'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-432278141783662593</id><published>2007-01-26T13:47:00.000+01:00</published><updated>2007-01-26T14:16:36.029+01:00</updated><title type='text'>A HIPOCRISIA DO "NÃO e outras sem vergonhices</title><content type='html'>&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;A hipocrisia do "Não"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Vinha no Diário de Notícias de ontem, 25 de Janeiro de 2007.&lt;br /&gt;Maria Ester, de 32 anos, casada, com duas filhas – uma de 14 e outra de doze anos - e uma vida cheia de dificuldades, engravidou. Corria o ano de 2000. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Como o nascimento de um terceiro filho viesse agravar de forma insuportável os seus já inúmeros problemas, recorreu a uma "mulher de virtude" para a fazer abortar, pagando para o efeito 200 euros. O método utilizado foi a introdução de uma varinha de videira no útero..&lt;br /&gt;O resultado foi a ocorrência imediata de hemorragias que a levaram à morte 3 semanas depois. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Casos como este, com varinha de videira ou por outro qualquer processo de “vão de escada” acontecem a toda a hora. Acontecem às mulheres pobres, claro. As que têm posses (muitas que até, publicamente defendem o Não ao aborto) vão tranquilamente faze-lo em Espanha ou noutro qualquer país, onde existam leis mais humanas e menos hipócritas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Os partidários do Não defendem que uma interrupção voluntária da gravidez, até &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;às dez semanas feita legalmente, com assistência médica, constitui uma condenação à morte de um ser humano (um alto signatário do clero não teve pejo em considerá-la &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mesmo pior do que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o repelente enforcamento do Saddam). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Pois esses mesmos intrépidos defensores da vida não têm o mínimo respeito pela vida das mulheres, como a Maria Ester, praticamente condenadas à morte pela prática clandestina dessa mesma interrupção, nem das orfandades que da morte da mãe resultam. Essas vidas assim sacrificadas não comovem os hipócritas defensores do Não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 102, 102); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; ___________________________________&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;A  sem-vergonhice deste Governo PS&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Toda a gente se queixa da corrupção que por aí grassa, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;envergonha o nosso país e envergonha os respectivos cidadãos (os envergonháveis, claro) São os enriquecimentos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;vertiginosos e ilícitos; é a venda de favores, o amiguismo, o nepotismo, toda uma série de irregularidades de que os meios de comunicação social diariamente nos dão conta. O próprio Presidente da República já veio, a tal propósito, manifestar a sua preocupação. Também o Governo e Partido que o sustenta se dizem, em palavras, dispostos a inverter o sentido de tão preocupante escalada. E no entanto, quando um dos seus membros, o deputado João Cravinho apresenta um cuidado e laborioso projecto destinado a lutar contra a corrupção, é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;esse mesmo Governo e esse mesmo Partido que o atiram para o lixo, tendo o Primeiro ministro o desplante de vir classificar de “asneiras”, as propostas que o mesmo continha. Aguardamos o que têm o Presidente da República a dizer a este respeito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O Deputado João Cravinho teve a compensação de ser “promovido” para um honroso cargo fora do País.&lt;br /&gt;A corrupção, essa vai continuar. Quem sabe se promovida também ?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comentários para quê?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;   ____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); line-height: 115%;"&gt;      Leia o poema  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;EM BUSCA DE  MIM"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;no meu outro blogue &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0); line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-432278141783662593?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/432278141783662593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=432278141783662593&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/432278141783662593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/432278141783662593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/01/hipocrisia-do-no-e-outras-sem.html' title='A HIPOCRISIA DO &quot;NÃO e outras sem vergonhices'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-3190151369463934421</id><published>2007-01-25T00:47:00.000+01:00</published><updated>2007-01-26T14:13:10.799+01:00</updated><title type='text'>PROFESSORES, ódio de estimação  Sousa Tavares</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;  &lt;p style="font-style: italic; color: rgb(51, 102, 255);" class="CM6"&gt;É fatal, como o destino. Sempre que tem de comentar assuntos relacionados com o diferendo que opõe os professores à senhora Ministra da Educação na luta pela dignidade da sua carreira  profissional , o Sr. Miguel Sousa Tavares, com cátedra às  Terças-feiras  na TVI, sem direito contraditório é contra que, invariavelmente e de forma acintosa, se posiciona.&lt;/p&gt;&lt;p class="CM6"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Recebi hoje extractos do Jornal de Notícias, onde se fala dessa estranha e contumaz animosidade contra uma classe que nos merece (e lhe devia merecer) todo o respeito. Não resisto a inclui-los neste blogue, em benefício daqueles que porventura ainda os não tenham lido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="CM6"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Carta duma professora&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="CM5" style="margin-right: 191.75pt; line-height: 12.15pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Autor:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; R. Mateus &lt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(13, 13, 13);"&gt;ribeiromateus@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&gt; &lt;b&gt;Data:&lt;/b&gt; 14-01-2007 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="CM6" style="line-height: 12.15pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;No número 1784 do Jornal Expresso, publicado no passado dia 6 de Janeiro, o colunista Miguel Sousa Tavares desferiu um violentíssimo ataque contra os professores (que não queriam fazer horas de substituição), assim como contra os médicos (que passavam atestados falsos) e contra os juízes (que, na relação laboral, pendiam para os mais fracos e até tinham condenado o Ministério da Educação a pagar horas extraordinárias pelas aulas de substituição). Em qualquer país civilizado, quem é atacado tem o direito de se defender. De modo que a professora Dalila Cabrita Mateus, sentindo-se atingida, enviou ao Director do Expresso, uma carta aberta ao jornalista Miguel Sousa Tavares. Contudo, como é timbre dum jornal de referência que aprecia o contraditório, de modo a poder esclarecer devidamente os seus leitores, o Expresso não publicou a carta enviada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="CM6" style="line-height: 12.15pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Aqui vai, pois, a tal Carta Aberta, que circula pela Net. Para que seja divulgada mais amplamente, pois, felizmente, ainda existe em Portugal liberdade de expressão.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;«Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ler textos escritos pelo jornalista Miguel Sousa Tavares. Anoto que escreve sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo quando depois se verifica que conhece mal os problemas que aborda. É o caso, por exemplo, dos temas relacionados com a educação, com as escolas e com os professores. E pensava eu que o código deontológico dos jornalistas obrigava a realizar um trabalho prévio de pesquisa, a ouvir as partes envolvidas, para depois escrever sobre a temática de forma séria e isenta. O senhor jornalista e a ministra que defende não devem saber o que é ter uma turma de 28 a 30 alunos, estando atenta aos que conversam com os colegas, aos que estão distraídos, ao que se levanta de repente para esmurrar o colega, aos que não passam os apontamentos escritos no quadro, ao que, de repente, resolve sair da sala de aula. Não sabe o trabalho que dá disciplinar uma turma. E o professor tem várias turmas. O senhor jornalista não sabe (embora a ministra deva saber) o enorme trabalho burocrático que recai sobre os professores, a acrescer à planificação e preparação das aulas. O senhor jornalista não sabe (embora devesse saber) o que é ensinar obedecendo a programas baseados em doutrinas pedagógicas pimba, que têm como denominador comum o ódio visceral à História ou à Literatura, às Ciências ou à Filosofia, que substituíram conteúdos por competências, que transformaram a escola em lugar de recreio, tudo certificado por um Ministério em que impera a ignorância e a incompetência. O senhor jornalista falta à verdade quando alude ao «flagelo do absentismo dos professores, sem paralelo em nenhum outro sector de actividade, público ou privado». Tal falsidade já foi desmentida com números e por mais de uma vez. Além do que, em nenhuma outra profissão, um simples atraso de 10 minutos significa uma falta imediata. O senhor jornalista não sabe (embora a ministra tenha obrigação de saber) o que é chegar a uma turma que se não conhece, para substituir uma professora que está a ser operada e ouvir os alunos gritarem contra aquela «filha da puta» que, segundo eles, pouco ou nada veio acrescentar ao trabalho pedagógico que vinha a ser desenvolvido.  O senhor jornalista não imagina o que é leccionar turmas em que um aluno tem fome, outro é portador de hepatite, um terceiro chega tarde porque a mãe não o acordou (embora receba o rendimento mínimo nacional para pôr o filho a pé e colocá-lo na escola), um quarto é portador de uma arma branca com que está a ameaçar os colegas. Não imagina (ou não quer imaginar) o que é leccionar quando a miséria cresce nas famílias, pois «em casa em que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão».  O senhor jornalista não tem sequer a sensibilidade para se por no lugar dos professores e professoras insultados e até agredidos, em resultado de um clima de indisciplina que cresceu com as aulas de substituição, nos moldes em que estão a ser concretizadas. O senhor jornalista não percebe a sensação que se tem em perder tempo, fazendo uma coisa que pedagogicamente não serve para nada, a não ser para fazer crescer a indisciplina, para cansar e dificultar cada vez mais o estudo sério do professor. Quando, no caso da signatária, até podia continuar a ocupar esse tempo com a investigação em áreas e temas que interessam ao país. O senhor jornalista recria um novo conceito de justiça. Não castiga o delinquente, mas faz o justo pagar pelo pecador, neste caso o geral dos professores penalizados pela falta dum colega.  Aliás, o senhor jornalista insulta os professores, todos os professores, uma casta corporativa com privilégios que ninguém conhece e que não quer trabalhar, fazendo as tais aulas de substituição. O senhor jornalista insulta, ainda, todos os médicos acusando-os de passar atestados, em regra falsos.  E tal como o Ministério, num estranho regresso ao passado, o senhor jornalista passa por cima da lei, neste caso o antigo Estatuto da Carreira Docente, que mandava pagar as aulas de substituição. Aparentemente, o propósito do jornalista Miguel Sousa Tavares não era discutir com seriedade. Era sim (do alto da sua arrogância e prosápia) provocar os professores, os médicos e até os juízes, três castas corporativas. Tudo com o propósito de levar a água ao moinho da política neoliberal do governo, neste caso do Ministério da Educação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="CM7" style="line-height: 12.15pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;Dalila Cabrita Mateus, professora, doutora em História Moderna e Contemporânea»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt; ------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;color:black;"   &gt; &lt;/span&gt;  &lt;div class="Section2"&gt;  &lt;p class="CM5" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;Resposta a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(13, 13, 13);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Carta duma professora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(13, 13, 13);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;- R. Mateus - 14-01-2007 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(84, 84, 84);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="Default" style="margin-bottom: 16.85pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Autor:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; josé Maria Ribeiro da Silva Lessa &lt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(13, 13, 13);"&gt;joselessa@sapo.pt&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style=""&gt;&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="CM5" style="line-height: 12.15pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Data:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; 14-01-2007&lt;br /&gt;Senhora Doutora Dalila Cabrita Mateus. Não li o artigo de Miguel Sousa Tavares, mas a acreditar(e não tenho razões para o não fazer)no texto que escreveu, tenho que lhe prestar a minha homenagem pela forma sincera mas educada como reage a noticia. Não e com berros e palavrões que defendemos os nossos direitos. Fui nos anos 50 e 60 aluno dos vários degraus de ensino vigentes na altura, tive que trabalhar de dia e estudar á noite para conseguir fazer o 12º ano. Para a minha geração os Professores eram os nossos ídolos, cabe aqui referir o nome da minha Professora Primária D. Iolanda, que nunca esqueci e que em 1976 reencontrei e pasme-se...reconhecia-a pela voz. Passava eu na Rua Fernandes Tomás e entre muito ruído passei ombro a ombro por duas Senhoras que conversavam, uma das vozes foi-me familiar e olhei para trás, na incerteza de cometer uma gafe tive o cuidado de perguntar a uma delas se o seu nome éra Iolanda,respondeu sim muito admirada tanto mais que não me reconhecendo e perante o brilho nos meus olhos me perguntou, Não Me Digas Que Foste Meu Aluno,a resposta foi afirmativa e contagiante que acabamos os três a chorar, abraçados. Foi assim que eduquei os meus filhos, dizia-lhes inclusive que nunca os castigaria por perder um ano mas que seria severo com eles se um dia um Professor me chama-se a informar do seu mau comportamento. Outros tempos infelizmente para todos nós. A minha total solidariedade para todos os Professores pelos tempos que vivem e para a Senhora os meus cumprimentos e a gratidão pela forma elevada com reage a uma noticia que a ofende e ofende a classe a que pertence e como quem não se sente não é filho de boa gente... Cumprimentos e muitos anos de vida para a Senhora e toda a família e sempre que tiver que reagir a noticias de que não reconheça idoneidade jornalística ao autor, não se cale. José Lessa &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do Jornal de Notícias, data venia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;_____________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); line-height: 115%;"&gt;Leia um novo "post"  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;EM BUSCA DE MIM"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;no meu outro blogue &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0); line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-3190151369463934421?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/3190151369463934421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=3190151369463934421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3190151369463934421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/3190151369463934421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/01/ppofessores-dio-de-estimao-sousa.html' title='PROFESSORES, ódio de estimação  Sousa Tavares'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-1370768986634655066</id><published>2007-01-17T00:38:00.000+01:00</published><updated>2007-01-24T00:42:03.848+01:00</updated><title type='text'>SOBRE A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A Campanha para o referendo sobre o aborto, embora oficialmente só comece a 30 de Janeiro, já &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;está na rua. Este referendo, tal como o de 1998, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;eram bem escusados. A Assembleia da República já em tempos tinha apreciado &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;uma proposta do PCP sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, tendo-se mostrado maioritariamente favorável à aceitação dessa proposta. Só por falta de coragem do então primeiro ministro Guterres e pelo seu conservadorismo beato&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;não foi aprovada Lei que poria fim ao sofrimento e humilhação que tantas mulheres continuaram a ser vitimas da sua pusilanimidade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Acolitado pelo partido que então dirigia, o PS, preferiu referendar o assunto, dando azo a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que a direita mais conservadora se moblizasse e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o Não conseguisse uma vitória. Pouco significativa, é certo, mas suficiente para prolongar o indecoroso espectáculo de ver mulheres arrastadas até à barra dos tribunais –humilhação que todos condenam mas que, hipocritamente, se recusam a pôr-lhe fim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;De novo - &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e contra a opinião do PCP que entendia que, tratando-se de um problema de legislação penal, a Assembleia da República tinha poderes para fazer aprovar um Lei que a maioria parlamentar entendesse justa - o PS de Sócrates, tal como o seu antecessor, teimou em enveredar pela via do referendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A campanha aí está. Os defensores do Não, de uma forma, mais aguerrida e mais organizada ainda do que no primeiro referendo e com argumento de uma violência e má fé inauditas, preparam-se para dar tudo por tudo para que o seu feroz ultramontanismo triunfe. Pelo lado do Sim, assiste-se a uma partidarização do assunto, limitando-se a uma defesa fria, sem garra, pouco convincente, parecendo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que o que está em causa é mais o prestígio e os ganhos políticos de cada Partido do que a defesa do direito das mulheres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Como compreender de outro modo a oposição de um dirigente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do Bloco de Esquerda à inclusão num grupo de activistas pelo SIM &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;por parte do actual Presidente da Câmara do Porto, só porque discorda da sua gestão como autarca, apesar de desde sempre ele se ter demonstrado um acérrimo defensor do Sim? Como compreender de outro modo o desabafo de Jerónimo de Sousa de que uma vitória do Não seria uma derrota para o PCP?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Não meus amigos. Uma vitória do Não será, pura e simplesmente uma derrota civilizacional. Não de qualquer Partido.Será uma vitória das trevas contra a luz, por muito que os ultraconservadores proclamem o contrário. Ora uma partidarização excessiva só pode prejudicar a causa que se pretende defender&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e levar, inclusivamente, ao desintersse e consequente  abstenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O que é preciso explicar às pessoas é que NINGUÉM DEFENDE A PRÁTICA DO ABORTO. Os partidários do SIM são-lhe tão hostis como os partidários do NÃO. O que se pretende unicamente é que nenhuma mulher seja criminalizada quando tiver necessidade de a ele recorrer. Porque abortos, meus amigos fazem-se todos os dias. E quem os faz com mais frequência, porque de uma forma geral mais dinheiro têm, são os que hipocritamente contra ele &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mais vociferam e, por vezes, do alto dos púlpitos das igrejas, dizem as maiores barbaridades que, essas sim, deveriam envergonhar qualquer pessoa de bem. Faço ideia os abortos que se farão por detrás dos muros dos conventos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Cidadãos do meu país, vamos dizer SIM ao direito que todas as mulheres&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;têm&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de interromper até às dez semanas um gravidez indesejada ou até perniciosa, sem que, por isso ,tenham de ser, humilhadas presas e condenadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i  style="color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Esta é a pergunta a que temos &lt;/span&gt;d&lt;/span&gt;e responder nas urnas, no dia do referendo. Ninguém nos pergunta se concordamos ou não com aborto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt; É assim tão difícil de perceber? Qual a pessoa bem formada que pode dizer não a esta pergunta? a menos que só queira ver esse direito reconhecido a quem tiver dinheiro para o fazer no estrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;  É isso que queremos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;___&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Leia um novo "post" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;EM BUSCA DE MIM"&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;no meu outro blogue &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;font-size:15;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-1370768986634655066?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/1370768986634655066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=1370768986634655066&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1370768986634655066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1370768986634655066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/01/sobre-despenalizao-do-aborto.html' title='SOBRE A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5297863054403449810</id><published>2007-01-10T15:12:00.000+01:00</published><updated>2007-01-11T22:54:13.322+01:00</updated><title type='text'>DUAS HISTÒRINHAS com moralidade... nenhuma</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hoje, meus amiguinhos, vou-vos contar duas historinhas. Peço-vos que estejais atentos par me dizerdes quais as diferenças que encontrastes:&lt;/span&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Primeira história&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;Aqui &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;há uns anos,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;num país chamado Iraque e do qual hoje só resta o nome, governado então por&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;um senhor chamado Saddam, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;apoiado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e armado pelos Estados Unidos, porque tinha sido alvo de um atentado por parte de habitantes de uma determinada aldeia, não esteve com meias medidas e mandou executar praticamente todos os habitantes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dessa aldeia.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Tratou-se de um crime pelo qual merecia ser julgado e sujeito à sentença que um Tribunal&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;isento entendesse ser de aplicar-lhe.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;Infelizmente os americanos, que numa guerra injusta e ilegal, destruíram esse país,destituíndo e prendendo &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o dito senhor Saddam , assim não o entenderam.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Preferiram ensaiar uma farsa de julgamento e mandar assassiná-lo,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à pressa, perdendo mesmo a oportunidade de o julgar por outros crimes ainda mais graves&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- não fosse o diabo tecê-las, e num julgamento como deve ser, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;poderem &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;vir&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à tona factos que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;eles , americanos , não estariam nada interessados que fossem conhecidos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;--------&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segunda história:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;Aqui&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;há anos, mais concretamente em 1998. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;grupo ou grupos de terroristas perpetraram dois&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;atentados&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;contra embaixadas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos Estados Unidos no Quénia e na Tanzânia (muito possivelmente porque essas embaixadas se dedicavam a obras de caridade, que almas perversas maldosamente repudiam) &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;De tais atentados resultaram várias dezenas de mortos. Os americanos, desde logo suspeitaram que um determinado senhor do qual não fixei o nome, nem isso interessa para a história, estaria envolvido nesses ataques e desde então têm procurado capturá-lo para prestar contas, o que é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;perfeitamente natural. Qualquer governo faria o mesmo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;As buscas para o encontrar levaram-nos à conclusão de que ele estaria escondido algures numa aldeia da Somália. Vai daí, ontem, pela &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;fresquinha , pegaram numa ou mais (também não interessa para a história) das inúmeras &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;máquinas de guerra voadoras de que possuem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;vasta panóplia, foram&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;direitinhos à referida aldeia, deitaram umas quantas bombas e suspeitam ter morto o suspeito. Só que juntamente com o suspeito mataram praticamente todos os da aldeia, na ordem de algumas dezenas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ficaram tão contentes com a proeza que já hoje voltaram a repetir a dose em relação a outra aldeia. Parece que estão decididamente empenhados em entrar na bagunça da Somália ao lado dos chamados “Senhores da Guerra”, de onde tinham sido expulsos há anos pelos mesmos “Senhores”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;Também os jornais dos últimos dias têm recordado um dos muitos episódios semelhantes &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ocorrido no Iraque, aqui há uns meses, no qual&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;alguns marines , de motu próprio, abateram à queima roupa duas ou três dezenas de civis iraquianos, porque,  alegadamente, tinham recebido ordens expressas para disparar primeiro e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;interrrogar depois.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;Vê alguma diferença nestas duas històrinhas? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Eu, a único que descortino é que uma foi perpetrada &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;por um ditador notório e a outra em nome da “democracia”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;Pois é em nome da democracia que se deve exigir que tanto os autores da primeira como os autores da segunda prestem contas à justiça, em julgamentos justos e imparciais. Só que aos últimos quem os senta&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no banco dos réus, se até o nosso democrático Governo os encobre e se põe de cócoras no miserável caso dos voos secretos da CIA?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(51, 102, 255);" class="MsoNormal"&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;   &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia o meu novo "Post" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;NO CORPO QUE ME ABRISTE  .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;no meu  outro blogue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);" href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5297863054403449810?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5297863054403449810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5297863054403449810&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5297863054403449810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5297863054403449810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/01/duas-histrinhas-com-moralidade-nenhuma.html' title='DUAS HISTÒRINHAS com moralidade... nenhuma'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-6427415677127098413</id><published>2007-01-08T13:45:00.000+01:00</published><updated>2007-01-08T13:50:23.680+01:00</updated><title type='text'>MUNDO BÁRBARO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O mundo perdeu uma grande oportunidade de ser civilizado”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Esta é uma frase que se pode ler num&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;blogue de um cidadão inglês&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um dos muitos blogues que por todo mundo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se indignaram pela forma como decorreu&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a execução/assassinato de Saddam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;É uma triste verdade. Só que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o mundo perde a cada instante oportunidade de ser civilizado. Perde-a quando se violam crianças inocentes; perde-a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;quando se maltratam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;deixam morrer à fome; perde-a quando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;não&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se lhes dá apoio no seu&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pleno desenvolvimento físico, intelectual e moral e se deixam na rua à mercê&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de tudo e todos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Perde-a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;quando permitem lucros ilícitos às indústrias farmacêuticas e não se &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;cuida da qualidade dos produtos que estas fabricam e pões no mercado; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;perde-a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quando se gastam milhões e milhões em armas de destruição massiva, em vez de construir hospitais e escolas; perde-a quando se bombardeiam cidades indefesas, matando civis – homens, mulheres e crianças – que nada têm a ver com os negócios&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da guerra; perde-a quando se passa com tanques de guerra sobre casas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;habitadas,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;esmagando sem dó nem piedade tudo quanto nelas vive;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;perde-a quando se pagam vencimentos fabulosos a uns quantos e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;salários de miséria à maioria; perde-a quando permite despedimentos colectivos com o único propósito de ir explorar outros trabalhadores noutras regiões; perde-a quando se descriminam as pessoas com base na cor, na religião, na raça, no tamanho, na idade, no dinheiro que possuem, no sexo e na&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;própria orientação sexual;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;perde-a quando se destroem géneros alimentícios, com o fim único de manter os preços; perde-a quando se permite a uns apropriar-se de riquezas naturais que a toda a humanidade pertencem; Perde-a quando, pela&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ganância do lucro, se permite a conspurcação da natureza e se provocam alterações que põem em perigo a sobrevivência da humanidade; perde-a quando…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Sim, cada dia, em cada instante, o mundo perde oportunidades de ser civilizado. Mais.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O mundo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;actual , dominado pelo deus MILHÃO&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e seus bonzos, caminha a passos largos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;para a barbárie total. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Há que resistir. Há que lutar contra esta concepção grosseira de encarar o mundo e de organizar a sociedade em que vivemos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A frase do dia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Os portugueses são uns sobreviventes… E têm cá um bom feitio..Veja-se o preço dos combustíveis. Ou são tramados pelo mercado quando o crude&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aumenta, ou são tramados pelo socialismo do imposto quando o crude baixa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;In&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;http://tomarpartido2.blogspot.com&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-6427415677127098413?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/6427415677127098413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=6427415677127098413&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6427415677127098413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/6427415677127098413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2007/01/mundo-brbaro.html' title='MUNDO BÁRBARO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5479105318031232721</id><published>2006-12-31T13:47:00.000+01:00</published><updated>2007-01-02T20:17:26.915+01:00</updated><title type='text'>AINDA O ENFORCAMENTO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Depois do que ontem aqui escrevi &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;sobre o &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;enforcamento /assassinato de Saddam, às ordens dos seus antigos sócios e protectores não resisto a transcrever (&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;data vénia&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;) o editorial do insuspeito Diário de Notícias de hoje que, de outra forma e no essencial, não anda muito &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;longe daquilo que eu próprio escrevi&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pena medieval&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;António José Teixeira&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Saddam Hussein foi enforcado segundo as melhores regras medievais. Amarrado por carrascos encapuzados, corda ao pescoço, foi só esperar até se ouvir quebrar o pescoço. O enforcamento consumou-se num antigo edifício dos serviços secretos de Saddam, a norte de Bagdad, um dos muitos locais onde o ditador mandou executar os seus oponentes. Barbárie com barbárie se pagou. Nem o dia da execução foi inocente. Ontem celebrava-se a Festa do Sacrifício, um feriado religioso particularmente importante para os xiitas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Sabemos todos, e há muito, que Saddam era um ditador sanguinário, conhecido por requintes de crueldade. Sabemos que cometeu crimes contra a humanidade e oprimiu o seu povo. Sabemos que após a invasão do seu país foi deposto, capturado e julgado num processo irregular, marcado por interferências políticas e assassínios de advogados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;A justiça e os direitos humanos em nome dos quais se quis condenar Saddam foram aviltados com a pena capital. A forca é uma marca medieval, um retrocesso civilizacional que apenas coloca os "libertadores" do Iraque ao nível do tirano de Bagdad. O acrescento de civilização que seria a eliminação da pena de morte e da tortura frustrou--se uma vez mais. E dizer, como disse Bush, que a execução de Saddam é um marco importante no caminho do Iraque rumo à democracia é apenas mais uma barbaridade. Pior, só mesmo o cinismo de algumas diplomacias tão cheias de princípios como de compreensão pela "soberania" iraquiana...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Já se percebeu que nem o derrube de Saddam fez desabrochar qualquer democracia, nem a sua captura pacificou o mosaico étnico-religioso, nem agora o enforcamento reconciliará quem quer que seja. A anarquia vai perdurar durante muito tempo para gáudio de todo o tipo de fundamentalistas e terroristas. Está criado o mártir sunita, subitamente "ilibado" de muitos outros crimes do passado. Basta lembrar a invasão do Irão em 1980 e os massacres de curdos e iranianos com armas químicas. Nestes crimes houve cúmplices activos, que o armaram e apoiaram politicamente, os mesmos que ajudaram agora a enforcá-lo. Por isso se pode concluir, como ontem dizia Robert Fisk no Independent, que Saddam Hussein foi criado e destruído pela América. Dir-se-á, e com razão, que os americanos têm as costas largas para o melhor e o pior. A pena de morte é uma dessas nódoas negras que continuam a ensombrar os EUA. Confundir a forca com o caminho para a democracia ajuda apenas a perceber a irracionalidade do nosso tempo.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja também &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com"&gt;O MEU "AVÔ" GUERRA JUNQUEIRO&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;Escritos Outonais&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5479105318031232721?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5479105318031232721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5479105318031232721&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5479105318031232721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5479105318031232721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/ainda-o-enforcamento.html' title='AINDA O ENFORCAMENTO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-4588658401154780563</id><published>2006-12-30T15:43:00.000+01:00</published><updated>2006-12-30T21:39:28.209+01:00</updated><title type='text'>SADDAM HUSSEIN ENFORCADO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Saddam Hussein foi enforcado esta madrugada. Ainda ontem na televisão aparecia um dos seus advogados a garantir que a execução não iria ocorrer nas próximas horas nem nos próximos dias, uma vez que o governo iraquiano lhe garantira a possibilidade de se encontrar com o seu constituinte no &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;dia 4 de Janeiro próximo. Foi só mais um embuste na cadeia sem fim de embustes que têm sido todo o caso da invasão e ocupação do Iraque, a começar pela falsa invocação das razões da guerra.Na verdade esta execução, à pressa, e secreta, sem  o testemunho de órgãos de informação, nacionais ou estrangeiros ou qualquer  entidade independente,  parece-se muito com um assassinato, à traição, no fundo de uma viela escura,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Sabendo nós que Saddam se encontrava detido em instalações das tropas americanas e sob sua custódia, não me admiraria nada que esta execução, à pressa, pela calada da noite e sem testemunhas, tivesse ocorrido por ordem expressa do senhor Bush, cioso de não deixar terminar o ano sem se dar ao prazer de ostentar no seu cinturão de cow-boy, como troféu de caça, a cabeça do homem que jurara matar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Não vou chorar a morte de Saddam. Mas choro, isso sim, a pouca vergonha de um justiça selectiva que depende unicamente dos critérios ou caprichos dos donos do mundo. Saddam Hussein foi condenado por um tribunal não isento, condicionado pela pressão das tropas invasoras, predisposto a condená-lo desde o início, num processo eivados de irregularidades e vícios jurídicos, em que três dos seus advogados de defesa foram sucessivamente assassinados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;A sentença que, em tais condições o condenou à morte, baseou-se no seu eventual sancionamento, como Presidente da República, na sentença de morte proferida por um tribunal iraquiano, contra um grupo de 140 pessoas de uma localidade onde tinha ocorrido um atentado contra a sua vida. É uma acusação grave, que deveria ter sido julgada por um Tribunal independente. Mas e o Senhor Bush? Quem lhe pede contas pela centenas de milhares de civis mortos nos bombardeamentos às cidades iraquianas? Ou pela vida de 3 mil soldados do seu próprio país, sacrificados pela sua estulta e despropositada agressão? Ou pelas &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;sevícias sem nome infligidas aos detidos em Abbu-Grahib? Ou pelas violações sistemáticas dos direitos humanos na base de Guantánamo, bem como em dezenas de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cárceres privados que espalhou pelo mundo através dos ilegais, sinistros &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e provocatórios &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;voos secretos da CIA?.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Sim, choro por esta fantochada de justiça com que diariamente nos confrontamos. Como é possível que Pinochet que mandou torturar e assassinar milhares de pessoas (gente que não tentou matá-lo, note-se) apenas porque não partilhavam dos seus pontos de vista, tenha morrido tranquilamente na sua cama, sem sequer ser julgado, e enterrado com honras militares? Choro por ver que a justiça a nível mundial dependa dos desígnios de um pais, como &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que os Estados Unidos convive tão bem com ditadores (sanguinário, mesmo) desde que favoreçam os seus interesses e cujo “amor” pela democracia só se manifesta em relação àqueles que nunca serviram ou, a partir de um dado momento, deixaram de servir esses mesmos interesses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Sim, por isso choro.  Mas ao mesmo tempo, sinto o maior orgulho por ter nascido num país que, num gesto pioneiro e generoso, aboliu a pena de morte em 1 de Julho de 1867.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;_____________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;   &lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Veja Também&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;O MEU "AVÔ" GUERRA JUNQUEIRO"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;no meu outro Blogue&lt;br /&gt;Escritos Outonais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-4588658401154780563?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/4588658401154780563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=4588658401154780563&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/4588658401154780563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/4588658401154780563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/saddam-hussein-foi-enforcado-esta.html' title='SADDAM HUSSEIN ENFORCADO'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-1125266218101902578</id><published>2006-12-28T15:52:00.000+01:00</published><updated>2006-12-28T19:26:17.881+01:00</updated><title type='text'>OS GASTOS DOS PORTUGUESES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RZPaaqRxF4I/AAAAAAAAAFY/dvpVWZy98sA/s1600-h/gastos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RZPaaqRxF4I/AAAAAAAAAFY/dvpVWZy98sA/s400/gastos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5013590961753757570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;I&lt;span style="font-size:78%;"&gt;n DN de 27-12-2006, data venia&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;Parece que assim foi. Os portugueses gastaram, só através do multibanco e cartões de crédito, mil euros por segundo, não contando com o que ainda vão gastar até ao fim do ano. Quer dizer então que a crise não é tão grande como parece e que os portugueses não estão tão mal como gostam de apregoar?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Nada mais enganador. Estas despesas exorbitantes são um assustador indício da grave crise económica e moral porque passam os portugueses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;Com efeito, Há na economia doméstica (e na economia em geral) uma fasquia de contenção possível. Para além da qual não há mais possibilidade de resistir.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Essa fasquia é como um dique a meio de um rio impetuoso. A gente vai pondo remendos, tapa, um buraco aqui, tapa outro ali, até que um dia o caudal (das despesas, neste caso) ultrapassa a capacidade de resistência do dique e as águas (as dívidas, neste caso, também) irrompem por tudo quanto é sítio, levando a economia familiar de vencida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;Nessa altura não vale a pena resistir. È então que se instala&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a indiferença a apatia moral que leva as pessoas a pensarem “que se lixe, perdido por cem, perdido por mil. E então toca a gastar. O que conta é o momento que passa e quem vier atrás que feche a porta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;Quanto a mim é isso que está acontecendo com os portugueses. E isso é uma constatação dramática. Faz-me reportar aos tempos de Salazar em que metade das famílias se encontravam endividadas e viviam numa dívida permanente,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma espécie de escravidão não muito diferente da dos trabalhadores descritos no livro A SELVA, de Ferreira de Castro, que não chegavam a receber qualquer salário pois a dívida ao armazém onde se abasteciam, explorado pelo patrão, era sempre superior&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ao do salário que esperavam receber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;Aliás não é preciso ir tão longe. Na CP, onde trabalhei, havia um armazém de víveres, onde os empregados, de qualquer categoria, podiam adquirir bens até ao limite do seu vencimento mensal, o qual só era várias descontado em prestações a partir do mês seguinte ao acto da compra.. Acontecia então – eu que trabalhava no processamento das folhas de vencimentos, apercebia-me disso - que havia trabalhadores que nunca, por nunca ser recebiam um tostão que fosse ao fim do mês e que, além disso passavam a vida a contas com vencimentos penhorados &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;por decisões judiciais, que se acumulavam sem que pudesse m ser cumpridas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;E no entanto, não sei com que artes, esses fulanos obtinham créditos noutros lugares, compravam carros e levavam uma vida de ostentação que me deixavam de boca aberta, a ponto de comentar com os meus amigos &lt;i style=""&gt;Eh pá já cheguei à conclusão que dever muito&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é tão bom ou melhor do que possuir muito. Gozam de prestígio como os que muito têm, usufruem de todos os prazeres &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de que eles desfrutam e ninguém os vai fazer pagar porque eles não têm com quê.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:130%;" &gt;Ora , a desenfreada orgia consumista a que assistimos durante os últimos dias faz nascer em mim a assustadora convicção de que, rompida a barreira de capacidade de resistência dos portugueses à crescente carestia de vida que a política dos últimos governos lhes têm vindo a impor, resolveram mandar a contenção às malvas e, assim como assim, de endividados já não passam, resolveram entrar numa de &lt;i style=""&gt;quem cá ficar que se lixe&lt;/i&gt;, fazendo-me lembrar tempos de muito má e tenebrosa memória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estou seriamente preocupado, meus Amigos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;_______________________________________&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;V&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;eja Também  no meu outro Blogue&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 102, 102);" href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;h&lt;/span&gt;ttp://escritosoutonais.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O MEU "AVÔ" GUERRA JUNQUEIRO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-1125266218101902578?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/1125266218101902578/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=1125266218101902578&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1125266218101902578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/1125266218101902578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/i-n-dn-de-27-12-2006-data-venia-parece.html' title='OS GASTOS DOS PORTUGUESES'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RZPaaqRxF4I/AAAAAAAAAFY/dvpVWZy98sA/s72-c/gastos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-7208368097090611525</id><published>2006-12-24T11:05:00.001+01:00</published><updated>2006-12-24T17:40:25.885+01:00</updated><title type='text'>AMANHÃ É DIA DE NATAL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Amanhã é dia de natal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Não tencionava escrever hoje uma única linha neste local, até por que já muito se escreveu sobre esta data e porque vou ter hoje um dia muito ocupado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Porém ao verificar o meu correio electrónico esta manhã encontrei um mail proveniente dos Estados Unidos, que me fez mudar de ideias. É de um dos muitos putos  de Moscavide - terra da minha criação - que  tiveram de deixar a sua terra  em busca de melhores condições de vida. Este, é nos   States que,  há uns bons pares de anos, labuta pela obtenção de tais condições. Pelos vistos algumas melhorias obteve, mercê de um trabalho duro, mas o que vê à sua volta não o alegra. É muito mais novo do que eu, mas volta não volta escreve-me para me falar das saudades que sente do nosso Moscavide.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois é o texto da sua carta electrónica que aqui vos deixo. São palavras simples de um homem simples, não letrado, mas são sinceras e eloquentes.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque amanhã é Natal,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu, e tantos "eus", comeremos faustosamente o que temos e o que não deviríamos ter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;As crianças, abrirão os supérfluos presentes mantendo a tradição do igualar o vizinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ah!!..E vamos à missa, isso, a missa, dar graças ao Senhor, que nos proteja na nossa vil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; e desmedida ambição, no nosso egoísmo e hipocrisia e todas essas nossas "virtudes"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;no dia a dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque amanhã é Natal,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vinte mil crianças, morrerão de fome...de FOME. E tanto comer nós deitaremos para o &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;lixo amanhã, dia de Natal. Somos nós os animais pensantes, os superiores e tudo o mais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todavia, penso que se nos auto examinarmos não veremos mais que um pérfido ser vivo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;que se auto destrói a passos largos.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vivo no pais (EUA) que mais contribui para a nossa autodestruição, sou um cumplice &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;asqueroso de tudo isto, mas tal me reconheço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como poderemos celebrar o dia de amanhã, o dia de Natal, sabendo que em cada quatro ou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; cinco segundos sucumbe uma criança devido a subnutrição crónica? Amanhã dia de Natal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enfim, sou mesmo uma tristeza, pois amanhã dia de Natal comendo como um alarve,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;celebrarei o nascimento do "Salvador"...Imagino o que seria se Jesus o "Salvador" não&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; tivesse nascido...Como isto estaria!?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Verissimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:78%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;António,&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se não publicar minha carta, eu entendo. Mas pelo menos sei que o senhor, pessoa a qual admiro, a leu...a leu e meditou ao seu bom modo de ser e estar na vida.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os meus agradecimentos, &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;C. Veríssimo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Publiquei mesmo. Aqui está ela&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;E já que vem a talho de foice, uns versitos que fiz ontem sobre o mesmo tema:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;NEVE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Que bom que esteja a nevar,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;J&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;á que tão suja anda a terra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Seria bom que nevasse,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tanto tanto que enterrasse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os rastos de tanta guerra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;" &gt;Que caia a neve do céu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E o céu se encha de pombas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;num claro anúncio de paz,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pois de lá só caiem bombas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De há uns anos para trás&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;" &gt;Ò Deus se estás lá em cima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ou estejas lá onde for&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vê lá se pões ordem nisto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não bastou mandares cá Cristo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que o mundo está bem pior&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-family:verdana;" &gt;E se não te pões a pau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E defendes o que eu é teu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os cruéis senhores da guerra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando acabarem co’a terra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Inda vão lixar-te o céu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;___________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Veja também o poema&lt;br /&gt;OS TEUS OLHOS&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Pode também ouvi-lo na voz de Luís Gaspar&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-7208368097090611525?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/7208368097090611525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=7208368097090611525&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7208368097090611525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7208368097090611525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/amanh-dia-de-natal.html' title='AMANHÃ É DIA DE NATAL'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-8562998925207734738</id><published>2006-12-22T11:43:00.000+01:00</published><updated>2006-12-22T15:24:14.092+01:00</updated><title type='text'>MAIS UM ATENTADO À CULTURA</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;O nazi &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255)font-family:verdana;" &gt;Goebbels, dizia que sempre que lhe falavam em cultura puxava imediatamente da pistola. Estes, não sei por que é que puxam, mas pela cabeça não puxam de certeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255)font-family:verdana;" &gt;Vê-se pelos sucessivos ataques de que a cultura tem vindo a ser objecto por parte deste Governo e da ministra do pelouro. Ainda há dias assistimos à extinção da FESTA DA MÚSICA e prepara-se agora para pôr fim ao programa RITORNELLO, um dos mais interessantes da Antena 2 da RDP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255)font-family:Verdana;" &gt;O apelo abaixo foi-me enviado por um Amigo. Imediatamente o subscrevi e decidi apresentá-lo à consideração dos leitores deste blogue. Se é ouvinte da Antena 2, se preza a cultura como um bem inestimável, se não gosta de ver o gosto dos cidadãos a ser progressiva e intencionalmente nivelado por baixo, por favor, subscreva e divulgue este apelo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O programa Ritornello da Radiodifusão Portuguesa, da autoria de &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="Jorge Rodrigues"&gt;Jorge Rodrigues&lt;/st1:personname&gt;, é provavelmente o programa de maior audiência de toda a Antena 2. O Ritornello é produzido há mais de 10 anos com uma imaginação, diversidade, inteligência, sentido formativo e informativo tais que se tornou, na prática, uma referência incontornável para todos os amantes da música dita erudita em Portugal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Mas não só da música. A poesia, o teatro, a literatura, a dança e a cultura portuguesa, em geral, circulam no Ritornello como numa grande coreografia, cruzando-se através da temática de cada programa – criteriosamente escolhida pelo seu autor – e por meio dos convidados que nele têm tido voz. Ao longo dos últimos 10 anos, mais de 2000 individualidades, nacionais e estrangeiras, foram entrevistadas por &lt;st1:personname st="on" productid="Jorge Rodrigues"&gt;Jorge Rodrigues&lt;/st1:personname&gt;, permanecendo o testemunho de muitos gravado na memória dos portugueses. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Recentemente, alegadamente por conduzir entrevistas desinteressantes (!), a direcção da Antena 2 proibiu &lt;st1:personname st="on" productid="Jorge Rodrigues"&gt;Jorge Rodrigues&lt;/st1:personname&gt; de continuar a entrevistar convidados portugueses. Ficam assim excluidos do programa as vozes de José Saramago, de Agustina Bessa Luís, de Paula Rego, de Maria João Pires, etc.,etc... Sob qualquer ângulo que se observe, a medida é insólita e obtusa, fazendo lembrar tempos dos quais Portugal se libertou com dificuldade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Que serviço público é este que proíbe a voz dos artistas e intelectuais portugueses no programa de maior prestígio de toda a Antena 2 ? Logo aquele que mais dinamicamente tem contribuido para manter os ouvintes, directa ou indirectamente interessados, ao corrente das causas culturais portuguesas! O mérito de &lt;st1:personname st="on" productid="Jorge Rodrigues"&gt;Jorge Rodrigues&lt;/st1:personname&gt; deveria ser premiado por ser do interesse cultural nacional e não obstruído desta forma ridícula. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Se discorda desta proibição e se acha que os artistas e intelectuais portugueses merecem continuar a ser entrevistados no Ritornello, por favor dê o seu apoio a este protesto assinando em &lt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/r1tornel/petition.html"&gt;http://www.PetitionOnline.com/r1tornel/petition.html&lt;/a&gt; &gt; e divulgando esta informação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Muito obrigado, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;António Chagas Rosa &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sugiro que expressem também ao Provedor do Ouvinte, Dr. José Nuno Martins &lt;&lt;a href="http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_ouvinte/contactos.php"&gt;http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_ouvinte/contactos.php&lt;/a&gt; &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;___________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,102,102)font-size:130%;" &gt;Veja também o poema&lt;br /&gt;OS TEUS OLHOS&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102)"&gt;Pode também ouvi-lo na voz de Luís Gaspar&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-8562998925207734738?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/8562998925207734738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=8562998925207734738&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8562998925207734738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8562998925207734738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/mais-um-atentado-cultura.html' title='MAIS UM ATENTADO À CULTURA'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-5491825142897257843</id><published>2006-12-21T19:39:00.000+01:00</published><updated>2006-12-22T11:36:50.854+01:00</updated><title type='text'>CAPITALISMO SELVAGEM</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;Encerramento da Fabrica Opel na Azambuja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Mais um benesse do liberalismo económico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Por falta de tempo &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e de disposição (esta quadra do natal sempre me deprime) não tenho estado muito activo na&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;escrita deste blogue. Também hoje tencionava  escrever o quer que fosse, mas não posso deixar de referir o facto que, pelo menos para mim, e porque  ocorreu precisamente nestes supostamente festivos dias,foi o que mais marcou nesta data.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;A partir de hoje, mais de 1400 trabalhadores portugueses foram postos no olho da rua. Não interessa se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ficam sem emprego,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nem como se vão sustentar a eles e às suas famílias. Os interesses do deus Milhão e o sacrossanto direito à livre concorrência falam mais alto. Quem manda é o lucro. Fácil e imediato. E viva a democracia liberal. O papão da União soviética acabou e agora é fartar vilanagem, Despedimentos acontecem no momento e na hora em que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tal convém ao capital triunfante. Quando, em alguns países uma Constituição aprovada em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;bom tempo, como acontece em Portugal, lhe dificulta ainda um pouco esse facilitismo, o patronato exige mais maleabilidade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na política de despedimentos. E mais, e mais e sempre mais facilidades para o patronato. Assiste-se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a isso diariamente no nosso país. E os “democratas” aplaudem. Foi em nome dessa democracia económica, com a bênção do guardião do Templo &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mundial da Democracia, o Big Brother sediado em Washington, que Pinochet, estabeleceu  o seu peculiaríssimo regime democrático.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Todos assistimos hoje à indignada e espontânea manifestação dos trabalhadores despedidos, em que um deles fez ouvir a sua voz&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para lamentar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a frieza , e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a desumanidade de um patronato &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que, para além de privar do seu ganha-pão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pessoas que durante anos os ajudaram a encher os bolsos - maneira antiga de dizer engrossar a conta bancária – nem uma palavra de despedida, um agradecimento, um aperto de mão, àqueles homens, no seu último dia de trabalho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;È a liberalização dos despedimentos, é a contenção e abaixamento de salários, é a crescente ofensiva tendente à destruição do Estado Social, que a contragosto, e enquanto a União Soviética existiu, se viram forçados a aceitar, é o capitalismo selvagem em todo o seu esplendor&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;E a malta amocha. E os “democratas” aplaudem ou pactuam.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Amanhã já ninguém se lembrará dos trabalhadores hoje postos na rua. Que importa? Vem aí o Natal, vamos às filhós, às rabanadas, muita luzinhas nas ruas, montras enfeitadas, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que o tempo é de Paz e Amor...Paz e amor? Onde, para quem?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Que grandes filhos...!!!!!&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;========================&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;Veja também o poema&lt;br /&gt;OS TEUS OLHOS&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Pode também ouvi-lo na voz de Luís Gaspar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-5491825142897257843?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/5491825142897257843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=5491825142897257843&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5491825142897257843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/5491825142897257843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/capitalismo-selvagem.html' title='CAPITALISMO SELVAGEM'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-9012108538167404228</id><published>2006-12-17T16:01:00.000+01:00</published><updated>2006-12-22T11:39:27.125+01:00</updated><title type='text'>LOPES GRAÇA: A música é a minha religião...</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;F&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ernando Lopes Graça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt; no dia centenário do seu nasciment&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RYVhFaRxFqI/AAAAAAAAAC4/2LlpFT8UQJY/s1600-h/82_autorGRACA_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RYVhFaRxFqI/AAAAAAAAAC4/2LlpFT8UQJY/s400/82_autorGRACA_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009516906100627106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Fernando Lopes Graça foi um dos mais notáveis compositores e musicólogos contemporâneos.. Poder~se á dizer-se que foi, neste campo, talvez o &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mais genial português de do século XX&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Para mim, que, em relação à música &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;sou apenas um ouvidor atento, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Fernando Lopes Graça foi acima de tudo, uma personalidade impar, um homem de cultura, escritor e teórico do fenómeno musical e da suas correntes a nível universal.. Foi um denodado resistente antifascista, um comunista convicto quase desde nasceu (como ele diz) até &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;morte, sem nunca renegar os seus ideais, e foi sobretudo ou farol aceso na noite fascista que à frente do coro que dirigia e tinha o seu nome, percorreu, anos a fio, incansável, centenas de colectividades de norte a sul do país, divulgando, muitas vezes com risco de ser preso, a genuína &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;música popular portuguesa e sobretudo as canções heróicas que nos galvanizavam e nos ajudavam a acreditar que um dia os portugueses iam acordar correspondendo ao apelo de uma dessas vibrantes canções&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;. Como os leitores deste blogue já devem ter reparado, tenho andado algo afastado da actividade da escrita nos últimos dias. Talvez cansaço, talvez a dispersão própria desta quadra de Natal e de fim de ano. Mas neste dia em que se celebra o centenário &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;deste grande homem, desta figura impar da cultura portuguesa,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e universal, ficaria mal com a minha consciência &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;deixar passar em claro esta data tão significativa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Aqui fica, pois a minha humilde e comovida homenagem, manifestando o meu orgulho por ter sido contemporâneo desta grande figura.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Obrigado, Lopes Graça, por teres nascido e teres sido o que foste e como foste.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Obrigado também às dezenas de homens e mulheres que, abnegada mas também entusiasta e prazerosamente, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;te acompanharam em centenas de actuações por esse pais fora, e sob a regência da tua batuta, encheram de esperança milhares de portugueses de várias gerações, muito especialmente àqueles que pessoalmente conheci, e que infelizmente já não se encontram entre nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt; Sua vida e obra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;Transcrevo a seguir uma resenha da sua vida e obra, extraída de uma compilação organizada por Leonor Lains&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em http://www.vidaslusofonas.pt/&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;- 1906: Nasce a 17 de Dezembro em Tomar, onde inicia os estudos de piano.&lt;br /&gt;-1924: Ingressa no Conservatório Nacional de Lisboa..&lt;br /&gt;-1927: É aluno da Classe de Virtuosidade de Viana da Mota.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;-1929 Compõe (ou publica) a sua primeira obra se &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;"Variações Sobre um Tema Popular Português", para piano.&lt;br /&gt;- 1931: Termina o Curso Superior de Composição. É preso e desterrado para Alpiarça.&lt;br /&gt;- 1934: Ganha uma bolsa para estudar em França, que lhe é recusada por motivos políticos.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;-1937: Parte para Paris. Estuda com Koechlin Composição e Orquestração&lt;br /&gt;-1938: A Maison de la Culture de Paris encomenda-lhe uma obra: «La fiévre du temps» (ballet-revue). Harmonizações de canções populares portuguesas&lt;br /&gt;-1940: Ganha o prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical com o 1º Concerto para Piano e Orquestra.&lt;br /&gt;- 1941: Tomás Borba convida-o para professor na Academia de Amadores de Música.&lt;br /&gt;- 1942: Obtém o prémio do Círculo de Cultura Musical com a «História Trágico-- Marítima» (poema de &lt;st1:personname st="on"&gt;Miguel&lt;/st1:personname&gt; Torga).&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- 1944: Ganha pela 3ª vez o Prémio de Composição do CCM com a «Sinfonia».&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- 1945: Faz parte da Comissão Distrital do MUD.&lt;br /&gt;- 1949: Faz parte do júri do Concurso Internacional Béla Bartók em Budapeste.&lt;br /&gt;- 1952: Novo prémio de composição do Círculo de Cultura Musical com a 3ª Sonata para Piano.&lt;br /&gt;- 1961: Edita com Michel Giacometti o 1º volume da Antologia de Música Regional Portuguesa. Início do In Memoriam Béla Bartók (8 suites progressivas para piano) que completa em 1975.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- 1969: Rostropovich interpreta o Concerto de Câmara para violoncelo encomendado a Lopes-Graça.&lt;br /&gt;- 1973: Início da publicação das «Obras Literárias» (Editora Cosmos) em 18 volumes.&lt;br /&gt;-1974: Assume a presidência da Comissão para a Reforma do Ensino Musical criada pelo Governo Provisório da Revolução de Abril.&lt;br /&gt;- 1979: Compõe para grande orquestra, solistas e coro o «Requiem pelas vítimas do fascismo em Portugal».&lt;br /&gt;- 1981: Convite do governo húngaro para as Comemorações do Centenário do nascimento de Béla Bartók. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-1993: Audição integral das sonatas e sonatinas para piano (Matosinhos). Homenagem no seu 87º aniversário. -&lt;br /&gt;- 1994: Morre na noite de 27 Novembro na sua casa na Av. da República, na Parede, junto a Cascais.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;___________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Se gostou de ler "Amélia Melenas, Minha Mãe"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;(e foram muitos os que  gostaram)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;Vai também gostar de ler &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;"A MINHA TIA BEATRIZ"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;no meu outro blogue&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-9012108538167404228?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/9012108538167404228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=9012108538167404228&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/9012108538167404228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/9012108538167404228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/lopes-graa-msica-minha-religio.html' title='LOPES GRAÇA: A música é a minha religião...'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RYVhFaRxFqI/AAAAAAAAAC4/2LlpFT8UQJY/s72-c/82_autorGRACA_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-4139865465351969796</id><published>2006-12-13T15:40:00.000+01:00</published><updated>2006-12-15T20:08:12.735+01:00</updated><title type='text'>VÁRIOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(255,102,102); TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Descentralizações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Governo quer descentralizar saúde, educação e acção social&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Municípios iniciam negociações em Janeiro com o Governo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Público de 13-12-2006&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255); TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Será bom, ou mau? &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Depende do apoio financeiro que o Estado prestar às autarquias e, sobretudo, da vigilância que exercer sobre a transparência da gestão desse apoio. É que a experiência nos mostra que o Estado negligencia, por norma, a fiscalização dos dinheiros que distribui. Assim o tem feito, quer nos hospitais publicos quer , e sobretudo, nos de gestão empresarial - fazendo depois as economias nos cortes de prestações aos doentes e forçando estes a pagarem os prejuizos resultantes da sua má gestão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,204,0); TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;___________________________________&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O Estado e Is&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;rael&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;"&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O regime sionista tem os dias contados e irá desaparecer muito em breve", reafirmou o Presidente Iraniano aos delegados de uma controversa conferência sobre o Holocausto, realizada nos últimos dois dias em Teerão sob o auspício do Ministério dos Negócios Estrangeiros.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255);font-family:Verdana;" &gt;È uma estupi&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255);font-family:Verdana;" &gt;d&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="COLOR: rgb(51,102,255)" href="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RYAV3yzCaBI/AAAAAAAAABM/6UWgKCYeJjk/s1600-h/200px-These_Russian%2C_Polish%2C_and_Dutch_slave_laborers_interned_at_the_Buchenwald_concentration_camp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5008026833908819986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 212px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 275px" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RYAV3yzCaBI/AAAAAAAAABM/6UWgKCYeJjk/s400/200px-These_Russian%252C_Polish%252C_and_Dutch_slave_laborers_interned_at_the_Buchenwald_concentration_camp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255);font-family:Verdana;" &gt;ez &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;negar a existência do Holocausto. Todos sabemos que ele existiu e qu&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255);font-family:Verdana;" &gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255);font-family:Verdana;" &gt;foi uma das manchas mais negras da história da humanidade. Eu próprio tive o desprazer de constatar no campo de concentração de Buchenwalde , provas evidentes dos horrores ali perpetrados. Quanto ao pôr fim ao Estado de Israel , acho que é difícil agora, passados estes anos. Mas de uma coisa tenho a certeza. Jamais aquele Estado confession&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;al devia ter sido criado &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;e muito menos naquele lugar. Tanto assim que nesta conferência em que participaram 70 personalidades de 70 países estrangeiros havia representantes de movimentos hebraicos e grupos judaicos anti-sionistas que se opõem à existência daquele &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Estado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;_____________________________________&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102);font-size:130%;" &gt;Unidade entre Hezollah e Cristãos no Líbano&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;No Líbano, há dias que se vem assistindo a manifestações constantes contra o primeiro ministro ao primeiro ministro Siniora, por parte de milhares de pessoas que exigem a sua demissão. Siniora é apoiado publicamente por Israel e claro (são irmãos gémeos em tudo) os Estados Unidos. Do outro lado da barricada estão os Hezbollah e, (sabem quem?) os cristãos Maronitas. Isto vem nossos jornais, mas em letras pequeninas, despercebidas no meio das notícias e artigos.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt; Porque será?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Claro que nós sabemos porque é. Não convém espalhar que a questão no Líbano e no Médio Oriente em geral não é uma questão de religiões é uma questão entre exploradores e explorados, Como no resto do mundo, aliás.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,102)"&gt;________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,204,0); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;Veja também&lt;br /&gt;ATÉ AMANHÃ CAMARADAS!&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-4139865465351969796?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/4139865465351969796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=4139865465351969796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/4139865465351969796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/4139865465351969796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/descentralizaes-governo-quer.html' title='VÁRIOS'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RYAV3yzCaBI/AAAAAAAAABM/6UWgKCYeJjk/s72-c/200px-These_Russian%252C_Polish%252C_and_Dutch_slave_laborers_interned_at_the_Buchenwald_concentration_camp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-8882805868906114691</id><published>2006-12-11T12:50:00.000+01:00</published><updated>2006-12-11T18:42:39.236+01:00</updated><title type='text'>MORREU SEM  PAGAR, o CANALHA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;inochet morreu sem prestar contas&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Costuma dizer-se,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que “homem bom” é o morto de quem se fala.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;                                                       O Canalha que &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RX1LhfUF8RI/AAAAAAAAABA/2g1PGZfmbfQ/s1600-h/Pinochet.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RX1LhfUF8RI/AAAAAAAAABA/2g1PGZfmbfQ/s320/Pinochet.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5007241399419400466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;morreu ontem em Santiago do Chile não pode caber dentro desta definição. Ele foi um dos seres humanos mais vis, mais desprezíveis de toda a história da ifâmia nos tempos modernos. Foi traidor, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;golpista, torcionista, assassino e corrupto, tudo ao mesmo tempo. O que o distingue de outros ditadores (só Franco se lhe compara) é que os crimes que cometeu não foram em nome de um qualquer ideologia, foram em nome de valores cristãos, como beato que era e se proclamava.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;O bom Allende confiou nele entregando-lhe a Chefia das forças armadas, porque ele, hipócrita e dissimulado, aparentava ser um militar honesto e leal. E no entanto, a CIA há muito que o conhecia e nele confiava para dar o golpe que servisse os seus interesses, quando chegasse a altura apropriada. E quando chegou,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ele o executou exactamente de acordo com as intruções que nesse sentido recebera, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;friamente, de uma forma cruel e decisiva. Sim porque não restam hoje dúvidas que foi que Kissiger e o embaixador dos EUA no Chile que foram os mandatários e inspiradores do golpe, destinado, através da “Operação Condor” a derrubar os governo de esquerda democraticamente eleitos no Chile e em todos os países da América Latina.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Repare-se que o golpe de estado do fatídico 11 de Setembro de 1973, não se destinava a forçar a demissão do governo ou a resignação &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de Allende, era um missão preconcebida &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;de, através do bombardeamento do palácio presidencial com aviões da força aérea, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;destruí-lo e matar todos os ministros, e o próprio Presidente da Republica. Assim aconteceu. Só que o &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;honestíssimo e corajoso médico que, por vontade do povo presidia aos destino do Chile, tendo escapado dos bombardeamento, de armas na mão, e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tal como prometera, resistiu até à morte às arremetidas da horda atacante. Está hoje provado que não se suicidou com pretendem os seus vis inimigos.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;O Criminoso Pinochet morreu sem pagar pelos seus crimes. È imperdoável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;E depois venham-me falar na justiça democrática, na &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;justeza da existência de tribunais internacionais para julgar ditadores, blá, blá, blá. Essa justiça e esses tribunais só existem para favorecer os interesses dos Estados Unidos, pois eles próprios não consentem ser lá julgados.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Ainda que não fosse preso, dada a sua idade avançada, Pinochet deveria ter sido julgado e condenado pelos crimes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;hediondos que cometeu e pela desenfreada corrupção que permitiu que ele próprio e os seus familiares tivessem acumulado uma fortuna inimaginável, distribuída por inúmeros bancos em redor do&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mundo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;É uma injustiça sem nome que esse julgamento não tenha sido feito. Eu pessoalmente, não me conformo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E ainda por cima, o sacana, teve a esperteza de pedir para ser cremado, o que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;me impede &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de lhe desejar que a terra lhe seja pesada como o chumbo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;____________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;Leia também&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;CONHEÇO-TE; CAMARADA&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-8882805868906114691?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/8882805868906114691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=8882805868906114691&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8882805868906114691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/8882805868906114691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/morreu-sem-pagar-o-canalha.html' title='MORREU SEM  PAGAR, o CANALHA'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QbhC_gDIRME/RX1LhfUF8RI/AAAAAAAAABA/2g1PGZfmbfQ/s72-c/Pinochet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-7226407197417129410</id><published>2006-12-10T01:02:00.000+01:00</published><updated>2006-12-10T20:01:51.704+01:00</updated><title type='text'>DOIS TEMAS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);font-size:130%;" &gt;A lição de Jacques Delors&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Durante dois dias esteve reunido&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;no Porto&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;o 7º Congressos dos Partidos Socialistas Europeus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;De entre os lugares comuns e profissões de fé no ideários socialistas,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;destacou-se-se a intervenção de Jacques Delors , antigo e presidente da Comissão Europeia e co-autor do projecto “A Nova Europa Social", ali aprovado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Delors defendeu e enalteceu a luta dos sindicatos no combate à política dos conservadores e neo-libérais europeus.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Deu como exemplo a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;intervenção das organizações sindicais belgas com vista à manutenção da indústria automóvel no país que, “ a Volkswagen queria praticamente liquidar".&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Outro sinal de que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“as forças do trabalho não desarmam” na opinião de Delors» é a petição peia defesa dos serviços públicos lançada pela Confederação Europeia de Sindicatos. &lt;/span&gt;Nesta última iniciativa sindical, o que está em causa é a possibilidade de manter "a qualidade e acessibilidade dos serviços públicos para todos".&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Segundo o antigo presidente da Comissão Europeia, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a "vigilância" dos socialistas europeus sobres esta matéria "terá de ser total", c&lt;/span&gt;onsiderando como um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"erro político" a directiva sobre a liberalização dos serviços não ter sido acompanhada por outra dírectiva-quadro que garantisse as finalidades do serviço público»&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;0 PSE (Partido Socialista Europeu) apelou Jacques Deiors, deve estar presente "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nestas sucessivas batalhas onde se joga, dia a dia, o futuro da nossa sociedade"&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Perante os congressistas, lembrou que na nova Europa social o combate às desigualdades é urna das prioridades, que passa, entre outras coisas, pela educação e conforto das crianças, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Queridos camaradas, não esqueçam nunca que as crianças pobres de hoje serão os adultos pobres e excluídos de amanhã"&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Assim falou o antigo Sr. Europa. Este sim é um verdadeiro socialista, que perante os seus pares faz o elogio rasgado à luta e ao serviço Público. A contrário de Sócrates que desmerece daquela e se empenha em desmantelar este.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Aprenda, Senhor Sócrates.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(255, 102, 102); text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;____________________________________________ &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);font-size:130%;" &gt;O Caso Luísa Mesquita&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;á não posso ouvir pronunciar o nome desta senhora. A comunicação social tem feito deste caso um cavalo de batalha. O costume. Congressos, reuniões internacionais, apresentação de moções, o excelente trabalho parlamentar que o PCP produz, são sistematicamente minimizados quando não pura e simplesmente ignorados. Mas ao mínimo problema, ao mínimo sinal de que esse problema possa existir, logo esses órgãos de (des)informação se tornam loquazes, os sábios comentadores de serviço se desdobram em análises, criticando, acusando e pressagiando para aquele partido um fim próximo.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Afinal, o que passou com esta senhora é muito fácil de contar. Existe um compromisso entre o PCP e os deputados eleitos nas suas listas, de que, a qualquer altura, qualquer deles pode ser substituído por outro por conveniência do Partido, assinando cada um deles uma declaração nesse sentido, logo que toma posse. Foi o que aconteceu com esta senhora que, na devida altura assinou tal compromisso e que agora se rebela contra o Partido por que este lhe cobra o cumprimento. Qual é o problema? O único que aqui encontro é o da falta de carácter da senhora, nada mais. Tanto assim é que, em boa verdade, e porque o caso é por demais evidente, boa parte dos “media” condena a sua atitude.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Pois é, mas poucos deles também deixam de aproveitar a situação para&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;dar as suas venenosas ferroadas ao PCP. Eles iam lá perder um&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;oportunidade destas?&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;porque a exigência do Partido aos seus deputados não é democrática, porque o lugar do deputado pertence ao povo que o elegeu e porque assim e porque assado&lt;/em&gt;, tendo até o senhor Sócrates descido ao ponto de se meter onde não é chamado, de uma forma irónica que não fica bem a um primeiro ministro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Como se os&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;outros partidos, por uma qualquer alegada razão não substituíssem os seus deputados, quando isso lhes dá jeito, como se no Bloco de Esquerda não fosse mesmo estatutário, ou pelo menos norma habitual a rotatividade dos seus assentos parlamentares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sejamos claros. Algum dos leitores deste blogue, por exemplo, quando vota para a constituição da Assembleia da Republica, vota em qualquer candidato em particular? Você, caro leitor, sabe o nome dos deputados eleitos no Distrito onde está recenseado e onde votou? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Deixemo-nos de tretas. Os eleitores, pelo menos para a Assembleia da Republica, votam em Partidos e nas listas que estes apresentam a sufrágio, ou porque leram o respectivo programa e com ele se identificam, ou – o que, infelizmente é mais frequente - votam porque sim, porque aquele é o Partido no qual costumam votar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Portanto, senhores fazedores de opinião,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;preocupem-se com os verdadeiros problemas do país e deixem o PCP &lt;st1:personname st="on" productid="em paz. O"&gt;em paz. O&lt;/st1:personname&gt; que é curioso é que este é um “partido fossilizado”, um partido “cadaveroso” , como dizem e no entanto pelam-se todos por lhe morder as canelas. Será necrofilia, será medo, ou será&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;parvoíce aguda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255); text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;_______________________________________&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102); text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Veja também o poema&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102); text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;CONHEÇO-TE CAMARADA!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102); text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;No meu outro Blogue&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com/"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-7226407197417129410?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/7226407197417129410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=7226407197417129410&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7226407197417129410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/7226407197417129410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/dois-temas.html' title='DOIS TEMAS'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-203297731202857002</id><published>2006-12-08T00:43:00.002+01:00</published><updated>2006-12-08T00:47:50.892+01:00</updated><title type='text'>CONHEÇO-TE, CAMARADA!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-size:130%;" &gt;Veja o meu novo post&lt;br /&gt;CONHEÇO-TE, CAMARADA!&lt;br /&gt;no meu outro blogue&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escritosoutonais.blogspot.com"&gt;http://escritosoutonais.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19299771-203297731202857002?l=enquantoenao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enquantoenao.blogspot.com/feeds/203297731202857002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19299771&amp;postID=203297731202857002&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/203297731202857002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19299771/posts/default/203297731202857002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enquantoenao.blogspot.com/2006/12/conheo-te-camarada_08.html' title='CONHEÇO-TE, CAMARADA!'/><author><name>António Melenas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03789164256846147364</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6660/1892/320/Bon%3F%3F.b%26w.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19299771.post-2719186888522672595</id><published>2006-12-07T15:05:00.000+01:00</published><updated>2006-12-07T15:15:21.172+01:00</updated><title type='text'>SERIA DE RIR, SERIA...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;Seria de rir, seria…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Estou a falar da notícia hoje publicada no DN:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sanções contra Bagdad se a violência continuar :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:Verdana;" &gt;Bagdad deve ser punida por Washington se a violência persistir, recebendo menos dinheiro e menos apoio milit
